Uma grande quantidade de tubos de oito metros de altura, perto de Alicante, Espanha, macera o que pode ser o combustível de amanhã: biopetróleo produzido com as microalgas que se alimentam do dioxido de carbono lançado por uma fábrica vizinha.

Cerca de 400 tubos de cor verde escura nos quais crescem milhões de microalgas estão localizados numa planície da região, junto ao cemitério, que expele CO2, que é capturado e levado até à pequena fábrica de biopetróleo.

Pesquisadores franceses e espanhóis da empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem este projecto, ainda experimental, há cinco anos.

Num momento em que os industriais procuram alternativas para o petróleo, a ideia é reproduzir e acelerar um processo que durou milhões de anos e permitiu a produção de petróleo fóssil.

As microalgas foram recolhidas do mar Mediterrâneo e do Oceano Atlântico.

Nos tubos, reproduzem-se em grande velocidade, desdobrando-se diariamente por fotossíntese e graças ao CO2 emitido pelo cemitério.



Diário de Notícias