Imagine um mundo sem meios de comunicação. Se, de repente, ficasse sem TV, rádio, revistas, jornais, Internet e telemóvel, de qual sentiria mais falta? Depende, diz o estudo Um Dia nas Nossas Vidas, da Nova Expressão - para começar, do sexo.


As mulheres sentiriam mais falta da rádio (70%) e das revistas (37%), enquanto a vida dos homens ficaria mais triste sem os jornais (76%) e as consolas de jogos (30%).


Mas ficar sem Internet é o maior receio de 98% dos inquiridos, seguido de telemóveis (94%) e televisão (82%).


Realizado pela primeira vez em 2007, o estudo revela a evolução do consumo de media nos últimos quatro anos. E em quatro anos muito mudou à conta da explosão do consumo de Internet.


"As pessoas com acesso à Web já ocupam mais tempo a navegar do que a ver televisão", diz Manuel Falcão, director-geral da Nova Expressão. Em quatro anos, também passou a aceder-se mais à Internet em casa do que no trabalho e os chamados meios tradicionais começaram a perder terreno na luta pela atenção do consumidor.


"O mais afectado talvez seja a imprensa. Muitas pessoas deixaram a edição em papel e procuram agora as notícias nos sites", diz Falcão.


Mas nem tudo é negro. "Quando procuram informação, as pessoas vão mais aos sites dos jornais do que aos das rádios ou estações de televisão, porque têm mais confiança nas marcas de informação tradicionais para saberem o que se passa."


Nos próximo anos, a grande marcha rumo ao digital parece ser imparável. As redes sociais irão "multiplicar-se e segmentar-se" e os smartphones e tablets vão aumentar o crescimento da Internet móvel, antecipa Falcão. "Não acredito que o consumo de programas de TV baixe significativamente. Podem é ser vistos noutros dispositivos."

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