Não são os primeiros a dizer isto. Que a Zona Euro pode desmoronar-se. Mas hoje, numa nota aos clientes, os analistas do Citigroup reiteram a "profecia" e dizem que a única forma de salvar a união económica e monetária da Europa está na fusão das políticas e orçamentos dos seus membros.
Não são os primeiros a dizer isto. Que a Zona Euro pode desmoronar-se. Mas hoje, numa nota aos clientes, os analistas do Citigroup reiteram a "profecia" e dizem que a única forma de salvar a união económica e monetária da Europa está na fusão das políticas e orçamentos dos seus membros.
“A Europa tem de manter-se de pé e decidir se vai ser um ‘Estados Unidos da Europa’ ou uma ‘manta de retalhos’ de Estados independentes”, adverte o principal analista técnico do Citigroup, Tom Fitzpatrick, numa nota de “research” citada pelo “EU Observer”.
Segundo o Citigroup, se não for ponderada uma integração deste tipo, então a Zona Euro está “condenada”, mesmo que a actual crise grega se resolva. “Sem uma preparação por parte das maiores nações – a Alemanha em particular – nesta direcção, receamos que o euro como moeda única esteja inevitavelmente condenada”, adverte a nota de análise.
Aliás, no que respeita à Grécia, o “research” liderado por Fritzpatrick revela optimismo. “No curto prazo, os problemas da Grécia terão de ser estabilizados e cremos que haverá vontade política de o fazer”, refere a análise, citada pela “Business Week”.
Conforme recorda o “EU Observer”, uma das vozes que já alertou para o risco de desmoronamento da Zona Euro se não houver união orçamental foi o célebre investidor George Soros. “Uma ajuda temporária deverá ser suficiente para a Grécia, mas ainda ficamos com o problema de Espanha, Itália, Portugal e Irlanda. Juntos, estes países constituem uma parte demasiado extensa da Eurolândia que tem de ser ajudada da mesma forma”, comentou Soros ao “Financial Times” naquela ocasião.
As vozes de alerta
Na semana passada, o Nobel da Economia de 2001, Joseph Stiglitz (na foto),
advertiu em entrevista ao “El País” que a moeda única europeia “corre o risco de desaparecer se não se gerar uma onda de solidariedade, se não se implementarem soluções institucionais”.
Mas foi o economista Milton Friedman quem primeiro predestinou o euro ao fracasso. Aquando da criação do euro, o Nobel da Economia de 1976 previu que a moeda única colapsaria no prazo de 10 anos, fragilizado por uma união monetária composta por Estados independentes.
“O nacionalismo irá emergir. Os países mais abastados não quererão gastar o dinheiro que tanto lhes custou a ganhar no resgate dos seus vizinhos menos responsáveis”, disse na altura Friedman.
Outra das célebres frases do economista, citada pela “Market Oracle”, dizia que “uma moeda comum pode funcionar como uma algema em tempos de crise”. Isto porque as taxas de câmbio, que podem ser utilizadas como uma ferramenta para reavaliar a dívida e melhorar a competitividade de uma economia, não podem ser accionadas quando se está numa união monetária.
O euro completou a sua primeira década de existência em 2009. Apesar dos abalos, a união económica e monetária ainda está de pé. “Até quando?”, é a pergunta que muitos fazem.
fonte: Jornal de Negócios
Eu que sou leigo só vejo isto de dois prismas:
Ou uns são "Velhos do Restelo" ou os outros parecem avestruzes com a cabeça enterrada na areia.![]()


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