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Tópico: Descubra porque é melhor alugar casa

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    Padrão Descubra porque é melhor alugar casa



    Finanças Pessoais 2008-06-20

    Descubra porque é melhor alugar casa

    A poupança na renda acumulada ao longo dos anos compensa nunca ficar com a casa.

    No cenário actual de endividamento das famílias e subida dos juros, os portugueses com crédito à habitação começam a sentir cada vez mais dificuldade em pagar a casa. No entanto, continuam a preferir comprar casa em vez de arrendar, por considerarem ser um investimento que irá valorizar.

    O Diário Económico pegou em seis casos concretos, fez as contas e chegou a uma conclusão: arrendar pode ser um negócio tão ou mais vantajoso do que comprar.

    Para comparar as duas hipóteses, partiu-se de um cenário de um casal com 31 e 35 anos, com um rendimento anual de 35 mil euros e que está indeciso entre comprar e arrendar.

    O casal descobriu um T2 na Lapa (Lisboa), remodelado, com 70 metros quadrados. O preço para venda é de 190 mil euros e para arrendamento é de 850 euros por mês.

    Calculámos quanto o casal pagaria se arrendasse o imóvel durante 20 anos e quanto pagaria se comprasse e, para tal, pedisse um crédito sobre 80% do montante total, ou seja, 152 mil euros.

    As diferenças começam logo nos custos iniciais. Enquanto que para o arrendamento teriam de dar o valor de três rendas (2.550 euros), para comprar teriam de contar com 20% do valor da casa de entrada (38 mil euros), mais o Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT), custos notariais e registo, e ainda das comissões e despesas bancárias. Desta forma, o casal precisaria de cerca de 40 mil euros.

    Ao longo dos anos, os encargos com o arrendamento são mais reduzidos. Supondo que a renda (850 euros) é actualizada a uma inflação de 2% ao ano, ao fim de 20 anos, teriam pago cerca de 247.800 euros. Ao optar por comprar, além das prestações, pagariam seguros de vida e multiriscos e ainda o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). No total seriam cerca de 278.500 euros, se as condições do empréstimo se mantivessem (taxa aplicada de 5,725%).

    Mas ao fim de 20 anos, quanto realmente poupariam? A resposta está na diferença dos custos iniciais do arrendamento face à compra e ainda na diferença entre o que pagariam ao longo de 20 anos de renda e de prestação mensal. Ou seja, neste caso, a poupança seria de 74.500 euros. É claro que ao comprar a casa esta pode sempre valorizar. Nesse caso, o Diário Económico somou o dinheiro que poupou ao longo de 20 anos com o arrendamento ao preço da casa. Ao fim de duas década teriam de vender a casa pelo menos por 264.541 euros, ou seja, a casa teria de valorizar 1,67% ao ano para compensar comprar.

    Replicando este cálculo chegaríamos então à conclusão que no caso do T1 no Porto (Bonfim), com um valor de compra de 60 mil euros e de 395 euros de renda, compensaria sempre mais optar por ser o proprietário.



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    Padrão Como é feita a actualização das rendas e prestações

    Finanças Pessoais 2008-06-20

    Como é feita a actualização das rendas e prestações

    No arrendamento o valor é fixado por lei. No crédito está dependente da evolução dos juros.

    Apesar do valor das rendas não estar sujeito às oscilações das taxas de juro, como no crédito à habitação, anualmente é estipulado por lei um coeficiente de actualização. Saiba quais os procedimentos envolvidos na actualização das rendas.

    1. Como é calculada a actualização das rendas?
    Segundo o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), o coeficiente de actualização anual de renda resulta da totalidade da variação do índice de preços no consumidor, sem habitação, correspondente aos últimos 12 meses e para os quais existam valores disponíveis a 31 de Agosto de cada ano, explicou a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal. Este coeficiente é apurado pelo Instituto Nacional do Consumidor, o qual deve constar de Aviso a ser publicado no Diário da República até 30 de Outubro.

    2. Os senhorios são obrigados a aumentar a renda ou fica ao seu critério?
    Os senhorios não são obrigados a actualizar anualmente a renda, podendo consequentemente manter inalterado o valor da renda.
    No que respeita à redução, a mesma será possível, se as partes assim o decidirem devendo, neste sentido, e em conformidade com o principio da liberdade contratual, alterarem consensualmente o respectivo contrato de arrendamento.

    3. Em caso de aumento tem de se aplicar o valor fixado por lei?
    A actualização das rendas resulta do acordado entre senhorio e inquilino no contrato de arrendamento. A actualização decorrente do aviso anual publicado pelo INE só será aplicável, na falta de estipulação das partes.

    4. Como é actualizada a prestação do empréstimo da casa?
    A Euribor é o indexante mais utilizado no crédito à habitação e juntamente com o ‘spread’ traduzem a prestação do empréstimo. As actualizações são feitas com base na maturidade do indexante. Isto é, se a taxa do crédito for a Euribor a seis meses, então, semestralmente a prestação é revista. O cálculo é feito com base na média mensal, da Euribor contratada, do mês anterior à revisão.


    Apartamentos T2 no topo das preferências
    A maioria das candidaturas ao programa Porta 65 foi de jovens isolados (3.382), seguidos de jovens casais (1.867). Os apartamentos T2 - cujo tecto máximo de apoio em Lisboa é de 650 euros e no Porto de 500 euros - foram aqueles a que os jovens mais se candidataram (2.966), seguidos dos T1 (2.044). Lisboa é a zona onde surgem mais pedidos (394). Com cerca de 10 mil candidaturas na primeira fase e 5.500 na segunda, o programa de apoio ao arrendamento jovem Porta 65 visa incentivar os jovens a optarem pelo arrendamento. No entanto, e segundo noticiou recentemente o Diário Económico, este é um programa que vai muito além do arrendamento jovem, apesar de ser essa a única dimensão que já foi implementada, em funcionamento e que até já foi alvo de revisões para melhor se ajustar à realidade. O programa prevê ainda a criação de um bolsa de habitação, a coabitação apoiada e gestão de proximidade. Ainda pouco se sabe como a bolsa vai funcionar e quando.




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  3. #3
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    Padrão Especialistas criticam actual lei do arrendamento

    Finanças Pessoais 2008-06-20

    Especialistas criticam actual lei do arrendamento

    Os consultores são unânimes em dizer que não existe mercado de arrendamento em Portugal.

    Os especialistas são consensuais: “Não existe mercado de arrendamento em Portugal”.

    A lei do arrendamento, a falta de tradição em arrendar casa, a pouca necessidade de mobilidade, porque as distâncias são relativamente curtas dada a dimensão de Portugal, são alguns dos factores que contribuíram para que a oferta seja escassa e o mercado de arrendamento seja, hoje, pouco dinâmico. Há especialistas que referem ainda que a política agressiva dos bancos relativamente à concessão de crédito à habitação, nos últimos anos, na sequência das taxas de juro estarem historicamente baixas, também jogou a favor da compra em detrimento do arrendamento.

    Mas para a situação mudar a solução terá mesmo de passar pelo plano legislativo.

    “A lei das rendas é totalmente antiquada, e beneficia mais o inquilino do que o proprietário”, explicou Carlos Moedas, director geral da Aguirre Newman em Portugal, ao Diário Económico.

    A mesma opinião é partilhada por Ricardo Roquette. O director do segmento residencial da Cushman & Wakefield, em Portugal, acrescenta que o investidor “que arrenda um imóvel expõe-se a um risco elevado”, e que “as ‘yields’ têm pouco interesse no segmento residencial. Mais vale investir nos escritórios”.

    Com a lei actual “as pessoas têm medo de arrendar, pelo facto do mercado não ter liquidez, não ser eficaz nem transparente”, ressalvou Carlos Moedas.

    No entanto, os especialistas acreditam que a situação pode alterar-se. “Acredito que o arrendamento vai surgir por necessidade”, acrescentou Ricardo Roquette.

    A subida das taxas de juro, o elevado endividamento das famílias portuguesas e o facto de os bancos estarem a ser mais restritivos na concessão de crédito à habitação poderão levar a que algumas pessoas comecem a optar pelo arrendamento.

    Para João Rosa, director do departamento de avaliação da Luso Roux, estas condições são “uma oportunidade para o mercado crescer”.


    Habitação

    - Segundo o último “Censos de 2001”, do Instituto Nacional de Estatística (INE), 76% das casas recenseadas eram ocupadas pelo proprietário.

    - De acordo com o INE, em 2001, existiam cerca de 80 mil habitações vagas e disponíveis para arrendamento.

    - Em 2001, existia uma média de 1,4 alojamentos por família. Dez anos antes a média era de apenas 1,2.




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    Padrão Os custos de pedir dinheiro ao banco para comprar casa

    Finanças Pessoais 2008-06-20

    Os custos de pedir dinheiro ao banco para comprar casa

    A maioria dos portugueses recorre à banca para financiar a compra de casa, sendo mesmo o crédito à habitação a despesa que mais pesa no orçamento das famílias.

    No entanto, engana-se quem pensa que os encargos se resumem a uma prestação mensal. Existem vários custos associados a um empréstimo à habitação quer na fase inicial, quer na fase posterior à compra.

    Na primeira fase há que pagar todos os custos associados a notário, registo e impostos. O IMT (Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis), antiga SISA, é o imposto que mais expressão tem nos custos iniciais. Por exemplo, no caso de imóvel de 200 mil euros, o IMT irá rondar os 5.400 euros.

    Mas além deste imposto há que somar ainda os registos da escritura da casa e respectivos impostos, assim como outros custos notariais, que serão de aproximadamente 3.300 euros, para o mesmo imóvel de 200 mil euros.

    Depois ainda são contabilizadas as despesas e comissões a cobrar por parte do banco, como a comissão de ‘dossier’, de processamento de registos prediais e de processamento mensal, para além das despesas de avaliação que, no conjunto, poderão ascender a cerca de 500 euros.

    Contas feitas, só na primeira fase irá precisar de perto de 9.000 euros, além de uma entrada, se o imóvel não foi financiado a 100%.

    Ultrapassadas as primeiras despesas, seguem-se os encargos que terá de suportar nos próximos 20 ou mais anos. Um deles é o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que é pago anualmente e que varia consoante as áreas e idade do imóvel. No entanto, de acordo com os rendimentos da família, esta poderá ficar isenta de IMI durante um período.

    Mas além deste imposto conte também com os seguros de vida e multirisco, além da própria prestação do crédito, que resulta da Euribor somada a um ‘spread’ (margem de lucro dos bancos).

    Desde Fevereiro deste ano as taxas Euribor não têm parado de subir e já se encontram em níveis de 2000, o que coloca em cima de mesa a duvida se, face a este cenário não começará a compensar arrendar, em vez de comprar. Tudo depende dos montantes envolvidos.



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  5. #5
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    Citação Postado originalmente por Juizdidi Ver Post
    Nesse caso, o Diário Económico somou o dinheiro que poupou ao longo de 20 anos com o arrendamento ao preço da casa. Ao fim de duas década teriam de vender a casa pelo menos por 264.541 euros, ou seja, a casa teria de valorizar 1,67% ao ano para compensar comprar.
    Onde será que estes jornais vão arranjar estes jornalistas? Ainda por cima um jornal que se diz de "Economia", faz umas análises a economizar, concerteza no ordenado do estagiário que escreveu esta aberração...

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