Crise no euro

Fundo de resgate mantém-se igual "por enquanto"


Os ministros do euro dizem-se "muito impressionados" com os programas de austeridade de Portugal e Espanha. Não tomaram qualquer decisão relevante.





Nem aumento do fundo de resgate europeu, nem trabalhos no sentido e de emissão conjunta de dívida europeia, mas apenas "uma reunião técnica", sem "qualquer decisão importante", explicou ontem à noite Jean-Claude Juncker (na foto), o presidente do Eurogrupo, após a longa reunião dos ministros do euro.

Juncker garantiu que os ministros das Finanças nem discutiram a emissão de dívida, mas reconheceu que a dimensão dos Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) é uma "preocupação". No entanto, após apreciação de Klaus Regling, o gestor do fundo, o Eurogrupo considerou que "por enquanto, não são necessárias medidas imediatas".

A decisão vai contra a recomendação do FMI e segue a posição alemã. Berlim mostrou-se ontem reticente em reforçar a dotação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) como foi sugerido pela Bélgica, pelo FMI e pelo próprio banco central alemão para responder à eventualidade de grandes países do euro, como Espanha e Itália, terem também de recorrer a este mecanismo para escapar das taxas juros crescentemente elevadas reclamadas pelos mercados financeiros. "Neste momento, não vejo necessidade de expandir o fundo", afirmou a chanceler Angela Merkel.




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