Enfrentando a dor do Parto Normal

Discussão em 'Maternidade & Planeamento Familiar' iniciado por sgomes, Junho 7, 2008.

  1. sgomes

    sgomes Membro Digital

    É possível gerar o filho sem sofrimento

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    Um momento muito esperado pelas futuras mamães é o nascimento do bebê. Entretanto, quando a criança está perto de nascer, muitas gestantes ficam temerosas em relação às prováveis dores que irão sentir. Se você terá seu filho de parto normal, é importante saber que é possível amenizar o incômodo das contrações e até mesmo ser submetida ao procedimento sem dor.

    Há dois tipos de partos: o normal (transvaginal) e a cesariana (transabdominal). No primeiro, são percebidas as contrações, que vêm em intervalos e começam bem fraquinhas (nesse momento não há qualquer tipo de incômodo), intensificando-se com o tempo, enquanto o espaço entre uma contração e outra vai diminuindo.

    “No início, as contrações costumam ser ritmadas, com duração em torno de 40 segundos. São pelo menos três contrações a cada 10 minutos”, informa a professora de obstetrícia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Heloísa Passarelli.

    A dor sentida varia de acordo com a paciente. “O pré-natal, a interação com o médico, o número de partos, o medo que a mulher tem de sentir dor e até a cultura influenciam”, explica a médica.

    A obstetra diz que é possível um parto normal sem dor. “Exercícios durante a gravidez, acupuntura e anestesia são as principais formas”, declara. Ela ainda acrescenta que há várias técnicas de relaxamento, como o parto submerso – transvaginal –, no qual a mulher fica dentro d`água, podendo sair na hora do nascimento. Pode também gerar o filho dentro d`água, a critério do médico.

    A anestesia é uma forma eficaz de minimizar as dores. “A paciente vai entrar em trabalho de parto e, assim que for possível, o anestesista aplica a anestesia que ele considerar melhor, que pode ser peridural ou raquidiana”, explica.

    A médica diz que é a favor de que todas as mulheres tenham o bebê de parto normal. A exceção fica a cargo do médico, quando há risco para a criança ou para a mãe. Para a Drª Heloísa, o parto normal é menos arriscado e mais saudável. “No parto normal, ela vai lidar melhor com o pós-parto, pois, depois que a criança nasce, acaba. Já a cesariana é uma cirurgia abdominal e, apesar de todas as técnicas de anestesia, será mais desconfortável no pós-operatório, além de todos os riscos que envolvem uma cirurgia”, frisa.

    Segundo a professora, há situações em que a paciente não está emocionalmente preparada para ter um filho de parto normal. “Mas optar por uma cesariana por causa de medo de sentir dor é uma situação cultural. Nos grandes centros do Brasil, acontece muito. Já no interior, há situações em que as pacientes nem gostam de falar de cesariana; elas até choram se o médico falar que ela terá que fazer”, ressalta.


    Campanha

    Desde o último Dia das Mães (11 de maio), o Ministério da Saúde realiza uma campanha de incentivo ao parto normal, voltada para as futuras mamães, as famílias das gestantes e para os médicos. De acordo com o órgão, a média de cesarianas no Brasil é de 43%; entre as mulheres que utilizam planos de saúde, esse índice chega a 80%, sendo que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15% (referente aos partos de risco – aqueles em que a cesárea é indispensável).

    “Estamos muito distantes do que seria o razoável. Eu poderia afirmar que o Brasil é um dos países em que mais se pratica esse tipo de cirurgia”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

    Para que a questão financeira não seja um empecilho na hora de escolher qual procedimento, o ministro disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) estuda como remunerar melhor os médicos pelo parto normal. No SUS, a média de cesarianas é de 26%.

    O Ministério da Saúde informa que os partos realizados com intervenção cirúrgica podem provocar vários problemas de saúde para a mãe, porque aumentam o risco de hemorragias e infecções. Para os bebês, a situação não é diferente, porque na maioria das vezes o parto é antecipado, o que pode resultar em problemas respiratórios e internação em UTI neonatal.

    Segundo Adson França, diretor do Departamento de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde, as infecções causadas pelo parto são a terceira maior causa de morte dos recém-nascidos e elas acontecem muito mais em partos cirúrgicos. “Com a cesariana, o bebê é separado da mãe a princípio. Quando o aleitamento é iniciado o mais rápido possível, aumentam as defesas da criança e diminui o risco de diarréia, que é uma das causas também destacadas de óbito”, explica.
     
  2. costal

    costal Membro Digital

    Eu dia 1 de Março já digo se doi ao não.

    :blink::blink::blink::blink::blink::blink:
     
  3. sgomes

    sgomes Membro Digital

    Entao espero que tenhas uma hora pequenina e depois vem ca contar a experiencia.
     
  4. iperalta

    iperalta Membro Digital

    Boas,

    Pessoalmente acho que vivemos numa sociedade do que hoje é certo e amnha é errado, e as pessoas caiem no exagero de certas modas.

    Acho que é uma parvoice e falo por experiencia própria cada parto, é uma carta por ler.

    Como hoje em dia se fala que há muitas cesarianas, os medicos deixam passar o tempo, para ver se a mulher consegue fazer o trabalho, e muitas vezes (como foi o meu caso) tive quase 2 dias e depois teve que ser cesariana urgente e prova disso é que tenho incisão na vertical. e que houve problemas que podiam ter sido evitados...

    Todas as mulheres são diferentes, e o corpo reage de maneira diferente....

    De qualquer maneira, no fim do trabalho feito, temos tendencia para nmos esquecer-mos do que doeu:b030:

    Iperalta
     
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