Crédito procura-se - Crédito concedido às empresas está ao nível mais baixo de sempre

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 9, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Editorial


    Crédito procura-se


    09/11/10 | Económico




    Há um grupo de pequenas empresas têxteis em Paços de Ferreira que, desde o início deste ano, voltou a receber pedidos de grandes marcas internacionais, como Hugo Boss, Cavalli, Givenchy, Dolce&Gabbana;, Burberry ou Max Mara.

    As notícias são boas, sobretudo para um sector que, até há bem pouco tempo, estava a perder a corrida para mercados menos qualificados como China, Índia ou Marrocos.
    Só que essas mesmas empresas portuguesas arriscam-se, por dificuldades de tesouraria, a não conseguirem pagar os materiais de que precisam para cumprir encomendas. E, por isso, arriscam-se a perder os grandes clientes - de novo. Pedir financiamento à banca é a solução óbvia, mas os bancos, eles próprios em papos de aranha com a crise, não param de apertar a torneira de crédito até só pingar liquidez para quem lhes dá as maiores garantias.
    Restam o Estado e os seus pacotes de incentivos públicos que podiam ser, neste caso, tábua de salvação para as empresas que ainda tentam manter-se à tona de água. Os mesmos incentivos entregues aos milhões a empresas que, descobre-se tarde demais, já estavam falidas quando os créditos foram aprovados - e serviram mais para ocultar buracos de gestão do que para resolver problemas de tesouraria.
    Os mesmos incentivos que decerto fariam melhor proveito a micro e pequenas empresas como as de Paços de Ferreira que, com carteiras de grandes clientes e encomendas reais, poderiam manter empregos e contribuir para a produtividade de que o país precisa como de pão para a boca.



    in DE/Editorial
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Crédito concedido às empresas está ao nível mais baixo de sempre


    Empréstimos

    Crédito concedido às empresas está ao nível mais baixo de sempre

    09/11/10

    Em Setembro, a banca fechou a torneira do crédito às famílias e grandes empresas. PME foram o único segmento a quem os bancos emprestaram mais.

    É oficial: a banca está a cortar o crédito à economia. Nos particulares, os novos empréstimos para a compra de habitação e ao consumo somaram, em Setembro, o terceiro mês consecutivo em queda, enquanto os créditos para outros fins recuam há dois meses. O crédito concedido às grandes empresas também está a descer há dois meses, enquanto as pequenas e médias empresas são, para já, as sobreviventes ao fecho da torneira.
    Ainda assim, feitas as contas desde o início do ano, pequenas e grandes empresas tiveram acesso ao menor montante de crédito desde, pelo menos, o início da década, altura em que começa a série estatística do Banco de Portugal.
    Os economistas contactados pelo Diário Económico confirmam que os bancos portugueses estão mais exigentes na concessão de novos empréstimos, precisamente porque eles próprios também enfrentam maiores dificuldades de financiamento. O dinheiro fresco está por isso limitado às entidades que mais precisam: as Pequenas e Médias Empresas. As linhas PME Invest são também consideradas como o travão à queda do financiamento a este segmento. A restrição na concessão de crédito já está a repercutir-se na queda de pedidos de financiamento das instituições bancárias ao Banco Central Europeu.
    De Janeiro a Setembro deste ano, o montante das novas operações de crédito das sociedades não financeiras até um milhão de euros (PME) tiveram acesso a créditos no valor total de cerca de 16,5 mil milhões de euros, menos 745 milhões face aos 17,3 mil milhões angariados no mesmo período do ano anterior. O ano de 2010 fica, para já, marcado como o ano em que as PME menos dinheiro arrecadaram.



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  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Têxteis reclamam linha de crédito para poder fornecer grandes marcas


    Indústria

    Têxteis reclamam linha de crédito para poder fornecer grandes marcas


    09/11/10

    Empresas de Paços de Ferreira pedem crédito de seis milhões para responder a encomendas.

    Grandes marcas internacionais - como Cavalli, Gant, Hugo Boss, Givenchy, Max Mara, Dolce&Gabbana e Burberry - querem reforçar a produção de vestuário em Portugal em detrimento de China, Índia, Marrocos e Tunísia. Dezenas de empresas de Paços de Ferreira são agora, e desde o início do ano, o alvo das novas encomendas. Os seus problemas de tesouraria, contudo, arriscam a deitar por terra a produção de milhares de novas peças de vestuário.
    O alerta é da autarquia da região que fez as contas e concluiu que são precisos cerca de seis milhões de euros para que as pequenas e micro empresas de vestuário consigam dar resposta às encomendas das marcas internacionais - e para que não ponham em risco, a prazo, milhares de postos de trabalho. "A principal dificuldade destas empresas são os problemas de tesouraria e a inflexibilidade de negociação da banca", revelou Pedro Pinto, presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, ao Diário Económico.



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