"Despedimentos na Groundforce serão analisados"

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 11, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Governo

    "Despedimentos na Groundforce serão analisados"

    Económico
    11/11/10

    A empresa de handling portuguesa anunciou ontem que vai suspender a sua operação no aeroporto de Faro e dispensar 336 colaboradores.

    Hoje, a ministra do Trabalho garantiu que as condições em que a Groundforce vai proceder a este despedimento colectivo vão ser avaliadas, assegurando que a Autoridade para as Condições do Trabalho vai acompanhar o processo.
    "Aquilo que o Governo terá que fazer relativamente a essa matéria, como aliás faz em qualquer situação de despedimentos colectivos, é verificar a forma como esse processo foi conduzido. E, portanto, a Autoridade para as Condições do Trabalho irá fazer isso, na medida em que é a forma de actuar em todos os casos deste tipo", garantiu a ministra à Renascença.

    Fecho da Groundforce em Faro resolve 50% dos prejuízos
    O responsável da empresa de handling justificou a decisão tomada devido ao facto de Faro registar uma facturação de cinco milhões de euros por ano e ter custos na ordem dos 13 milhões, isto é, oito milhões de prejuízos anualmente.
    Fernando Melo esclareceu que há "um sobredimensionamento" da sua estrutura em Faro, onde 89% dos custos respeitam á massa salarial e a decisão para o despedimento colectivo, que se fará em conformidade com a legislação do trabalho, foi tomada depois de esgotados todos os planos de acção para reduzir os custos e aumentar as receitas.
    A empresa de handling, detida a 100% pela transportadora aérea estatal TAP, apresentou prejuízos de 12,2 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2010.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Despedimentos na Grounforce custam 3 milhões em subsídios de desemprego


    Aviação

    Despedimentos na Grounforce custam 3 milhões em subsídios de desemprego

    Económico com Lusa
    11/11/10

    O dirigente da União de Sindicatos do Algarve classificou o despedimento colectivo dos trabalhadores da Groundforce, em Faro, de "selvagem" e violento.

    A Groundforce, empresa detida pela TAP que tem como função assistir companhias áreas em terra, anunciou quarta-feira o encerramento da operação em Faro, no Algarve, e o despedimento colectivo de 336 trabalhadores, como resultado das perdas da empresa, estimadas em 20 milhões de euros só este ano.
    "Nenhum despedimento é benéfico seja para que país ou região for, mas contas feitas muito por alto dizem-nos que, no mínimo, três milhões de euros por ano vão ser gastos com os subsídios de desemprego se estes despedimentos forem concretizados", estimou António Goulard, em declarações aos jornalistas.
    À margem da sessão plenária, que decorreu hoje ao longo de três horas no Aeroporto Internacional de Faro, e que contou com a presença das várias centenas de trabalhadores e de cinco sindicatos da assistência em escala, António Goulard classificou o anúncio dos despedimentos de "selvagem" e violento".
    "É um despedimento como nunca se viu na região. É um despedimento violento e selvagem. É um despedimento que vai ter um impacte enorme na economia do concelho de Faro e da região e, a concretizar-se vai engrossar a longa lista de desempregados no Algarve", observou.
    O sindicalista afirmou ainda que o "crescimento louco do desemprego" é "extremamente grave" e apela aos algarvios para manifestarem de forma ativa a sua solidariedade para com os empregados da Groundforce de Faro.
    "E tempo dos algarvios manifestarem a sua solidariedade activa com estes trabalhadores e protestarem e exigirem que parem este crescimento louco na região, porque a região está a ser posta em perigo", apelou António Goulard.
    O presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos, André Teives, anunciou hoje que vai pedir uma audiência ao primeiro-ministro, José Sócrates, repudiando "a atitude do Governo e dos ministérios da tutela que deixaram 336 funcionários fossem despedidos por e-mail".



    in DE
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Groundforce quer cortar nas regalias para não fechar


    Aviação

    Groundforce quer cortar nas regalias para não fechar

    Económico
    12/11/10

    Os despedimentos em Faro não chegam para garantir a continuidade da empresa.

    No dia em que a Groundforce anunciou o encerramento da operação em Faro, e consequente despedimento de 336 trabalhadores, a empresa deixou claro que vai tomar medidas adicionais para salvaguardar os restantes dois mil postos de trabalho da empresa, repartidos pelas bases de Lisboa, Porto e Madeira.
    Para isso, a administração da Groundforce propõe a renegociação do Acordo de Empresa (AE) e já apresentou uma proposta aos sindicatos, avança hoje o 'Público'. Mudanças que, de acordo com declarações do administrador delegado da operadora de handling da TAP, Fernando Melo, poderão significar poupanças de 12 milhões de euros.
    As alterações às regras laborais propostas incluem acabar com o intervalo de pequeno-almoço; alargar os horários de trabalho e flexibilizar a estrutura, criando um banco de horas que permita ter mais pessoas no activo nas alturas de pico; deixar de pagar os três primeiros dias de doença nas situações de baixa, vigorando o regime geral; e aumentar os dias de trabalho de 4,5 para 4,99, seguidos de dois dias de descanso.
    Além disso, a empresa de handling quer reduzir os níveis da carreira profissional, eliminando custos associados à progressão automática dos trabalhadores, e alterar os moldes que definem o trabalho nocturno, de modo a controlar as despesas com ordenados.
    Diz o mesmo jornal que estas propostas terão sido apresentadas aos 336 trabalhadores de Faro antes de se ter avançado para o despedimento.



    in DE
     
DreamPortugal