A responsabilidade de gerir um bem escasso

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 10, 2010.

  1. JuizDidi

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    A responsabilidade de gerir um bem escasso


    10/11/10 | Miguel Coutinho




    Autor de um livro obrigatório e que é um exemplo de serviço público (“Como o Estado gasta o nosso dinheiro”), o juiz jubilado Carlos Moreno veio acrescentar bom senso ao debate em torno da responsabilização pela má gestão dos dinheiros públicos.

    Em síntese, Moreno defende que deve ser o Tribunal de Contas a obrigar os prevaricadores, nos casos menos graves, a pagarem uma multa ou, existindo culpa ou negligência, a reporem as verbas gastas ilegalmente. E fundamenta a proposta de responsabilização: "O dinheiro é um bem escasso obrigatoriamente amputado aos contribuintes através dos impostos". O debate sobre a necessidade de uma cultura de responsabilidade vai fazendo o seu caminho, apesar da tentativa inexplicável de o ridicularizar e reduzir a uma iniciativa com intuitos meramente políticos. Portugal precisa de recuperar uma cultura de serviço público, assente no exemplo, na procura do bem comum e no respeito pelo dinheiro dos contribuintes. A mensagem da Igreja Católica, na abertura da assembleia plenária dos bispos, sintetizou o essencial: "A verdade é um imperativo colocado a todos, é um acto de honestidade, sobretudo ao nível dos centros de decisão dos diversos cargos". Sem esta cultura de verdade e responsabilidade, não existem políticas nem messias que construam, de forma sustentável, uma sociedade mais justa e uma economia mais saudável.



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