Aumentos salariais no privado não ultrapassam 1,7% em 2011

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 5, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Conjuntura

    Aumentos salariais no privado não ultrapassam 1,7% em 2011

    Económico
    05/11/10

    Os aumentos sobre a remuneração base vão ser fixados num intervalo de um a 1,7%. A palavra de ordem é contenção de custos.

    "As empresas estão focadas em reduzir custos por causa da instabilidade económica", conclui um estudo da consultora Hay Group, citado pelo 'Público'.
    Além de aumentos de apenas um a 1,7%, algumas organizações vão mesmo optar pelo congelamento de salários, tal como aconteceu no ano passado. Em 2010, 32% das empresas seguiram este caminho e, no próximo ano, "essa percentagem deverá manter-se", afirmou Tânia Silva, responsável pelo estudo, que inquiriu 231 empresas a operar no mercado português.
    O controlo de custos também vai afectar as fatias do ordenado que provêm dos "benefícios dados aos trabalhadores", com cortes nos gastos com combustível e telemóvel, por exemplo, acrescenta a mesma responsável.

    Energia e Finanças são os sectores que pagam melhor

    Diz a Hay Group que é nas funções de topo que os aumentos médios vão ser menos expressivos, passando de 1,2 para 1%, entre 2010 e 2011. Já as funções administrativas e operativas poderão alcançar a fasquia dos 1,5% e os comerciais deverão chegar a uma subida de 1,7%.
    Em termos de sectores de actividade, o financeiro e o da energia continuam no topo da lista dos mais bem pagos, com variações de oito por cento face à média dos salários praticados em Portugal. No lado oposto estão a construção civil e obras públicas e a distribuição e o retalho. Duas áreas em que a média salarial está 9 e 12% abaixo do mercado.
    As discrepâncias também são nítidas na análise por regiões. Lisboa é a zona do país onde as remunerações são mais altas, registando-se uma diferença de 6% face ao salário médio nacional. A região Norte é a que paga os ordenados mais reduzidos, chegando a receber-se 17% abaixo da média nacional, em funções técnicas e de chefia intermédia.



    in DE
     
DreamPortugal