Biólogos desconheciam o seu habitat até à data


Um dos espécimes no Natural History Museum

Uma equipa de biólogos brasileiros encontrou seis exemplares de um anfíbio raro, da espécie Atretochoana eiselti, e que se caracterizam por ter o corpo alongado, a pele lisa e não possuírem pulmões e, por ser apulmonar, respira pela pele.

Até à data, apenas tinham sido avistadas dois destes animais e não se sabia onde era o seu habitat. Os recentes anfíbios foram descobertos no Rio Madeira, em Porto Velho (Brasil). Existem registos da espécie pertencente à família da vulgarmente chamada de cobra-cega no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília.

Os anfíbios foram resgatados durante a secagem do leito do rio e, segundo os biólogos, o método foi fundamental para que os animais fossem encontrados. A equipa tem especial interesse em saber mais sobre a sua biologia, fisiologia funcional, modo de respiração e alimentação; embora, acreditem que se alimente de pequenos peixes e vermes.





No entanto, a Atretochoana eiselti não tem qualquer tipo de parentesco com os répteis, apesar da aparência. É um anfíbio parente próximo da salamandra, rã, perereca e sapos. Os investigadores estão a terminar o processo de catalogação científica.

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