É em tempo de férias que se verificam muitos acidentes com desfechos por vezes fatais. Veja o que deve fazer para os prevenir.
Informação total - Na praia, procure frequentar zonas vigiadas e controladas por nadadores-salvadores. Informe-se também sobre as condições climatéricas e sobre o estado do mar e consulte os horários das marés. Verifique também os resultados das análises feitas à água do mar, geralmente disponíveis à entrada do areal.
Sinal de perigo - Respeite as cores das bandeiras. Se a bandeira estiver amarela, não se aventure na água. Se estiver vermelha, nem sequer se aproxime. Respeite também as indicações dos nadadores-salvadores.
Não se aventure - Procure ser realista quanto à sua forma física e quando às suas capacidades efetivas de natação. Se não sabe nadar bem ou se não conhece a morfologia geográfica de determinada praia ou zona do mar, do lago, do rio ou do curso de água, não se arrisque. Podem haver fundões ou correntes. Na piscina, se não souber nadar, evite as zonas onde não tem pé.
Aproveite a corrente - Se sentir que se está a afogar, procure nadar a favor da corrente. Nadar contra a corrente só vai cansá-lo e enervá-lo mais, por sentir que não está a avançar como desejaria. Procure manter a calma e não entre em pânico. O ideal é colocar-se de costas e deixar-se flutuar, sempre que possível.
Controle as crianças - Se for para a praia ou para a piscina com crianças, seja vigilante. Não as perca de vista e, se não souberem nadar, não as deixe ir para a água sozinhas. Se já souberem nadar, não as deixe afastar-se demasiado.
Afogamento rápido - Uma criança pode afogar-se em apenas três minutos numa altura de água de apenas 20 centímetros. Acompanhe-a sempre à água. Não facilite!
Flutuadores e braçadeiras - Mesmo que saibam nadar medianamente, as crianças devem, sempre que possível, nadar com fatos de banho com flutuadores ou usar boias adaptadas ao seu tamanho. Em certas situações, devem também usar braçadeiras ou coletes infantis.
Insufláveis - Tenha cuidado com as boias flutuantes de maiores dimensões e com colchões ou barcos insufláveis, que se viram facilmente e não são garantia de segurança dentro de água.
Choques térmicos - Entre na água devagar, tendo o cuidado de se molhar de forma progressiva, de modo a evitar choques térmicos. Procure refrescar-se de 15 em 15 minutos. Evite exposições prolongadas ao sol e beba líquidos regularmente, preferencialmente água, para se hidratar.
Bebidas alcoólicas - Evite consumir álcool antes de entrar no mar. No caso de afogamento ou paragem cardiorrespiratória, uma situação de embriaguez só complica o seu estado, diminuindo os seus reflexos e capacidade de reação.
Perigo de derrocada - Esteja atento ao estado das arribas. Verifique se existem nas proximidades sinais que informem de eventuais instabilidades e alertem contra possíveis derrocadas.
Piscinas - As piscinas privadas são um dos principais cenários de morte de crianças com menos de 13 anos. Se tem uma piscina privativa, instale um sistema de proteção adequado, que não possa ser facilmente violado por uma criança. Esta barreira, que pode ser rígida ou flexível, deve ter pelo menos 1,10 m de altura e ter uma porta com fechadura, de preferência automática.
Chão molhado - O solo escorregadio nas imediações das piscinas pode conduzir a a quedas. Mantenha-o o mais seco possível, sobretudo se andam crianças a correr por perto.
Salvamento imediato - Perto de uma piscina privada deve existir sempre uma vara metálica ou de madeira e uma boia. Deve também ter um telefone ou telemóvel sempre à mão.
Perigo de afogamento - Depois de uma tarde na piscina com crianças, retire todos os brinquedos e boias dentro de água, não vá uma criança mais pequena cair à água ao tentar apanhá-la.
Segurança total - Existem diversas formas de aumentar a segurança de uma piscina privada. Além de barreiras laterais próprias, deve recorrer a uma cobertura eficaz, a um alarme de piscina ou até a um abrigo, para evitar a entrada de crianças.
Perigo real - A partir dos quatro anos, deve ensinar o seu filho a nadar, procurando consciencializá-lo para o perigo real de afogamento. Muitas das crianças que saem ilesas de situações de afogamento ficam com traumas psicológicos e até com falhas neurológicas provocadas pela falta de oxigenação do cérebro durante o acidente.
Como agir - Em caso de afogamento, não entre em stress. Deve tirar rapidamente a vítima da água. Se estiver consciente e respirar, seque-o e mantenha-o aquecido com uma manta ou um cobertor. Chame um médico ou leve-o ao hospital, por precaução.
Manobra de reanimação - Se a vítima já estiver inconsciente, pálida, arroxeada ou a respirar mal quando a retirar da água, deite-a sobre o ventre e pressione três ou quatro vezes o tórax e a zona dos rins para remover a água dos pulmões. De seguida, vire-a, colocando-a com a barriga para cima e inicie uma manobra de reanimação.
Homem ao mar - Se viaja de barco, o perigo pode estar em alto mar. Se cair à água, deve procurar flutuar. Como a água está mais fria do que a temperatura do corpo, este começa a arrefecer, mesmo em águas com temperaturas que rondam os 30º C. Se usar um cinto de salvação que mantenha o pescoço e a cabeça fora de água, esse arrefecimento será mais lento.
Boias de salvação - Os barcos, incluindo os de recreio particulares, devem estar equipados com boias de salvação de cortiça maciça (nunca granulada ou em aparas), esferovite ou outro material com propriedades flutuantes equivalentes, com capacidade para suportar um peso médio de 14,5 kg durante, pelo menos, 24 horas.
Perigos da areia - Na praia, olhe também por onde anda e para onde nada. Na água, existem rochas e pedras que nem sempre estão visíveis. Na areia, além de vidros e de lixo deixado pelos banhistas ou trazido pelas marés, tenha cuidado para não pisar conchas e animais marinhos, como os crustáceos ou ainda os ouriços-do-mar e o peixe-aranha.
Hipotermia - Em situação de hipotermia, seque a vítima e mantenha-a quente, com a ajuda de um cobertor ou de uma manta. Se estiver numa situação de stress, procure acalmá-la e tranquilizá-la. Durante esta fase, nunca a deixe sozinha. Nas horas seguintes, vigie-a e monitorize o seu estado de saúde.
Queimaduras -Caminhar sobre a areia quente pode levar a queimaduras nos pés. Se queimar a palma do pé, lave-a com água fria corrente durante, pelo menos, cinco minutos. Se o seu tamanho for superior ao da palma de uma mão, deve consultar rapidamente um médico. Para evitar este tipo de situações, use sandálias ou chinelos.
Se seguir todos os conselhos as suas férias serão tranquilas e retemperadoras. Não ponha a sua vida em perigo desnecessariamente.


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