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Tópico: APB: 'Spreads' do crédito à habitação podem atingir 5%

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    Padrão APB: 'Spreads' do crédito à habitação podem atingir 5%



    APB quer plano de pagamento de dívidas do Estado e antecipa subida de "spreads" até 5%

    António de Sousa acredita que os “spreads” no crédito à habitação vão continuar a subir nos próximos dois ou três anos, até 5% e antecipa que o número de devoluções de casas ainda vai aumentar mais.





    O Presidente da Associação Portuguesa de Bancos, em entrevista à Renascença, acredita que os bancos não vão precisar de recorrer aos 12 mil milhões de euros disponíveis no plano da “troika” para o sector.

    António de Sousa espera que o Estado apresente um plano de pagamento das suas dívidas às instituições bancárias.

    Em entrevista à Rádio Renascença, António de Sousa revela que a dívida da Administração Central, municípios e empresas públicas aos bancos situa-se entre 40 e 50 mil milhões de euros, valor equivalente ao que a banca deve ao Banco Central Europeu (BCE).

    O responsável lembra que as instituições bancárias só estão a emitir dívida com recurso a garantias estatais porque o Estado ainda não pagou o que lhes deve e lembra que o corte de “rating” à banca é “inédito”, pois historicamente os bancos têm sempre notas piores que a República.

    António de Sousa revelou que os spreads no crédito à habitação vão continuar a subir nos próximos dois ou três anos, até 5%, e as transacções vão continuar a diminuir, citando as emissões de ontem com recurso à garantia do Estado. “O custo do crédito para o banco a três anos saiu quase a 8%. Ora, o custo neste momento do crédito à habitação ainda está muito abaixo disso. A Caixa pagou de spread em relação à Euribor 4,95%, praticamente 5%, o que significa que está a perder dinheiro cada vez que faz uma operação neste momento.”

    Sobre o aumento da entrega de casas ao banco por incumprimento, António de Sousa diz que os bancos estão mais exigentes e a acelerar estes processos, estimando que o número de devoluções de casas ainda vai aumentar mais.

    Relativamente à eventual criação de um imposto para financiar a Grécia, António de Sousa diz que a banca, incluindo a portuguesa, não aguenta mais impostos.

    O presidente da APB descarta despedimentos no sector a curto prazo, admite apenas a não substituição dos que se reformam.









    in JNeg

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    Padrão APB: 'Spreads' do crédito à habitação podem atingir 5%

    Banca



    APB: 'Spreads' do crédito à habitação podem atingir 5%

    Económico
    20/07/11

    O presidente da APB alertou que os spreads do crédito à habitação vão continuar a subir nos próximos dois ou três anos.

    António de Sousa afirmou ontem aos microfones da Renascença, no programa ‘Terça à Noite', que os Spreads do crédito à habitação podem chegar aos 5%, dando como exemplo a Caixa Geral de Depósitos, que ontem foi ao mercado financiar-se com garantias do Estado e pagou juros e spreads acima do que está a cobrar nos empréstimos à habitação.
    "O custo do crédito para o banco a três anos saiu quase a 8%. Ora, o custo neste momento do crédito à habitação ainda está muito abaixo disso. A Caixa pagou de spread em relação à Euribor 4,95%, praticamente 5%, o que significa que está a perder dinheiro cada vez que faz uma operação neste momento, disse o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB).
    António de Sousa prevê ainda que "o número de devoluções de casas ainda vai aumentar mais". Isto porque, argumentou, "os bancos estão mais exigentes e a acelerar estes processos e, se a justiça começar a funcionar melhor".
    Na mesma entrevista, o responsável disse esperar que o Estado apresente um plano de pagamento das suas dívidas às instituições bancárias, revelando que a dívida da administração central, municípios e empresas públicas aos bancos situa-se entre 40 e 50 mil milhões de euros, valor equivalente ao que a banca deve ao Banco Central Europeu (BCE).
    O presidente da APB acredita ainda que os bancos não vão precisar de recorrer aos 12 mil milhões de euros disponíveis no plano da "troika" para o sector da banca, frisando que as instituições bancárias só estão a emitir dívida com recurso a garantias estatais porque o Estado ainda não pagou o que lhes deve.






    in DE

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