Risco

Proteja-se dos 15 riscos extremos para os mercados financeiros


07/12/09


A Consultora Watson Wyatt enquadrou os riscos em três categorias: financeiros, económicos e outros.

Se há algo que a crise financeira demonstrou é que, quando se investe, tem de se esperar o inesperado. E eventos improváveis sucedem-se nos mercados, desde falências de bancos com presença global até aos receios de que um emirado do Golfo Pérsico entre em falência. Estas lições serviram de mote à consultora WatsonWyatt para identificar 15 riscos extremos para os mercados.
Não quer dizer que vão ocorrer, e uns têm maior probabilidade de amedrontar os investidores que outros, mas, a acontecerem, o seu efeitonomundo terá grandes proporções.
Para começar, o maior risco extremo para a Watson Wyatt é o próprio fimdo capitalismo.
"O fim do capitalismo é o derradeiro risco extremo-afectando o crescimento e o fim do investimento".
No entanto, os consultores identificaram mais 14 riscos extremos que, referem, "apesar de serem muito improváveis, teriam, caso ocorressem, consequências no crescimento económico e no retorno dos activos".
A Watson Wyatt agrupa os risco em três categorias, financeira, económica e política.
No plano financeiro, os riscos são o endividamento excessivo, uma nova crise bancária e uma crise no sector segurador. Para os consultores a questão da dívida é a que temmais probabilidade de acontecer.
"Os sectores públicos estão a aumentar os seus rácios de dívida sobre o PIB, o que faz acreditar que o risco de dívida excessiva persistirá durante anos". Já os cenários de uma crise bancária e/ou seguradora parecem ser menos prováveis de acontecer, sendo que poderiam ser despoletadas pela descida no valor dos activos.
No caso do excessivo endividamento de entidades soberanas, a Watson Wyatt recomenda a exposição a ‘credit-default swaps' sobre dívida governamental.
Já no cenário de crise na banca ou nas seguradoras, a receita são obrigações soberanas de médio-prazo.
No plano económico, os riscos extremos são uma depressão, uma crise cambial, um ‘default' soberano, hiper-inflação e o fim do sistema fiduciário. Em relação à depressão, a Watson Wyatt refere que o risco de acontecer "reduziu-se através de acções políticas, mas permanece um risco extremo, já que é possível que os governos não consigam conter futuras quedas na procura, caso ocorram".
Já a falha do pagamento de dívidas por parte de um país "é mais provável se o crescimento continuar a níveis baixos; os impostos não subirem e os governos não reduzam a despesa".
Quanto à hiper-inflação poderá, num cenário muito extremo, fazer o mundo regressar ao padrão-ouro.
"Não vislumbramos um regresso ao ‘gold standard' no futuro próximo", referemos especialistas da consultora. No plano político e de riscos de outros tipos, as ameaças são o proteccionismo.
"A preocupação actual é que a necessidade política de curto prazo (salvar votos) prevaleça sobre uma lógica económica de longo prazo".
Os riscos nesta categoria incluem ainda crises políticas.
"O risco extremo para as democracias é que o nível de descontentamento dos cidadãos ultrapasse a ‘razão', dando um poder significativo a partidos políticos proteccionistas". Ainda neste campo, outra das ameaças prende-se com uma eventual desunião na Zona Euro, provocada por um desentendimento entre países comelevados défices que querem juros baixos, ao mesmo tempo que nações como a Alemanha receiam o aumento da inflação e pretendem o contrário.



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