Enxaqueca : o que origina e como evitar

Discussão em 'Saúde' iniciado por Princflowers, Outubro 16, 2007.

  1. Princflowers

    Princflowers Old School

    Com diagnosticar a Enxaqueca ?
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    O diagnóstico da enxaqueca é eminentemente clínico.

    O exame físico pouco esclarece e a realização de complementares só se justifica para a pesquisa da outras enfermidades.

    A avaliação de um paciente com cefaléia depende fundamentalmente de uma história cuidadosa e de exame clínico pormenorizado portanto é imprescindível a anamnese, que vai nos permitir diferenciá-la de outras patologias como também classificá-la, condição esta primordial para a definição de uma proposta terapêutica.

    Na coleta da historia clínica deve-se estar atento as seguintes informações:

    - Momento do início da cefaléia
    - Horário, circunstância
    - Intensidade e caráter da dor
    - Duração da dor
    - Localização, irradiação
    - Sono/profissão/ alt.Emocionais
    - Periodicidade
    - Sintomas físicos / neurológicos
    - Variações sazonais
    - Evolução dos sintomas e freqüência
    - Tratamentos atuais prévios
    - Abuso de analgésicos

    A crise típica se caracteriza pela presença de dor de cabeça moderada a intensa ou intensa, progressiva, de localização frontotemporal unilateral ou bilateral, em caráter pulsátil e/ou pressão, geralmente associada a náuseas (podendo estar presente vômitos) e fobias (intolerância a luz forte e/ou ruídos intensos e/ou odores mais marcantes).

    A enxaqueca pode se apresentar acompanhada de sinais neurológicos focais, chamado aura, portando, a enxaqueca é classificada pela sua presença ou não.

    Portanto, cabe ao médico frente a todas as informações coletadas estabelecer o diagnóstico de Enxaqueca, pois como visto em outros tópicos é fundamental o diagnóstico diferencial com outras enfermidades.


    O que causa a Enxaqueca ?
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    Muitas têm sido as hipóteses propostas para explicar a origem das enxaquecas, tais como alimentar, alérgica, vascular, bioquímica (serotoninérgicas), desordens plaquetárias, problemas na barreira hematoencefálica, origem psicogênica, entre outras, e dentre elas, destaca-se a teoria vascular e a da inflamação neurogênica como as mais abrangentes.

    Em resumo, a patogênese da enxaqueca envolve alteração da dilatação vascular, ativação neural e espasmo muscular.

    Atualmente, acredita-se que a enxaqueca ocorra em decorrência de um processo em 4 etapas:

    1ª fase: Desencadeante – seja ele físico, químico ou psicológico – inicia uma alteração química na rafe dorsal e no lócus cerúleo, levando à liberação de serotonina e noradrenalina.

    2ª fase: A liberação química ocasiona vasodilatação; como conseqüência, aumenta o fluxo sangüíneo. A serotonina também estimula o centro do vômito.

    3ª fase: A dilatação dos vasos dispara o sistema trigeminal. Sinais são devolvidos do núcleo trigeminal ao longo das mesmas fibras nervosas para os vasos dilatados, fazendo que eles se dilatem ainda mais. O sistema trigeminal ativa o hipotálamo, causando desejo de alimentos específicos, fotofobia e fonofobia; alguns sinais também vão à parte superior da medula espinhal, criando tensão e espasmos dos músculos na parte posterior da cabeça e do pescoço.

    4ª fase: Os sinais sobem ao tálamo e ao córtex, ocorrendo a cefaléia.

    Portanto, o tratamento de enxaqueca deve atuar junto a este sistema, o que o torna multi facetário.

    Tratamento da Enxaqueca

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    Como visto em outros tópicos, a Enxaqueca é a manifestação clínica de alterações funcionais ocorridas no encéfalo, que tem sua origem em um distúrbio vascular junto ao sistema nervoso central.

    Na visão da medicina biológica a Enxaqueca deve ser tratada sob 2 frentes, a primeira na solução dos sintomas (dor, distúrbios gastrointestinais, etc) e no tratamento da crise e na segunda buscando o equilíbrio metabólico funcional do organismo

    Os sintomas devem ser tratados com o uso de analgésicos, anti-eméticos e tranqüilizantes, e a crise com medicamentos que atuem inibindo a dilatação de vasos meníngeos quanto reduzindo a ativação neural anormal.

    O equilíbrio metabólico funcional se obtém com um adequado programa de desintoxicação, aonde através do uso de ações dietético-terapêuticas se promove a estimulação dos órgãos de drenagem (intestinal, renal, circulatório), além de promover a adequada modulação funcional do organismo.

    Para tanto podemos utilizar medicamentos alopáticos, fitoterápicos e antihomotóxicos (complexos homeopáticos).

    A Acupuntura por atuar tanto no equilíbrio funcional como na modulação de inúmeros neurotransmissores se coloca como uma excelente ferramenta terapêutica podendo ser utilizada de forma isolada ou associada a outras estratégias dietético-medicamentosas.

    Por outro lado, recomendamos inúmeras ações gerais com o objetivo de minimizar as crises, como por exemplo:

    - Compressão das artérias temporais
    - Aplicação de gelo ou spray gelado na têmpora
    - Escalda-pés quente, mais toalha fria na cabeça
    - Banho de contraste (quente - frio)
    - Técnicas de bio-feedback
    - Inalação de O2 puro (5-7 L/min por 15 - 20 min.)
    - Respiração em saco plástico (por 5 - 8 min.) ou de carbogênio
    - Indução de sono não medicamentoso (crianças)

    O importante é que o tratamento da Enxaqueca deve ser individual não havendo fórmula mágica.

    Cada indivíduo tem um tipo de resposta, portanto, o remédio que deu certo para uma pessoa pode não dar certo para outras.



    Fonte: Medicina Biologica
     
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