Devem os salários descer para o País ser mais competitivo? - Já há empresas a pagar menos aos funcio

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 9, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Devem os salários descer para o País ser mais competitivo?


    Os economistas dividem-se: uns dizem que é inevitável, outros defendem que teria efeitos ainda mais perversos.


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    Cortar ou não cortar, eis a questão. Dez anos depois da entrada na Zona Euro, o nível dos salários portugueses é um dos temas mais debatidos entre os economistas. E, perante a perda de competitividade e subida do desemprego que ganhou expressão desde 2000, um corte de 20% nos salários deixou de ser uma possibilidade académica para se tornar um tópico em cima da mesa.

    Como em tudo na economia, não há aqui consensos transversais. O argumento subjacente àqueles que, como o economista Vítor Bento, defendem uma redução salarial é simples: antes do euro, Portugal podia compensar aumentos salariais desajustados da produtividade através da desvalorização da sua moeda - o Banco de Portugal era "bombeiro" que abria a válvula de escape da política cambial. Mas a chegada da moeda única fez secar esse recurso.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Patrões chumbam baixa de salários no privado

    Patrões chumbam baixa de salários no privado


    O ministro propôs, muitos economistas aplaudiram, mas os patrões dizem "não". Todavia, já há empresas a pagar menos aos funcionários.


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    O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em entrevista ao Negócios, abriu a porta a uma redução de salários no sector privado. O conselheiro de Estado, Vítor Bento, e um leque alargado de economistas já defenderam o mérito da medida. Mas a sugestão não parece agradar a quem à partida beneficiaria.

    Ainda que o Negócios tenha conhecimento que no terreno já há "casos pontuais" de cortes na massa salarial em empresas, os patrões contactados chumbam, quase unanimemente, a ideia. A redução dos custos de produção é entendido como uma prioridade, mas não através dos vencimentos.





    in JNeg
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Já há empresas a reduzir salários em Portugal

    Já há empresas a reduzir salários em Portugal


    Empresas em dificuldades avançam para acordos "pontuais" de cortes salariais, admitem as confederações patronais.


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    O maior empregador do País - o Estado - deu o exemplo que algumas empresas já tinham antecipado ou estão agora a seguir.

    Além do corte de suplementos variáveis, da contratação de novos trabalhadores por vencimentos mais baixos ou do recurso a mecanismos legais, como o banco de horas ou o 'lay-off', há casos "pontuais" de empresas que negoceiam directamente uma redução nominal de salários com os trabalhadores, através de acordos "informais", afirmam os responsáveis de confederações patronais ao Negócios.

    "Há situações pontuais de empresas, normalmente em dificuldades, em que há negociação de acordos temporários para o adiamento do pagamento de parte de salários ou subsídios de férias", afirma João Vieira Lopes, da Confederação do Comércio e Serviços (CCP).

    "O adiamento é a forma legal de o fazer, mas muitas vezes o pagamento é incerto", acrescenta. São situações legais? "São mutuamente consentidas e, sendo assim, ninguém apresenta denúncia".




    in JNeg
     
  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Reduções de vencimento por acordo com o trabalhador são de legalidade duvidosa

    Reduções de vencimento por acordo com o trabalhador são de legalidade duvidosa


    Nada impede patrões e trabalhadores de chegarem a acordo, mas o tribunal pode, mais tarde, trocar-lhes as voltas.

    Uma empresa pode até convencer os seus empregados a aceitar um acordo para redução de salário sem a correspondente diminuição do número de horas de trabalho, mas é pouco provável que um tribunal aceite.

    O código do Trabalho defende os trabalhadores, proibindo os cortes salariais. As empresas podem, no entanto, optar por cortar subsídios ou suplementos. Em todo o caso, o trabalhador pode tentar provar na Justiça que estes são regulares e periódicos e que, por isso, fazem parte da sua remuneração base.



    in JNeg
     
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