BCP e EDP têm muito a ganhar com accionistas chineses

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Análise

    BCP e EDP têm muito a ganhar com accionistas chineses


    08/11/10

    Os analistas do BPI consideram que a possível entrada do ICBC no BCP é positiva para o banco português.

    Isto independentemente de a operação ser feita no mercado ou através de um aumento de capital.

    O BCP e o ICBC assinaram este fim-de-semana, no âmbito da visita oficial do presidente chinês a Portugal, um memorando que prevê o estreitamento de relações entre os dois bancos, não só em Portugal e na China mas também em alguns mercados africanos. Ao mesmo tempo estará a ser negociada a entrada do ICBC na estrutura accionista do BCP, cenário sobre o qual Carlos Santos Ferreira recusou fazer qualquer comentário.

    Em reacção a estas notícias, os analistas do BPI classificam de "potencialmente positivo" o impacto da eventual entrada do ICBC no BCP. "Se a aquisição de 10% do BCP for concretizada no mercado, isso empresaria algum suporte às acções do BCP no médio prazo", escreve o analista Carlos Peixoto, que equaciona ainda a operação ser realizada através de um aumento de capital. E também aí se encontram mais-valias para o banco português: "Isso tornaria o BCP mais confortável em termos de capital, removendo uma das maiores limitações do título".

    Na sessão de hoje as acções do BCP subiam 1,44% para 0,63 euros.

    Entrada de accionista chinês "positivo" para a EDP

    Na mesma nota de análise, Bruno Silva, do BPI, também classifica de "positivo" para a EDP o anúncio da entrada do grupo China Power Internacional (CPI), com uma participação de 2%. O negócio "é positivo para a cotação das acções da EDP dada a possível pressão [compradora] que será desencadeada durante a construção dessa posição", lê-se numa nota de análise.

    O BPI salienta ainda que a entrada dos chineses na EDP pode anular o risco da saída definitiva dos espanhóis da Iberdrola, que venderam no início do ano 2,7% da eléctrica portuguesa, conservando uma posição de 6,8%.

    As acções da EDP subiam 0,97% para 2,59 euros.




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