Crise leva portugueses a reduzir despesas com Natal em 6,3%

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 9, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Crise leva portugueses a reduzir despesas com Natal em 6,3%


    Este Natal, os portugueses tencionam gastar 575 euros em prendas, comida e convívio social. Uma quebra de 6,3% face a 2009.


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    A crise económica, o receio de perder o emprego e a incerteza quanto ao futuro transparecem nas respostas que os portugueses deram à consultora Deloitte no seu barómetro anual sobre gastos no Natal e final do ano. É dinheiro que os portugueses mais querem como prenda, mas o dinheiro é a décima intenção como oferta para a família e os amigos. "Os portugueses, que estão muito motivados para receber dinheiro, não ficarão satisfeitos", resume a análise "Natal 2010", hoje divulgada na Europa e Médio Oriente.

    Face ao Natal de 2009, os portugueses pretendem gastar menos 6,3%. Para esta época, as previsões são 575 euros, dos quais 375 euros em prendas, 150 euros em despesas adicionais com comida e mais 50 euros para saídas em convívio. Face a 2007, salvaguarda a consultora, os portugueses reforçaram no valor das prendas (mais 100 euros), mas cortaram para metade os gastos com convívio social.





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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Portugueses vão cortar 6% nos gastos com prendas de Natal


    Consumo

    Portugueses vão cortar 6% nos gastos com prendas de Natal

    Económico com Lusa
    09/11/10

    Os portugueses prevêem gastar 575 euros no próximo Natal, menos 6% face a 2009, de acordo com um estudo da Deloitte.

    As dificuldades financeiras e medidas de austeridade adoptadas pelo Governo levaram os portugueses a reduzir o orçamento dedicado às festas natalícias, mas essa redução é bastante inferior à média dos outros países europeus que também foram afitados por restrições orçamentais, nomeadamente a Grécia e a Irlanda.
    Nestes dois países e de acordo com o estudo Xmas Survey 2010, a diminuição das despesas com as festas de Natal é de 21% na Grécia e 11% na Irlanda.
    Segundo o estudo da Deloitte, que será hoje apresentado, a redução dos gastos em Portugal não é tão acentuada como noutros países, devido "à importância dada à quadra festiva no nosso país".
    Apesar de Portugal ser "o país onde o pessimismo em relação à economia aumentou mais", o consumo nesta quadra festiva parece ter uma "maior emocionalidade ou uma menor racionalidade económica", explicou à Lusa Sérgio Oliveira, 'associate partner' da Deloitte.
    Uma análise aos últimos cinco anos do estudo, incluindo anos de algum optimismo e anos de elevado pessimismo, mostra que "a banda de variação dos gastos nesta época em Portugal é reduzida", oscilando entre um valor mínimo de 550 euros e um máximo de 620 euros. Em Espanha, por exemplo, esta variação vai dos 650 aos 950 euros.
    Outra evidência da importância da quadra natalícia para os portugueses é que os gastos são bastante superiores aos que se verificam, por exemplo, na Alemanha (470 euros) ou na Holanda (410 euros), onde o nível de vida é superior.
    As consequências das medidas de austeridade económicas no consumo natalício serão notadas mais na forma de gastar do que no valor a gastar.
    Os consumidores nacionais pretendem, por exemplo, refrear o recurso ao crédito, tendo metade dos inquiridos referido que recorrerá menos ao crédito este ano, preferindo apostar em objectos mais baratos.
    Três em cada quatro portugueses mostram intenção de antecipar as compras de Natal para beneficiar de saldos e promoções, passando também a recorrer a produtos de "marca branca", sendo que quase metade dos inquiridos admitiu que pretende oferecer prendas compradas em grupo.
    Tal como em toda a Europa, os presentes que os consumidores portugueses preveem comprar (quatro em cada cinco) serão sobretudo utilitários, com destaque para os livros, os jogos educativos e o vestuário.
    Apenas um em cada 10 portugueses inquiridos admitiram que vão comprar presentes de Natal sem olhar para os preços, muito longe da fatia em Espanha: seis em cada 10.
    Mesmo depois de três anos de crise, os consumidores mantêm os hábitos de elevado consumo durante o Natal, embora tenham passado a focar-se nas prendas úteis e mais baratas, conclui a Deloitte.
    Este ano, mais de metade dos europeus (63% dos portugueses) estão mais determinados do que em 2009 a comprar presentes para menos pessoas e, assim, dedicar o seu orçamento de prendas para a família mais chegada, dando prioridade às crianças.
    O orçamento será canalizado mais para presentes do que para alimentação ou lazer, tendência que já era, aliás, seguida nos últimos anos.
    Em 2007, os portugueses destinavam metade do orçamento dedicado ao Natal, ou seja, 275 euros, para presentes, enquanto que este ano a percentagem sobe para dois terços, ou seja, 375 euros.
    O lazer diminui de 100 euros em 2007 para 50 este ano, penalizando sobretudo o sector da restauração.
    O estudo Xmas Survey é anual, tendo o de 2010 sido realizado em Setembro através de questionários a cerca de 20 .500 consumidores europeus.



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