Asterio – O Lotus e Tesla “português”?

Discussão em 'Veículos Eléctricos a bateria (VE)' iniciado por Numerico, Novembro 4, 2010.

  1. Numerico

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    Será que finalmente teremos o orgulho de dizer “olha, aquele carro é 100% português!”?

    Este projecto tem tudo para… correr sobre rodas! A começar pelo nome. Asterio! Nome que em qualquer idioma deixa os fanáticos pelo mundo automóvel de água na boca. Asterio provém do grego Asterios, que significa “Senhor das Estrelas”.

    Mas afinal que tipo de automóvel é o Asterio? Será uma marca de automóveis familiares? Ou será uma marca de jipes 4×4 (a fazer lembrar a portuguesa UMM)? Não. É uma marca de desportivos. Estará a pensar “onde é que eu já ouvi esta história?”. Não, não se trata de “mais” um Vinci GT. O Asterio pretende ser um desportivo inovador, de baixo peso e ecológico.

    O berço do Asterio é a Innov XXI, uma empresa de engenharia automóvel, fundada por Ricardo Fernandes Baeta, no passado ano de 2009. Este projecto conta com cinco sócios, três portugueses e dois ingleses, com uma vasta experiência na indústria automóvel e na formação da cadeia de valor.

    Para o Asterio ser um produto de sucesso, a Innov XXI teve a árdua tarefa de estudar todas as marcas com produtos no mercado deste género, como a Lotus, a KTM e a Tesla, entre outras.

    O Asterio Roadster (finalmente revelamos o nome do carro) tem uma estética atraente, com motores interessantes e pouco peso. Para esta última característica, conta o coque central feito em painéis de alumínio rebitados e colados, reforçados por ninho de abelha e os subchassis dianteiro e traseiro são estruturas tubulares em aço, inspirado nas corridas de competição.

    A suspensão “Push Rod”, do mesmo fabricante do Ariel Atom, funciona com o conjunto mola amortecedor a ser actuado por um tirante.
    Vamos finalmente falar do que interessa num projecto como este: os motores.

    Comecemos, então, pelo Asterio Tork 500. Dispõe de um motor 2.2 Turbo Diesel, oriundo do grupo Ford. Debita 225 cavalos, às 4000rpm, binário de 500Nm disponíveis às 2500 rpm e consegue atingir os 100km/h ao fim de… 3,9 segundos, graças aos 790 quilos de peso deste desportivo. O motor cumpre as normas ambientais EURO V, emite 129g/km de CO2 e tem uma capacidade de combustível de 45 litros. Custará cerca de 55.000 euros.

    A gama Diesel finda com um Bi Turbo Diesel V6, presente no Asterio Tork 700. Este motor, também de origem do grupo Ford, propulsiona 350 cavalos às 4000rpm, um binário de 700Nm disponível a partir das 2000rpm, dos 0-100km/h demora 3.2 segundos, velocidade máxima de 270km/h e pesa apenas 890 quilos. Impressionante é a relação binário/peso deste Asterio, 0.8Nm/Kg! Cumpre as normas Euro V e emite apenas 169g/Km, graças a um filtro de partículas. A capacidade de combustível é 45 litros. Custará cerca de 80.000 euros.

    Mas também existe uma versão com motor a gasolina. É O Asterio V8 F1 Revival Edition.

    E agora arregale bem os olhos. Motor V8 a gasolina. 400cavalos e rotação máxima de 11000rpm. Binário de 335Nm às 8000rpm. 0-100km/h em 2.9 segundos. Velocidade máxima de 270Km/h. Peso de 750Kg. Disponível kit de aumento de potência até aos… 1000 cavalos. Preço? Cerca de 125.000 euros por um “formula 1” de estrada! E cumpre as normas Euro V.
    Mas já se deve ter interrogado pelo facto de esta notícia estar num site sobre mobilidade eléctrica, como o e-move.tv. Pois bem, aqui tem a resposta: Asterio Electron.

    O Asterio Electron é um desportivo eléctrico, que debita 140 cavalos e 440Nm de binário disponível logo a partir do início da marcha. Se acha pouca potência fique a saber que a marca pretende utilizar um Powertrain eléctrico com 225 cavalos e 650Nm de binário. O Asterio Electron de 140cv faz dos 0-100Km/h em 5.9s e a versão de 225cv consegue-o em 4.9s. A velocidade máxima será de cerca de 180Km/h e a autonomia superior a 150Km. O preço estimado é 40.000euros.

    A manter-se este preço, e se o carro avançar para produção em série, pode beneficiar do apoio de 5.000 euros na compra deste automóvel, pois a partir dos 50.000 euros o Estado já não apoia a compra deste tipo de veículos.

    Este projecto já interessou a várias empresas e conta com parceiros como a Embaixada Inglesa, o IAPMEI, a DNA Cascais, a Câmara Municipal de Cascais, a Fundação Talento e o Autódromo do Estoril.

    De referir que o Asterio (repita esta palavra em português, em inglês, em francês, e nos demais idiomas que conhece e perceberá que a palavra Asterio ficará bem em qualquer dialecto) já tem prestado provas no Autódromo do Estoril.

    O site da marca já está disponível .

    Agora pergunto: Será que estamos na presença do melhor de dois mundos? Lotus e Tesla “portuguesas”?
    O futuro dirá.


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