Dívida de Portugal vai continuar a aumentar

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Morgan Stanley

    Dívida de Portugal vai continuar a aumentar


    08/11/10

    O Morgan Stanley acredita que a dívida dos países do euro vai continuar a aumentar nos próximos anos.

    Numa nota de análise libertada hoje, o Morgan Stanely diz que países como Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, França, Reino Unido e EUA vão continuar a lutar contra uma dívida bastante elevada durante os próximos tempos.
    "Mesmo que os Governos sigam rigorosamente os seus planos de austeridade, a dívida vai continuar a aumentar durante vários anos", lê-se no documento, que acrescenta que "isto não é, em si, um problema, se [esses países] conseguirem, eventualmente, estabilizar o défice".
    O Morgan Stanley afirma que é preciso ter em conta o valor máximo de impostos tolerado pela população de um país e o nível máximo de poupança possível, da parte dos Estados, que foi praticado na última década, e fazer os cálculos tendo em conta essas referências.
    "O saldo primário politicamente viável deveria ser, pelo menos, tão elevado como a diferença entre os dois [impostos e poupança]", diz o banco, chamando também a atenção para os esforços que cada Governo pede aos seus cidadãos, dizendo que, "a menos que tenha havido diferenças fundamentais na natureza do contrato social, um nível de ‘dor' que já foi suportado anteriormente deverá ser tolerado no futuro".
    Desta forma, diz o banco na sua nota de análise, um défice um pouco mais elevado não tem obrigatoriamente que representar um problema, porque é passsível de estabilização.
    No entanto, a instituição admite que desta vez deverão ser necessários mais esforços para conseguir travar o aumento do défice, o que parece estar a ser "genericamente bem aceite" pelos países periféricos.
    "Na Grécia e na Irlanda, pelo menos (talvez menos convincentemente em Portugal), a noção de que ‘as coisas não podem continuar como estão' parece estar a ser bem aceite", diz o Morgan Stanley.
    Hoje, as ‘yields' das obrigações do Tesouro português a 10 anos fixaram um novo máximo histórico da era euro ao atingirem os 6,819%.



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