Augusto Mateus - "Primeiros quatro meses de 2011 serão decisivos"

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Mateus

    "Primeiros quatro meses de 2011 serão decisivos"

    Económico
    04/11/10

    Augusto Mateus não tem dúvidas de que Portugal viverá uma recessão e de que as projecções do Governo são insustentáveis.

    No Etv, o antigo ministro da Economia defendeu esta tarde que o grau de execução do Orçamento até Abril do próximo ano será fundamental para evitar um eventual pedido de ajuda externa a Bruxelas e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). "Os primeiros quatro meses de 2011 serão decisivos", declarou, defendendo que "é muito mais difícil executar um Orçamento do que aprová-lo".
    E 2011, continuou o economista, será um ano especialmente difícil por haver um momento avultado de dívida pública que é preciso refinanciar e também porque "a economia vai ter um desempenho recessivo", ao mesmo tempo que se exige reduzir o défice para 4,6% do PIB.
    Por considerar que "o cenário macroeconómico [inscrito no Orçamento] não é suportável tecnicamente", Augusto Mateus antecipa ainda, durante o ano de 2011, uma reacção negativa dos mercados à eventual confirmação de que Portugal vai entrar em recessão, o que porá em causa alguns números inscritos no Orçamento para 2011, nomeadamente as previsões para a receita fiscal.
    Por tudo isto "é óbvio que os mercados estão a oscilar e a única maneira de ir lá não é com declarações voluntaristas mas com medidas coerentes". Lembrando que Espanha e Grécia anteciparam a adopção de algumas medidas só agora tomadas em Portugal, Augusto Mateus argumentou que "demos aos mercados a sensação de andarmos atrás dos acontecimentos".
    O economista criticou ainda as mais recentes declarações do primeiro-ministro José Sócrates. "Ele tem uma convicção de que a sua determinação vai resolver os problemas e não é verdade. O que vai resolver o problema é grande capacidade de execução", concluiu.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Cavaco diz que só mudança de orientação económica pode resolver problemas concretos

    Cavaco diz que só mudança de orientação económica pode resolver problemas concretos


    O candidato presidencial Cavaco Silva defendeu hoje que só uma mudança na orientação económica de Portugal poderá resolver os "problemas concretos das pessoas", problemas que não são solucionáveis com "ilusões ou com utopias".


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    "Abro hoje a sede da minha candidatura em Lisboa, as portas ficam a partir de hoje abertas a todos aqueles que queiram ser informados sobre a minha candidatura, àqueles que com ela se identificam, àqueles que queriam apoiar-me nesta jornada pelo futuro de Portugal", afirmou Cavaco Silva, numa inauguração da sede da sua candidatura.

    Caracterizando o espaço como "uma casa de esperança e de futuro", Cavaco Silva realçou o conjunto de pessoas que se juntam à volta da sua candidatura, "gente preparada para contribuir para que Portugal encontre um rumo de futuro e consiga vencer as dificuldades que tem à sua frente".

    Ou seja, frisou, a sua candidatura é "uma casa de gente que quer contribuir para abrir janelas de esperança" a quem perdeu o emprego, aos jovens à procura de trabalho, aos idosos que vivem com "uma pensão bastante reduzida" e àqueles que se encontram em situação de pobreza.

    "Estes são problemas concretos das pessoas e que não podem ser resolvidos com ilusões ou com utopias, estes são problemas concretos das pessoas, que só podem ser resolvidos com uma mudança na orientação económica do nosso país, no sentido de aumentar a produção de bens que são susceptíveis de ser exportados ou de substituir aquelas importações que nós fazemos. Só assim será possível criar riqueza e criar empregos no nosso país", declarou.




    in JNeg
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Cavaco Silva pede nova orientação económica para o País


    Cavaco Silva pede nova orientação económica para o País

    05/11/10

    O candidato-Presidente inaugurou sede de campanha e teve Freitas do Amaral ao seu lado.

    O candidato presidencial Cavaco Silva apelou ontem a uma mudança na orientação económica de Portugal, considerando que só dessa forma será possível resolver "os problemas concretos das pessoas". Cavaco - que ontem inaugurou a sua sede de campanha, em Lisboa - avisou que os problemas dos portugueses não se resolvem com "ilusões ou com utopias".
    O Presidente e já candidato oficial às eleições presidenciais de Janeiro de 2011 lançou algumas ideias do que, na sua óptica, deve estar na base da mudança de orientação económica que defende: aumentar a produção de bens susceptíveis de ser exportados ou substituir as importações que fazemos". E concluiu: "Só assim será possível criar riqueza e criar empregos no nosso país".
    Cavaco Silva, que teve a seu lado, além do director de campanha e mandatários, o ex-ministro de José Sócrates Freitas do Amaral - membro da Comissão de Honra - criticou recentemente na sua página no Facebook a crispação e agressividade na política, lamentando o desprestígio que causa na classe. Uma forma, segundo analistas, de vincar a sua aura de antipolítico, que irá manter durante a campanha.



    in DE
     
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