Consumidores têm má imagem de "marketeers" e governantes

Discussão em 'Nacional (Notícias)' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Estudo

    Consumidores têm má imagem de "marketeers" e governantes

    04/11/10

    Estudo revela que mercado desconfia da honestidade da publicidade e ignora anseios dos clientes.

    A publicidade está em alerta amarelo. A razão: os consumidores confiam cada vez menos nela e acreditam que a publicidade só quer vender, sem se preocupar com as suas necessidades ou em desenvolver produtos adequados. Isto significa que a tão desejada relação emocional entre marcas e consumidores está em crise. Mas, apesar de desconfiarem da honestidade da publicidade, os consumidores assumem que são seduzidos por ela.
    De acordo com o estudo "We trust in advertising?" ("Acreditamos na Publicidade?"), realizado pela GfK Metris para a Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) - e que é apresentado hoje na sua conferência anual -, o cenário onde se movimentam as marcas exige maior cautela dos anunciantes e dos publicitários.

    ‘Marketeers' ao nível de políticos

    Neste estudo, 80% dos entrevistados afirma que as marcas não se preocupam com o consumidor, mas sim com as vendas. E, quando lhes perguntam em quem confiam, no topo das respostas aparece a família (72%) e os amigos (51%). Já a imagem dos publicitários e dos ‘marketeers' é quase tão má como a do Governo - os dois primeiros com 11% e o último com 8%.
    Sem confiarem na publicidade, os consumidores transformaram os familiares e amigos em pontos virais e uma grande maioria (83%) tem por hábito falar de marcas, produtos e serviços - são ‘advocates' das marcas - e de preços (72%), qualidade (57%) e experiências. O estudo revela ainda que 52% dos consumidores tentam convencer e recomendam a compra de uma marca.
    Estes resultados não são surpresa para a APAN. "Já tínhamos esta ideia que os níveis de confiança em relação à publicidade estavam em baixa", comenta Manuela Botelho, secretária-geral da APAN, mas acrescenta que, "num momento como este, é normal que as pessoas estejam mais racionais". Mas, deste estudo saem outras conclusões que podem ser pontos de partida para novas ideias.

    Soluções para a crise

    Uma das formas para inverter a situação passa pela criação de mensagens publicitárias de confiança, credíveis, transparentes e explicativas, atributos que os consumidores consideram essenciais num bom anúncio de publicidade, e que não existem neste momento.
    Outra passa pela aposta nos meios tradicionais para anunciar: a televisão é considerada o meio mais eficaz para a comunicação publicitária, mas os jornais e revistas são os que mais ajudam a credibilizar a mensagem. Já a comunicação digital é alvo de alguma desconfiança por parte dos consumidores.
    Ainda assim, o estudo revela que nem tudo é mau na publicidade, uma vez que os consumidores lhe atribuem algum valor e metade dos inquiridos afirma ser influenciado pela publicidade. Além disso, 76% consideram que a publicidade promove as opções de escolha, 73% afirma que estimula a concorrência, cria emprego (73%) e contribui para o crescimento da economia (70%).



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    Última edição: Novembro 4, 2010
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