Aprovação do OE não acalma receios dos mercados de dívida - Juros de Portugal disparam para 6,655%

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Crise

    Aprovação do OE não acalma receios dos mercados de dívida


    04/11/10

    Portugal terá de colocar, no mínimo, 3,02 mil milhões de euros em dívida pública até ao final do ano.

    No dia em que o Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano foi aprovado, Portugal testou os mercados com uma emissão de dívida. Os juros agravaram-se face às emissões anteriores e os indicadores de risco do país continuam a reflectir os receios dos investidores. Quando faltam dois meses para terminar o ano, Portugal tem ainda pela frente um duro desafio: colocar, no mínimo, 3,02 mil milhões de euros em dívida pública.
    No programa de financiamento, o IGCP prevê "a realização de dois ou três leilões de Obrigações do Tesouro (OT)" durante o quarto trimestre num montante total conjunto de "entre 2,5 e os 3 mil milhões de euros". Tendo em conta que no duplo leilão, realizado em Outubro, foram colocados 1,22 mil milhões, isto significa que o instituto que gere a dívida pública terá de fazer mais um leilão de OT no valor de 1,27 mil milhões de euros.
    A este montante somam-se os valores mínimos previstos para os três leilões de Bilhetes do Tesouro (BT) a realizar até ao fim do ano, num total de 1,75 mil milhões. Feitas as contas, Portugal terá assim de colocar, no mínimo, 3,02 mil milhões de euros de dívida até ao fim de 2010.
    A aprovação do OE acabou por se revelar insuficiente para acalmar os mercados de dívida, que ontem castigaram também a Irlanda. A dívida irlandesa da mesma maturidade agravou-se para 7,382%, um novo recorde e o ‘spread' subiu para 508 pontos base, um máximo de sempre.
    Reflexo destas duas condições, Portugal pagou ontem juros mais elevados que nas emissões anteriores para colocar 1,03 milhões de euros em BT, com maturidade a três e a doze meses. Apesar de ter descido, a procura conseguiu ultrapassar a oferta em mais de duas vezes.



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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Aprovação do OE deve afastar Portugal da zona de perigo"


    Sócrates ao FT

    "Aprovação do OE deve afastar Portugal da zona de perigo"


    04/11/10

    Em declarações ao Financial Times, José Sócrates insistiu que não vê razões razões para os juros de Portugal estarem a subir.

    O Financial Times dá hoje destaque ao facto de o Parlamento português ter ontem aprovado o Orçamento do Estado para 2011, através da abstenção do maior partido da oposição.
    O jornal britânico sublinha que a viabilização do documento foi conseguida depois de um acordo entre o Governo e o PSD alcançado "à última da hora".
    No artigo, o FT sublinha que a aprovação do Orçamento na generalidade surgiu num dia em que o primeiro-ministro atribuiu, no Parlamento, a subida dos juros da dívida de Portugal a "movimentos especulativos sem justificação económica".
    Ao FT, Sócrates mostra-se confiante de que "a aprovação do OE deve afastar Portugal da zona de perigo da turbulência do mercado financeiro".
    "Não vejo qualquer razão para o juro das obrigações subir. Vejo boas razões para descer", afirmou o primeiro-ministro.
    Questionado sobre a possibilidade de Portugal vir a precisar de qualquer ajuda externa da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), Sócrates respondeu: "Portugal não precisa de qualquer ajuda. Conseguimos resolver os nossos problemas sozinhos. Apenas precisamos que os mercados entendam que estamos a fazer o nosso trabalho [na redução do défice]".



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  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros cobrados a Portugal já estão nos 6,5%


    Dívida

    Juros cobrados a Portugal já estão nos 6,5%


    04/11/10

    A aprovação do Orçamento não conseguiu acalmar os mercados de dívida que continuam a castigar Portugal.

    O juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos sobe hoje para os 6,516%, o valor mais elevado desde 29 de Setembro. O recorde foi atingido a 28 de Setembro, altura em que as ‘yields' superaram os 6,6%. Há sete sessões que o juro cobrado a Portugal não pára de subir, mesmo depois de ter sido anunciado um acordo entre o Governo e o PSD para viabilizar o Orçamento.
    Pior que Portugal só mesmo a Irlanda, outro dos países que têm estado na mira dos mercados. É que as 'yields' irlandesas da mesma maturidade aceleram para 7,475%, um novo recorde.
    No mesmo sentido, o diferencial entre as obrigações do Tesouro português a 10 anos e as ‘bunds' alemãs com a mesma maturidade, indicador conhecido por ‘spread', avança para 401,3 pontos base, um máximo de 30 de Setembro.
    Também o preço dos ‘credit default swaps' - espécie de seguro contra o incumprimento - das obrigações do Tesouro a 5 anos portuguesas sobe para os 416,67 pontos base. Na prática, isto significa que por cada 10 milhões de euros aplicados em divida pública portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 416,67 mil euros.
    "É expectável uma grande volatilidade dos juros e ‘spread' das Obrigações do Tesouro portuguesas, porque com as medidas de austeridade apresentadas, é previsível que haja uma contracção do crescimento económico", afirmou Jamie Stuttard, da Schroders.
    "A aprovação do Orçamento não foi uma novidade, era algo que já sabíamos há alguns dias que iria acontecer. Mais importante do que a aprovação será a sua execução. Não estou à espera de um impacto muito positivo no mercado", acrescentou Filipe Silva do Banco Carregosa.
    O agravamento dos indicadores de risco de Portugal surge um dia depois de Portugal ter pago juros mais elevados que nas emissões anteriores para colocar 1.032 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro, com maturidades a três e doze meses.
    Quando faltam dois meses para terminar o ano, Portugal tem ainda pela frente o desafio de colocar, no mínimo, 3,02 mil milhões de euros em dívida pública no mercado.
    José Sócrates insistiu hoje, em declarações do Financial Times, que não vê razões razões para as 'yields' de Portugal estarem a subir. "Não vejo qualquer razão para o juro das obrigações subir. Vejo boas razões para descer", afirmou o primeiro-ministro.



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  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida aceleram e superam fasquia dos 6,4%

    Juros da dívida aceleram e superam fasquia dos 6,4%


    Taxa de juro das obrigações a 10 anos está a subir há oito sessões consecutivas, aproximando-se do máximo histórico.


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    Os juros da dívida de Portugal continuam a agravar-se. Sobem pela oitava sessão consecutiva, acima dos 6,4%, acompanhando a escalada da taxa das obrigações de dívida pública da Irlanda num dia em que também as “bunds” estão em alta, perante o maior apetite dos investidores pelo risco.

    A taxa exigida pelos investidores para financiarem a dívida nacional está já nos 6,423%, a subir 12,6 pontos base. Está mesmo no nível mais elevado desde 29 de Setembro, aproximando-se do nível mais elevado de sempre que foi fixado em 28 de Setembro, acima dos 6,6%.

    Este recorde forçou o Governo a apresentar novas medidas de austeridade no dia seguinte, propondo uma nova subida do IVA para 23%, e cortes médios nos salários da Função Pública de 5%. Estas medidas foram integradas na proposta de Orçamento do Estado para 2011, ontem aprovado na generalidade pela Assembleia da República com a abstenção do PSD.

    “Ainda que tenha havido acordo para a aprovação do Orçamento, os mercados sabem que o consenso político não vai durar para sempre, o que obriga a alguma cautela”, disse Michael Leister, especialista do mercado de dívida do West LB, ao Negócios. Acrescentou que Portugal “está refém dos problemas na Irlanda”.

    Os juros da dívida nacional sobem, mas menos do que os da Irlanda, que hoje viu a taxa das obrigações a 10 anos a superar os 7,6%. Regista-se uma subida de 15,7 pontos base, que acentua o diferencial entre os juros do País face à Alemanha. Também o “spread” de Portugal sobe, para 397 pontos base.

    Hoje, num dia de fortes ganhos nas bolsas depois da Fed ter anunciado novas medidas de estímulo à economia dos EUA, os investidores mostram maior apetite pelo risco, o que leva a que também as “bunds” alemãs estejam a subir. A taxa exigida à maior economia da Europa está agora nos 2,452%.

    A Alemanha é responsável, em grande parte, pelo agravamento dos juros da dívida dos países da chamada "periferia" da Zona Euro, já que o país pretende que os investidores assumam perdas na dívida de países que recorram ao fundo de estabilização da UE, caso este assuma carácter permanente a partir de 2013.





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  5. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Portugal emite até 1,25 mil milhões na próxima semana


    Dívida

    Portugal emite até 1,25 mil milhões na próxima semana

    04/11/10

    Portugal volta a testar o mercado na próxima semana com uma emissão de 1,25 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro.

    O instituto que gere a dívida pública portuguesa (IGCP) vai realizar dois leilões de Obrigações do Tesouro, no próximo dia 10 de Novembro, com maturidades a seis e a dez anos.
    O IGCP adianta que o montante indicativo da emissão é de entre 750 e 1.250 milhões de euros,e que, no mínimo, Portugal tem de conseguir colocar 300 milhões no mercado.
    Esta é a primeira vez que o Estado emite dívida desde que foi aprovado na generalidade o Orçamento do Estado para 2011.
    Ontem, Portugal colocou no mercado 1.031 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro com maturidade a três e a 12 meses. Os juros subiram em ambas as maturidades e a procura mais do que duplicou nos dois leilões.




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  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Risco de Portugal a um passo dos 6,6%


    Dívida

    Risco de Portugal a um passo dos 6,6%


    04/11/10

    A aprovação do Orçamento não conseguiu acalmar os mercados de dívida que continuam a castigar Portugal. Irlanda e Grécia também sofrem.

    O juro genérico das Obrigações do Tesouro a 10 anos não pára de subir e já está nos 6,590%, mais 25 pontos base face ao fecho de ontem e o valor mais elevado desde finais de Setembro. O recorde foi atingido a 28 de Setembro, altura em que as ‘yields' superaram os 6,6%.
    Há sete sessões que o juro das OT de Portugal não pára de subir, mesmo depois de ter sido anunciado um acordo entre o Governo e o PSD para viabilizar o Orçamento.
    Os indicadores de risco da Grécia e da Irlanda, outros países que têm estado na mira dos mercados, também se agravam no dia de hoje. É que as 'yields' irlandesas da mesma maturidade aceleram 22 pontos base para 7,520%, um novo recorde, ao mesmo tempo que os juros gregos avançam 19 pontos base para 10,911%.
    No mesmo sentido, o diferencial entre as obrigações do Tesouro português a 10 anos e as ‘bunds' alemãs com a mesma maturidade, indicador conhecido por ‘spread', avança para 409,7 pontos base, um máximo de 30 de Setembro.
    Também o preço dos ‘credit default swaps' - espécie de seguro contra o incumprimento - das obrigações do Tesouro portuguesas a 5 anos sobe mais de oito pontos base para os 423,33 pontos base. É a segunda subida mais expressiva em todo o mundo. Na prática, isto significa que por cada 10 milhões de euros aplicados em divida pública portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 423,33 mil euros.
    "A aprovação do Orçamento é um sinal positivo para os mercados de dívida. No entanto, mantêm-se divergências políticas significativas em Portugal, o que questiona a capacidade de execução do Orçamento aprovado - cujas medidas são difíceis num contexto de crise", explicou Diogo Serras Lopes, director de Investimentos do Banco Best, em entrevista ao Diário Económico.
    "É importante frisar ainda que a percepção de risco relativamente a Portugal depende também em muito do clima de maior ou menor aversão ao risco por parte dos investidores em termos globais e da avaliação que fazem sobre situações como a da Grécia e da Irlanda, cujas diferenças em relação à situação portuguesa muitas vezes não são entendidas de forma clara pelos mercados", acrescentou.
    Outros peritos atribuem a pressão sobre os juros de Portugal e da Irlanda à proposta franco-alemã que fará com que os investidores de obrigações emitidas por estes países partilhem o custo da resolução de uma futura crise de dívida soberana semelhante à da Grécia.

    Juros sobem em leilão de dívida de curto prazo
    O agravamento dos indicadores de risco de Portugal surge um dia depois de Portugal ter pago juros mais elevados que nas emissões anteriores para colocar 1.032 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro, com maturidades a três e doze meses.
    Quando faltam dois meses para terminar o ano, Portugal tem ainda pela frente o desafio de colocar, no mínimo, 3,02 mil milhões de euros em dívida pública no mercado.
    José Sócrates insistiu hoje, em declarações do Financial Times, que não vê razões razões para as 'yields' de Portugal estarem a subir. "Não vejo qualquer razão para o juro das obrigações subir. Vejo boas razões para descer", afirmou o primeiro-ministro.



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  7. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Risco da dívida portuguesa volta a superar 400 pontos base

    Risco da dívida portuguesa volta a superar 400 pontos base


    Os juros das obrigações do tesouro a 10 anos superaram a fasquia dos 6,5%, colocando o “spread” face às bunds alemãs de novo acima dos 400 pontos base.


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    A taxa que os investidores exigem para a compra de obrigações do Tesouro a 10 anos está a subir pela oitava sessão consecutiva, já acima dos 6,5%. É um agravamento de 21 pontos base, que aproxima os juros do nível mais elevado de sempre que foi fixado em 28 de Setembro, acima dos 6,6%.

    Com esta subida, o "spread" da dívida portuguesa face às bunds - diferencial que os investidores exigem para investir na divída portuguesa em detrimento da alemã - está nos 403 pontos base, também perto do recorde fixado acima dos 400 pontos base em finais de Setembro.

    Este recorde forçou o Governo a apresentar novas medidas de austeridade no dia seguinte, propondo uma nova subida do IVA para 23% e cortes médios nos salários da Função Pública de 5%. Estas medidas foram integradas na proposta de Orçamento do Estado para 2011, ontem aprovado na generalidade pela Assembleia da República com a abstenção do PSD.

    “Ainda que tenha havido acordo para a aprovação do Orçamento, os mercados sabem que o consenso político não vai durar para sempre, o que obriga a alguma cautela”, disse Michael Leister, especialista do mercado de dívida do West LB, ao Negócios. Acrescentou que Portugal “está refém dos problemas na Irlanda”.

    Juros da Irlanda nos 7,67% a 10 anos

    Num dia de subida dos mercados accionistas e saída das obrigações, os preços dos títulos de dívida estão a recuar em quase todos os países da Europa, incluindo a Alemanha, levando a um agravamento dos juros.



    A subida dos juros está a acompanhar a tendência das obrigações de dívida pública da Irlanda, que estão a dilatar-se em 23 pontos base, para 7,67%.

    O "spread" da dívida irlandesa face às bunds - diferencial que os investidores exigem para investir na dívida irlandesa em detrimento da alemã - está nos 519 pontos base.

    Também a Alemanha é responsável, em grande parte, pelo agravamento dos juros da dívida dos países da chamada "periferia" da Zona Euro, já que o país pretende que os investidores assumam perdas na dívida de países que recorram ao fundo de estabilização da UE, caso este assuma carácter permanente a partir de 2013.


    A subida das “yields” é generalizada nos países europeus, com os investidores a apostarem em activos de maior risco, como as acções, em detrimento das acções, depois de a Fed ter apresentado pedidas para estimular a economia.




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  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida da Irlanda quebram novo recorde em véspera de Orçamento

    Juros da dívida da Irlanda quebram novo recorde em véspera de Orçamento


    Pelo quinto dia consecutivo, os juros da dívida pública irlandesa estão hoje a quebrar novos recordes, com a taxa subjacente aos empréstimos a dez anos a aproximar-se perigosamente dos 8%.

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    A tensão crescente no mercado da dívida pública irlandesa está anteceder a apresentação, agendada para amanhã, da proposta de Orçamento do Estado para 2011 que será acompanhada da actualização do plano a quatro anos (até 2014) com vista à redução do défice, que atingirá no final de 2010 o valor astronómico de 32% do PIB, devido às injecções sucessivas de capitais públicos na banca.

    Os cálculos oficiais mais recentes apontam para que 50 mil milhões de euros - o equivalente a um terço da riqueza anualmente produzida no país - tenham saído dos cofres públicos para recapitalizar e tentar estancar a sangria no sistema financeiro (em particular no Anglo Irish Bank) que ficou de joelhos após a dupla explosão da bolha imobiliária e do “sub-prime” (crédito de alto risco) norte-americano.

    O ministro das Finanças, Brian Lenihan (na foto), já avisou que precisará de fazer cortes adicionais de 15 mil milhões de euros até 2014 (quatro mil milhões já em 2011) para tentar repor o défice orçamental dentro dos limites (abaixo de 3%) tolerados pelas regras europeias.

    Aprovação do Orçamento em risco

    Depois de ter avançado, logo no início de 2010, como o mais austero dos Orçamentos europeus (só a Grécia fez mais, mas já no quadro da intervenção externa em Maio), o Governo irlandês terá agora de dobrar a dose, e a expectativa de vários analistas é que, na impossibilidade de levar mais longe cortes salariais na função pública, 2011 assinale o princípio do fim de um dos regimes fiscais mais paradisíacos do mundo: a Irlanda terá de mexer na taxa única de 12,5% que aplica aos lucros das empresas e que lhe serviu de íman ao investimento estrangeiro durante as últimas duas décadas.

    À dúvida sobre onde recairão os esforços de contenção somam-se as incertezas sobre o rumo da economia (a previsão oficial de um de crescimento de 3% em 2011 parece hoje absolutamente deslocada), e que o Governo consiga fazer passar o Orçamento, após as sucessivas dissidências dos deputados independentes que, até agora, garantiam uma curta maioria ao Executivo no Parlamento.

    Crise de liquidez? Não no imediato

    “O risco de o Orçamento não ser aprovado é real”, adverte Erik Nielsen, economista-chefe para a Europa da Goldman Sachs. Numa nota aos investidores divulgada ontem à noite, Nielson escreve que pela frente estão semanas “complicadas”, embora sublinhe que o risco de o país entrar em incumprimento, no imediato, é residual. “A Irlanda está plenamente financiada até meados do próximo ano, pelo que não estamos a falar de uma crise iminente de liquidez”.

    A Irlanda cancelou há cerca de um mês todos os leilões de dívida pública programados para este ano, devido à degradação das condições de acesso ao crédito. Não obstante, os mercados financeiros continuam a subir o prémio de risco e a pressionar o preço das obrigações irlandesas, que ontem voltaram a cair e a ter de ser “socorridas” por novas compras por parte do Banco Central Europeu.

    A meio da manhã de hoje, as taxas de juro subjacentes à dívida a dez anos estavam a subir quase 23 pontos base para 7,670%, com a pressão a sentir-se em todos os prazos e a fazer com que as taxas se alinhassem, num movimento revelador da “disfunção” do mercado que, em Maio, justificou a intervenção na Grécia. A três e quatro anos, por exemplo, as taxas estão hoje na casa dos 6% e 5,5%, respectivamente.





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  9. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Trichet

    "A Irlanda deve estar em alerta permanente"

    04/11/10

    O plano de austeridade a quatro anos, que será apresentado hoje pelo Governo irlandês, deverá acalmar os mercados, acredita Trichet.

    Na habitual conferência de imprensa após a reunião mensal de política monetária, Jean-Claude Trichet aplaudiu hoje os esforços da Irlanda, que anunciou na semana passada um novo plano de austeridade a quatro anos, e através do qual o governo pretende conseguir poupança de 15 mil milhões de dólares, o dobro do previsto inicialmente, para reduzir o seu défice e enviar um sinal de credibilidade aos mercados.
    No entanto, o presidente do Banco Central Europeu escusou-se a fazer mais comentários sobre a proposta do Governo irlandês, dizendo que prefere esperar pela reunião de hoje à tarde, onde o Executivo da Irlanda vai explicar as medidas de austeridade anunciadas no dia 26 de Outubro.
    O responsável disse acreditar que "os observadores internacionais não vão ficar desapontados" com esta nova meta da Irlanda, e que não tem "nada a apontar aos 15 mil milhões de euros previstos no novo plano", que, segundo Trichet, "não parece ser insuficiente". No entanto, o presidente do BCE acredita que a " Irlanda precisa de estar constantemente alerta" para garantir a sua consolidação orçamental.
    O juro das Obrigações do Tesouro irlandesas, a 10 anos, não pára de subir. As 'yields' do país tocaram os 7,8% por volta das 13h, um novo recorde.

    Trichet pede redução nas despesas dos países
    Na mesma ocasião, Jean-Claude Trichet voltou a referir a necessidade de os países europeus se concentrarem nas suas políticas de consolidação orçamental, e acima de tudo, na sua execução.
    "Nos seus Orçamentos para 2011, [os países] precisam de especificar as medidas de ajustamento orçamental específicas, concentrando-se sobretudo no lado da despesa", disse o responsável. "Quaisquer desenvolvimentos orçamentais positivos que surjam (...) devem ser explorados para que a consolidação orçamental possa ser mais rápida".
    O responsável salientou ainda que "os recentes dados económicos são consistentes com a nossa avaliação de que a recuperação económica se mantém positiva".
    Jean-Claude Trichet disse também que esse crescimento global "implica um impacto positivo na procura pelas exportações da zona euro", ao mesmo tempo que o "a procura interna privada [na UE] deve continuar a contribuir para o crescimento" da economia na região.
    Já no que diz respeito à nova vaga de estímulos à maior economia do mundo, anunciada ontem por Ben Bernanke, o presidente do BCE preferiu não comentar, mas recusou a ideia de que os EUA estejam a usar uma política de enfraquecimento do dólar, como tem sido sugerido por alguns especialistas.
    Desde que as medidas foram ontem anunciadas por Bernanke, a 'nota verde' já deslizou mais de dois cêntimos face ao euro. No entanto, Trichet afirmou peremptoriamente que os responsávei norte-americanos "não estão a usar estratégias de enfraquecimento do dólar".
    "Não tenho razão para não confiar neles", garantiu o responsável, acrescentando que "confio nas suas declarações e no facto de que é do maior interesse do país ter uma moeda forte".



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  10. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Mercados desconfiam de Portugal como desconfiam de Chavez"


    Menezes

    "Mercados desconfiam de Portugal como desconfiam de Chavez"

    Económico com Lusa
    04/11/10

    Luís Filipe Meneses disse hoje que o Governo português perdeu, do ponto de vista técnico, toda credibilidade a nível internacional.

    Os mercados internacionais estão "desconfiados" face a Portugal, tal como "desconfiam de Hugo Chavez, de Ahmadinejad ou de outros políticos por razões pouco credíveis", afirmou o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes.
    "Não estou a comparar democraticamente Sócrates com essas pessoas, mas do ponto de vista técnico este Governo perdeu completamente a credibilidade dos mercados. Não me espanta que os juros da dívida não desçam", justificou o autarca, à margem de uma visita às obras do novo Campus Escolar da Serra do Pilar.
    O presidente da Câmara de Gaia lembrou ter referido anteriormente que "os mercados iam respirar de alívio quando se vissem livres deste Governo incompetente e tivessem um governo de transição, liderado por um Catroga ou por outro doutor credível que levasse o país a eleições".
    Menezes adiantou que, apesar da aprovação do OE na generalidade, os mercados continuam desconfiados, acrescentando que existe "eventualmente" uma "enorme desconfiança em relação à política europeia no seu conjunto" pelo que "a União Europeia está a precisar de uma grande varridela".
    "É preciso revisões de organização europeia, na esteira do que homens sabedores como Mário Soares têm defendido", frisou o autarca.
    A escola hoje visitada representa um investimento de seis milhões de euros e irá receber 500 alunos até aos 10 anos. "É a melhor escola do País e das melhores do mundo. É um modelo para mimetizar em Gaia", realçou Luís Filipe Menezes no decorrer da visita.



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  11. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros de Portugal disparam para 6,655%


    Risco

    Juros de Portugal disparam para 6,655%

    Económico
    04/11/10

    Os juros da dívida pública continuam a bater novos máximos. O juro das OT a 10 anos está agora nos 6,655%.

    As ‘yields' genéricas da dívida pública portuguesa, com maturidade a 10 anos, avançavam hoje para os 6,655%, o valor mais elevado desde 1997, segundo dados da Bloomberg.
    Mesmo depois de o Orçamento ter sido ontem aprovado no Parlamento, o juro das OT a 10 anos portuguesas, com maturidade em 2020, também subia até aos 6,626%, um máximo histórico.
    O anterior recorde foi atingido a 28 de Setembro, nos 6,493%. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.
    "Há um claro afastamento dos investidores do mercado da dívida e uma procura por outros activos que eu considero muito mais arriscados, como as acções e as matérias-primas", disse Ricardo Marques, da IMF - Informação de Mercados Financeiros, à Lusa.
    Para Filipe Silva, gestor do mercado de dívida do Banco Carregosa, não se pode ver "isto como um caso isolado", já que tem acontecido uma "rotação" nos investimentos impulsionada pelo anúncio da Reserva Federal norte-americana sobre a compra de mais 600 mil milhões de dólares (425 mil milhões de euros) em títulos do Tesouro até meados de 2011. O objectivo é reanimar a economia norte-americana.
    "Um plano de estímulo tão elevado acaba por dar mais confiança a quem quer mais risco. De certa forma, isso acaba por penalizar o mercado obrigacionista, levando a uma saída de dinheiro de activos das obrigações para entrar mercados accionista, que tem estado forte nos últimos dois meses", explicou.
    Os analistas não descartam a possibilidade de os juros da dívida a dez anos chegarem aos 7%, o limite que Teixeira dos Santos considerou como barreira para pensar em recorrer ao FMI.



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