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Tópico: Crédito à Habitação - Publicado decreto-Lei que fixa os 360 dias como base de referência para os juros no crédito à habitação

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    Padrão Crédito à Habitação - Publicado decreto-Lei que fixa os 360 dias como base de referência para os juros no crédito à habitação



    Crédito à habitação 2008-05-29

    Publicado decreto-Lei que fixa os 360 dias como base de referência para os juros no crédito à habitação

    Foi hoje publicado no Diário da República o decreto-Lei que estabelece que a taxa de juro no crédito ou construção de habitação passa a ter como referência dos 360 dias, e 30 dias por mês, e que irá entrar em vigor dentro de 30 dias.

    Na nova legislação, citada pela Lusa, esta mudança "será aplicável aos contratos em execução, a partir da primeira revisão da taxa de juro que ocorra após a sua data de entrada em vigor".

    É também fixado em 10 dias úteis o prazo de envio de informação e documentação entre instituições de crédito, quando o cliente decida transferir o seu empréstimo entre bancos.

    São também alterados outros decretos, como o que regulava a "constituição de depósitos", bem como o que regulamenta o "arredondamento da taxa de juro nos contratos de 'leasing', aluguer de longa duração, 'factoring' e outros".




    in DE






    Quando não se "aguenta" com os copos ou outros produtos, só há um caminho: TRATAMENTO!!!








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    Padrão Encargos com crédito à habitação sobem 8% num ano

    Crédito à habitação 2008-05-30

    Encargos com crédito à habitação sobem 8% num ano

    Subida das prestações de empréstimas, aliada à alta dos preços da energia e dos alimentos complica orçamentos familiares, noticia o 'Semanário Económico'.

    As más notícias continuam para quem tem casa para pagar. As taxas Euribor, indexantes dos créditos à habitação, subiram em Maio para máximos dos últimos sete anos. Segundo os cálculos da Deco Proteste, para um empréstimo de 1o0 mil euros a 30 anos e spread de 1%, a prestação mensal tendo em conta a média da Euribor a seis meses de 1 a 28 de Maio, seria de 592,82 euros. Há um ano atrás, um empréstimo com as mesmas características traria um encargo mensal de 548,92 euros. Contas feitas, num ano, o aumento dos encargos com o crédito à habitação subiram 8%. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, o valor médio do capital em dívida dos créditos à habitação em Abril situa-se nos 53 303 euros. Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio foi de 87981 euros, mais 778 euros que em Março.

    Segundo dados do Banco de Portugal, o crédito malparado na habitação atingiu os 1,36 mil milhões de euros em Março, mais 13,5% que no mesmo mês do ano passado e mais 3,4% que em Fevereiro. Além disso, e de acordo com dados da mesma instituição, o endividamento dos portugueses subiu de 123% do seu rendimento disponível anual em 2006 para 129% em 2007.

    O caminho das subidas. A turbulência nos mercados financeiros foi um dos motivos que levou à subida da Euribor, já que os bancos se tornaram mais cuidadosos a emprestar dinheiro entre si, o que agravou o preço do dinheiro. Mas serão estas subidas preocupantes para os orçamentos das famílias portuguesas? Para o economista-chefe do Santander, Rui Constantino, “a recente subida tem um impacto nos orçamentos familiares. Não há forma de medir qual o nível da taxa de juro que pode ser preocupante, já que cada caso deve ser avaliado individualmente”. No entanto, o especialista refere: “O Banco de Portugal estima que a subida das taxas implica um aumento da taxa de esforço, mas que num cenário de subida da taxa Euribor em dois pontos percentuais (visto como um caso extremo face à actual conjuntura) 50% das famílias teriam uma taxa de esforço de 26% (mais 4 pontos percentuais), ainda dentro do aceitável”. Já para a economista-chefe do BPI, Cristina Casalinho, “para as famílias que têm encargos com créditos, é preocupante ter taxas de juro elevadas e vê-las subirem num contexto em que a apreciação que fazem da actividade económica e a avaliação que fazem da evolução do seu rendimento são pessimistas”. A especialista reconhece que a “situação é de aperto”, já que às prestações mais elevadas há que juntar “o agravamento das facturas energética e de bens alimentares”.

    Os dois economistas esperam que a escalada da Euribor possa aliviar. “Poderá haver alguma correcção se for verdade– o que é a nossa crença– que a subida actual resultou dos comentários de alguns responsáveis por institutos de conjuntura alemães que apontaram nesse sentido. A não confirmação dessas expectativas poderá implicar uma redução na taxa Euribor”, afirma Cristina Casalinho. Já Rui Constantino refere que “apesar da manutenção das taxas pelo BCE, a taxa Euribor subiu também devido à actual conjuntura dos mercados, uma situação que esperamos se dissipe nos próximos meses, embora de forma gradual”.

    No entanto, são cada vez menos os economistas que acreditam em mexidas nos juros por parte do BCE este ano. “A manterem-se as condições actuais e os cenários traçados acho complicado que isso aconteça, atendendo aos níveis da inflação, ao abrandamento da actividade económica e do ritmo de crescimento do crédito”, explica Cristina Casalinho. No entanto, para a especialista tal não significa que “a taxa Euribor não possa baixar com a recuperação de alguma normalidade sem que o BCE faça algo”.

    Bancos mais rigorosos. Para o economista da Deco Proteste, Vinay Pranjivan, “os bancos estão a agravar as tabelas de spreads, de há dois meses para cá”. Para além disto, o especialista notou uma alteração na forma como a análise é feita. Nos últimos dois meses houve bancos que estão a considerar como factor com maior peso a taxa de esforço – que mede qual o encargo da prestação mensal nos rendimentos das famílias– que a relação financiamento/garantia, que calcula a diferença entre o montante solicitado e o valor do imóvel adquirido. Vinay Pranjivan, refere que esta mudança “denota um maior cuidado e a maior restrição na concessão do crédito. Agora os bancos penalizam em termos de spreads os pedidos das famílias cuja taxa de esforço seja maior”.

    Mas apesar do crédito estar mais caro, há sempre formas de aliviar o encargo mensal com o empréstimo à habitação. No entanto, convém sempre ponderar os prós e os contras e calcular os custos que uma alteração ao contrato poderá ter.

    Como baixar a factura mensal do crédito à habitação

    Renegociar com o seu banco
    Compare a taxa de juro do empréstimo e o spread com os dos outros bancos. Se o seu spread for superior negoceie uma revisão, contrapondo com os produtos que tem subscritos no banco ou através da subscrição de novos. Vinay Pranjivan alerta, contudo, para alguns senãos. “Enquanto a conta ordenado e os pagamentos de serviços são gratuitos, o cartão de crédito ou dos seguros ou de outro qualquer produto deve ser analisada com muita atenção. Podem contribuir para uma situação pior que aquela que se pretende”. Além disso, os bancos cobram comissões na negociação de condições que podem ir até aos 150 euros. “Na nossa opinião isso é abusivo”.

    Mudar de banco
    Se a renegociação não tiver o resultado esperado pode optar por trocar de banco. Mas convém fazer bem as contas. Para o especialista da Deco, “a possibilidade de mudar de banco deve ser considerada, mas sempre com base na avaliação da TAE e não esquecer que ao mudar de banco tem-se de fazer uma escritura nova da hipoteca. Há aí outros custos associados”. Acresce ainda a comissão de transferência e podem também ser cobradas comissões de abertura de processo ou despesas de registos.

    Prolongar o prazo do empréstimo
    Alargar o prazo do empréstimo é uma solução para aliviar a prestação mensal do crédito. “Se aumentar o prazo reduz-se a prestação, mantendo-se a taxa na mesma. No entanto, os juros totais vão crescer”, lembra Vinay Pranjivan. Para além disso, nem todas as pessoas podem beneficiar desta vantagem porque existem limites máximos de idade. O especialista aconselha esta solução nas situações em que evite incumprimento, situações judiciais ou a eventual perda da casa.

    Amortizar capital
    Se tem poupanças e ainda lhe faltam, pelo menos, dois anos para a liquidação do empréstimo da casa, amortize. Ao fazê-lo não está apenas a reduzir a prestação do empréstimo como está simultaneamente a baixar os prémios do seguro de vida associados ao crédito. Nesta situação é necessário ter em conta que é aplicada uma penalização de 0,5%. Contudo, segundo Vinay Pranjivan, é praticamente impossível que a penalização que se vá pagar por amortizar um crédito seja superior ao valor de juros que se consegue amortizar”.

    Consolidar vários créditos num único
    Juntar os créditos (habitação, automóvel, consumo, …) pode ser uma solução para quem tem empréstimos acumulados conseguir reduzir os seus encargos totais, pois permite beneficiar de uma taxa de juro global mais baixa. Contudo, neste tipo de situação podem existir penalizações por amortizações antecipadas de algum dos créditos ou pode mesmo ser necessário fazer uma nova escritura do imóvel por poder ser necessária a realização de um novo empréstimo.




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  1. *Clix
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