Descobertos vestígios de medicamentos nas águas dos rios Arade e Guadiana

Discussão em 'Ambiente' iniciado por nomia, Novembro 7, 2010.

  1. nomia

    nomia Staff Admin Global Membro Gold

    Investigadores da Universidade do Algarve (UAlg) descobriram vestígios de medicamentos na água dos rios Arade e Guadiana, um problema que, afirmam, está relacionado com a ausência de tecnologia aplicada aos tratamentos de águas residuais

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    A equipa detectou a presença de vestígios de anti-inflamatórios, antidepressivos, analgésicos

    Através de sensores colocados na água, a equipa detectou a presença de vestígios de anti-inflamatórios, antidepressivos, analgésicos e alcalóides como a cafeína, revelou à Lusa Maria João Bebianno, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA).

    O impacto na saúde pública não é ainda conhecido mas os primeiros resultados deverão estar disponíveis no início do próximo ano, acrescenta a investigadora, sublinhando que as últimas amostras serão recolhidas neste fim-de-semana.

    A descoberta foi feita ao abrigo de um projecto que envolve também a Universidade de Bordéus, em França, que cedeu os sensores que possuem no seu interior membranas que absorvem os compostos.

    Segundo Maria João Bebianno, o problema existe um pouco por todo o mundo e deve-se ao facto de as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) não disporem ainda de tecnologia que permita tratar estes componentes.

    Os fármacos ingeridos pela população e eliminados através da urina e das fezes são encaminhados como esgotos para as ETAR e escoados para os mares ou rios depois de tratados, mas aqueles compostos químicos nunca chegam a desaparecer.

    A descoberta tornou-se ainda mais surpreendente quando a equipa detectou o mesmo problema no rio Guadiana, zona onde se percebe que a população é mais idosa, pelo tipo de medicamentos consumidos, acrescenta a investigadora.

    Por outro lado, segundo Maria João Bebianno, também os fármacos administrados por veterinários a animais podem contribuir para o aumento da concentração destes contaminantes na água.

    O estudo entrou agora numa segunda fase que consiste na análise das amostras recolhidas na época alta para perceber se a concentração destes vestígios aumenta proporcionalmente ao aumento da população resultante do turismo.


    Lusa
     
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