Cobre soma e segue no mercado londrino e pode subir mais 50%

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Cobre soma e segue no mercado londrino e pode subir mais 50%

    As matérias-primas têm vindo a encarecer fortemente, a ponto de algumas delas serem já consideradas um novo ouro, o metal amarelo tido como valor-refúgio por excelência. O cobre está a dar cada vez mais nas vistas.


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    Ouro negro e ouro vermelho são as denominações alternativas que mais têm estado na ribalta nos últimos tempos. O primeiro refere-se ao petróleo e o segundo ao cobre. E ambos são bons representantes da febre altista das "commodities".

    E se o crude segue em forte alta, a caminho dos 100 dólares por barril, o cobre não se fica atrás em termos de desempenho. A subir 14% este ano, há já quem preveja que este metal industrial valorize mais 50% nos próximos 6 a 12 meses.

    Os investidores estão a fazer disparar o preço do cobre e dos inventários das empresas mineiras que prospeccionam este metal – usado para electrificar carros, casas e escritórios, numa altura em que o potencial de subida ainda se mostra bastante atractivo.

    O consumo por parte da China irá praticamente duplicar até final de 2020, representando 49% das vendas a nível mundial, de acordo com os dados da consultora londrina CRU.

    Além disso, os planos para criar três produtos transaccionáveis em bolsa, endossados ao cobre, também poderão intensificar a pressão sobre os fornecedores, refere a Bloomberg.

    “O cobre é o ‘ouro vermelho’”, comentou à agência noticiosa um estratega da Standard Chartered, Jeremy Gray – que prevê que o metal de base suba 50% nos próximos 6 a 12 meses, para 12.000 dólares por tonelada.

    “Estamos a ponto do maior ‘bull market’ para as matérias-primas que alguma vez vimos”, acrescentou Gray.

    Dos 81 novos projectos mineiros para o cobre previstos para arrancar até 2016, só dois deles não ficaram em suspenso na sequência da crise financeira que eclodiu em 2008, uma vez que os investimentos diminuíram – adiando assim uma capacidade adicional de 3,5 milhões de toneladas, sublinhou ainda o mesmo estratega, referindo que isto significa que a procura irá ultrapassar a oferta até pelo menos 2013.

    Tudo isto está a aumentar o apetite pelo cobre: os contratos negociados no London Metal Exchange triplicaram de preço, para 8.435 dólares por tonelada, desde Dezembro de 2008.




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