Escola Aga Khan para 1200 alunos em Portugal

Discussão em 'Nacional (Notícias)' iniciado por zarbman, Novembro 6, 2010.

  1. zarbman

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    Organização está a negociar terrenos de 70 a 80 hectares com câmaras de Oeiras e Seixal. Investimento de 140 milhões de euros

    A fundação Agha Khan vai abrir uma "academia de excelência" para 1200 alunos, em Portugal, e outra em Moçambique, anunciou esta rede internacional de cooperação, criada pelo Aga Khan Karim al-Hussayni, o soberano e líder espiritual da Comunidade Muçulmana Ismaelita (ver caixa).

    Em declarações ao DN, Nazim Ahmed, representante da fundação para Portugal e Moçambique, explicou que decorrem neste momento "negociações muito adiantadas com as câmaras de Oeiras e Seixal", uma das quais será a escolhida para acolher um projecto de "grande dimensão", cujo custo total "não deverá ficar abaixo dos 130 a 140 milhões de euros".

    O terreno onde a academia ismaelita será implantada terá pelo menos "70 a 80 hectares", o que tem dificultado a escolha de um local. Porém, sem avançar prazos concretos, Nazim Ahmed garantiu que o objectivo é avançar com o projecto "o mais rapidamente possível".

    Em Moçambique, revelou, "já adquirimos um terreno de grande dimensão, 300 mil metros quadrados, e as obras arrancam já no próximo ano".

    A escola portuguesa vai praticar o método de ensino do International Baccalaureate (IB) - o mesmo seguido em Portugal, pelo Liceu Francês - e estará "aberta a todos os públicos" e não apenas a crianças da Comunidade Ismaelita portuguesa, que, de resto, é constituída por "oito a 10 mil pessoas". Haverá crianças desde a infantil até ao secundário.

    "A nossa missão, enquanto fundação, é ajudar os países onde estamos presentes", explicou Nazim Ahmed, garantindo que o único critério de selecção será "o mérito" dos estudantes. "35% a 40% de todos os alunos das nossas escolas não pagam qualquer verba, porque não têm dinheiro para isso. Somos nós que os apoiamos."

    As duas escolas - a portuguesa e a moçambicana - serão também um "ponto de partida para o intercâmbio" entre os países de língua portuguesa, algo que "interessa particularmente" à fundação.

    A academia, que funcionará em regime aberto e de internato, terá "instalações residenciais para 150 alunos e 200 professores", pelas quais passarão, além dos residentes, estudantes e docentes "de vários países". No que toca às autorizações, nomeadamente pelo Ministério da Educação, o represen- tante da fundação garante "existir sintonia completa: O Governo português conhece o nosso trabalho e está em sintonia com os nossos objectivos".

    Oficialmente presente em Portugal desde 2005, a fundação tem intensificado os seus projectos de cooperação no País. Actualmente, tem em curso várias iniciativas de apoio a comunidades desfavorecidas, incluindo uma creche, nos Olivais Sul (Lisboa), que acolhe 240 crianças.

    Além do Estado, a fundação tem protocolos assinados com a Igreja Católica e com a Universidade Católica Portuguesa. A próxima meta será a criação "do primeiro banco português dedicado ao microcrédito", um projecto que Nazim Ahmed confessou também ter esperanças de ver aprovado "em breve" pelo Governo português.
     
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