Coface
Portugal volta a ter risco de crédito sob "vigilância negativa"
A degradação da situação financeira das empresas portuguesas nos últimos meses e os maus ventos que estão a chegar de Espanha levaram a Coface a colocar ontem o risco de crédito em Portugal sob "vigilância negativa", uma chancela que tinha sido retirada - pela primeira vez desde a recessão de 2003 -, em Janeiro do ano passado.
A degradação da situação financeira das empresas portuguesas nos últimos meses e os maus ventos que estão a chegar de Espanha levaram a Coface a colocar ontem o risco de crédito em Portugal sob "vigilância negativa", uma chancela que tinha sido retirada - pela primeira vez desde a recessão de 2003 -, em Janeiro do ano passado.
No início do ano passado, o ritmo de recuperação da economia gerou uma diminuição da frequência de incidentes no que toca a falhas nos prazos pagamentos por parte das empresas, o que retirou Portugal do radar de "perigo". No entanto, foi sol de pouca dura.
As companhias portuguesas estão, desde o início deste ano, a demorar o dobro do tempo a efectuar os pagamentos devidos a terceiros, revelou ontem a instituição sediada em França. Uma dívida que deveria, por exemplo, ser amortizada em 30 dias está este ano a ser paga em 60.
De acordo com a Coface, a crise financeira internacional está instalada na Europa e Portugal está a ser arrastado sobretudo pelo impacto significativo da turbulência em Espanha, destino de cerca de 30% da exportações portuguesas.
in JNeg



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