Fitch baixa "rating" de quatro bancos portugueses - BES ataca Fitch e 'rescinde' com a agência

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Fitch baixa "rating" de quatro bancos portugueses

    Agência de notação financeira cita os riscos de financiamento e liquidez para rever em baixa o "rating" do BCP, BES, Banco BPI e Banif. Os dois primeiros foram os mais penalizados.


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    A Fitch Ratings reviu em baixa a notação financeira de quatro bancos portugueses - BCP, BES, Banco BPI e Banif – mantendo o “outlook” negativo para todos eles.

    Este corte, segundo explica a Fitch, reflecte “o aumento do risco de financiamento e liquidez” destas instituições financeiras, dada a elevada dependência das fontes de financiamento de curto e médio prazo, bem como ao aumento do recurso ao Banco Central Europeu, no contexto de continuadas dificuldades de acesso aos mercados de capitais e deterioração da qualidade dos activos domésticos.

    O IDR (issuer default rating) do BCP baixou dois níveis, de "A" para "BBB+" e o do BES sofreu a mesma redução, também para "BBB+".

    O IDR do BPI baixou apenas um nível, de "A" para "A-", ficando assim com uma classificação de risco acima dos congéneres BCP e BES. O IDR do Banif baixou também um nível, passando de "BBB" para "BBB-".

    Já o IDR da Caixa Geral de Depósitos foi mantido em "A+", a reflectir o facto de ser um banco 100% detido pelo Estado português.

    Ainda assim, a Fitch decidiu cortar o “rating” individual da CGD, de "B/C" para "C". Também o “rating” individual do BES e do BCP foi revisto em baixa, enquanto o do BPI e Banif foi reafirmado.

    Preocupações com Portugal podem dificultar acesso ao mercado de capitais

    Na nota hoje divulgada, a Fitch nota que os bancos portugueses aumentaram o recurso ao financiamento junto do BCE desde Abril de 2010, com o pico a ser atingido em Agosto, perante “o aumento das dificuldades de acesso ao mercado interbancário em resultado das preocupações relacionadas com a dívida soberana de Portugal”.

    De acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, os bancos portugueses têm em dívida para com o BCE 40,04 mil milhões de euros, o que corresponde a uma queda face ao mês de Setembro e compara os perto de 50 mil milhões de euros registados em Agosto.

    Apesar de reconhecer esta queda, a Fitch nota que os empréstimos do BCE aos bancos portugueses continuam num nível bem superior ao registado nos níveis pré-crise, “ilustrando os continuados constrangimentos de financiamento e liquidez”.

    Estas dificuldades, em conjunto com as “consideráveis necessidades de financiamento face à dívida que chega à maturidade em 2011 e 2012, aumentam a pressão sobre as posições de liquidez e financiamento dos bancos”, assinala a Fitch.

    Apesar das dificuldades, a Fitch nota que os bancos portugueses têm uma “base de depósitos estável” e que se assiste a uma “desaceleração significativa” na concessão de crédito desde meados deste ano. Contudo, reforça que o aumento das preocupações dos investidores com a situação das contas públicas de Portugal, bem como a deterioração das perspectivas económicas, “podem limitar o acesso dos bancos aos mercados de capitais e impedir os bancos de reduzir o acesso ao financiamento do BCE”.

    Além disso, nota a Fitch, este constrangimento pode levar os bancos a intensificar a concorrência nos depósitos, o que conjugado com o risco de recessão económica em 2011, deverá originar uma queda na rentabilidade dos bancos.

    Pela positiva a Fitch destaca também, além da base de depósitos, o controlo de custos e um capital adequado, “tendo sobretudo em conta que o recurso ao fundo de recapitalização do estado não foi utilizado”. O negócio da banca portuguesa no exterior é outros dos pontos positivos destacados pela agência de notação financeira.



    in JNeg
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Fitch corta ‘rating’ do bcp, bes, bpi e banif


    Pressão

    FITCH CORTA ‘RATING’ DO BCP, BES, BPI E BANIF


    08/11/10

    A agência reviu hoje em baixa o ‘rating' atribuído a quatro bancos portugueses devido ao crescente financiamento junto do BCE.

    No caso do BES e do BCP, o ‘downgrade' é de dois níveis. O ‘rating' de ambos os bancos passa de ‘A' para ‘BBB+'. Nos casos do BPI e Banif, a notação baixa um nível, para ‘A-‘ e ‘BBB-‘, respectivamente. Já o ‘rating' da Caixa fica inalterado em ‘A+' dado o banco estar no berço do Estado.
    A Fitch justifica estes ‘downgrades' com a maior dependência dos bancos portugueses ao financiamento cedido pelo Banco Central Europeu (BCE) - o que agravou o risco de liquidez das instituições - num ambiente de difícil acesso aos mercados, de fraca ‘performance' em Portugal, a que se junta uma deterioração da qualidade dos activos.
    "Os bancos aumentaram desde Abril de 2010 o recurso ao BCE, que atingiu um pico em Agosto, perante dificuldades acrescidas de acederem ao mercado interbancário e a outros mercados, devido aos receios em torno da dívida soberana portuguesa", lê-se na nota da agência de notação financeira.
    "Embora tenha havido até final de Setembro uma descida no recurso ao financiamento junto do BCE e de outros bancos centrais, os valores permanecem bem acima do registado antes da crise, traduzindo restrições de liquidez. Isto, aliado às consideráveis necessidades de refinanciamento de dívida a vencer em 2011 e 2012, coloca pressão sob a liquidez das instituições", acrescenta a Fitch.
    A tudo isto a agência enumera ainda mais dois factores: 1) os receios dos investidores para com as contas públicas de Portugal devem limitar o acesso dos bancos aos mercados de capital e desencorajar a redução do financiamento obtido junto do BCE; 2) o risco de recessão em 2011 em Portugal e as perspectivas de crescimento anémico no médio prazo vão pressionar a capacidade dos bancos em gerar lucros. Por tudo isto o ‘Outlook' dos cinco bancos - Caixa, BCP, BES, BPI e Banif - é ‘negativo', um sinal de que poderão ocorrer novos ‘downgrades' num futuro próximo.
    Do lado positivo, a Fitch sublinha, no entanto, que a banca portuguesa beneficia de uma base de depósitos estável, de custos controlados e de níveis de capital adequados e que poderá neutralizar as pressões internas com os retornos obtidos fora de Portugal.
    A nota foi divulgada após o fecho dos mercados, mas promete castigar as acções logo na abertura da sessão de amanhã. Na sessão de hoje, o BCP e o BPI fecharam em alta - fruto da eventual entrada de bancos chineses nas suas estruturas accionistas -, enquanto BES (-0,56%) e Banif (0,99%) perderam terreno.



    in DE
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BES ataca Fitch e 'rescinde' com a agência


    Comunicado

    BES ataca Fitch e 'rescinde' com a agência


    08/11/10

    O conselho de administração do BES não vê “justificação válida” para a Fitch ter baixado o ‘rating’ do banco em três níveis em quatro meses.

    "O Banco Espírito Santo considera que não existe uma justificação válida para a revisão em baixa do seu rating em 3 níveis, em menos de 4 meses. Assim, o Conselho de Administração decidiu não renovar o contrato com a Fitch Ratings em resultado destas revisões", anunciou o banco num comunicado emitido na CMVM.
    É esta a reacção de Ricardo Salgado ao ‘downgrade' da Fitch, hoje anunciado, a um conjunto de quatro bancos portugueses que inclui o BES.
    Num comunicado de duas páginas enviado à CMVM, o BES começa por enumerar as razões invocadas pela Fitch, primeiro a 21 de Julho (data do primeiro ‘downgrade') e agora hoje, para baixar a notação do banco. De seguida, o BES expõe um conjunto de argumentos para concluir que as decisões da agência de ‘rating' não têm "uma justificação válida".
    O banco destaca sobretudo a redução da utilização de fundos do BCE, o seu rácio de capital Core Tier I de 8% e a sua "estratégia de expansão internacional" que "tem efectivamente compensado o abrandamento da actividade doméstica".
    Por isso, o BES conclui que "o ‘rating' de BBB+ atribuído pela Fitch não reflecte a solidez financeira do Banco" e, como tal, comunica que decidiu não renovar o contrato celebrado com a agência.
    O banco liderado por Ricardo Salgado está, por enquanto, sozinho nesta ‘rescisão'. O BPI também já comunicou ao mercado o ‘downgrade' de que foi alvo e não faz qualquer referência a uma eventual alteração do contrato com a Fitch. Os outros bancos - Banif, BCP e Caixa - ainda não reagiram publicamente.




    in DE
     
  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BES decide "não renovar o contrato com a Fitch" após revisões de "rating"

    BES decide "não renovar o contrato com a Fitch" após revisões de "rating"


    Fitch baixou o "rating" da dívida em três níveis nos últimos quatro meses. Em reacção, o BES decidiu não renovar contrato com a agência de notação financeira.


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    “O ‘rating’ de ‘BBB+’ atribuído pela Fitch Ratings não reflecte a solidez financeira” do BES, salientou o banco em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

    “O BES provou deter uma solidez que lhe permite enfrentar os actuais desafios, mantendo um perfil robusto” e por estas razões, o banco “considera que não existe uma justificação válida para a revisão em baixa do seu ‘rating’ em 3 níveis, em menos de 4 meses”.

    E em consequência, “o Conselho de Administração decidiu não renovar o contrato com a Fitch Ratings”.

    O BES salienta que “reduziu a utilização de fundos do BCE de 6 mil milhões de euros (líquidos) em Junho de 2010 para 4,3 mil milhões de euros em Setembro” e que “não tem necessidades de refinanciamento de médio/longo prazo no 4º trimestre de 2010 e que, nos primeiros 4 meses do ano, as necessidades de médio/longo prazo foram refinanciadas com emissão de divida no mercado ao abrigo do programa de EMTN e com emissão de Obrigações Permutáveis com acções do Bradesco e da EDP”.

    “O BES tem uma base de capital sólida, com um rácio Core Tier I de 7,9% (ou 8,0% considerando os resultados do 3º trimestre de 2010)” e “sempre demonstrou, e continua a fazê-lo trimestre após trimestre, a sustentabilidade dos seus resultados, provando que a estratégia de expansão internacional tem efectivamente compensado o abrandamento da actividade doméstica”.

    Esta reacção surge depois de a agência Fitch ter cortado a notação financeira de quatro bancos portugueses - BCP, BES, Banco BPI e Banif – mantendo o “outlook” negativo para todos eles.

    O BES foi, a par com o BCP, o que mais sofreu com esta mesma redução. O corte foi de dois níveis, com o IDR (issuer default rating) a passar de “A” para "BBB+".




    in JNeg
     
  5. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BCP junta-se ao BES nas críticas à agência de "rating" Fitch

    BCP junta-se ao BES nas críticas à agência de "rating" Fitch


    BCP mantém contrato com a Fitch mas critica descida de "rating" hoje anunciado pela agência de notação financeira.


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    O Banco Comercial Português considera que o corte de “rating” hoje anunciado pela Fitch para os bancos portugueses não se justifica, uma vez que desde a última revisão, efectuada em Julho, “não se registou qualquer novo facto relevante que constituísse ou implicasse uma alteração significativa das condições de financiamento, liquidez, solvabilidade e rendibilidade dos bancos portugueses”.

    As críticas do BCP à Fitch surgem depois de o BES ter emitido um comunicado com afirmações mais agressivas.

    “O ‘rating’ de ‘BBB+’ atribuído pela Fitch Ratings não reflecte a solidez financeira” do BES, salientou o banco em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), considerando “que não existe uma justificação válida para a revisão em baixa do seu ‘rating’ em 3 níveis, em menos de 4 meses”.

    Em consequência, o Conselho de Administração do BES “decidiu não renovar o contrato com a Fitch Ratings”.

    O BCP não avança com criticas tão violentas, nem rescindiu contrato com a Fitch, mas também lança críticas à medida da Fitch.

    Diz o banco liderado por Carlos Santos Ferreira que a Fitch reconhece a “diminuição gradual e sustentada do recurso ao financiamento junto do BCE desde Agosto, como resultado dos esforços de diversificação das suas fontes de financiamento e de redução da sua dependência face ao BCE” a considera que esta revisão “também não reflecte os resultados obtidos pelos bancos portugueses nos Stress Tests conduzidos pelo CEBS”.

    Entre os quatro bancos que hoje sofreram cortes de “rating” por parte da Fitch, o BCP e o BES foram os únicos cuja notação desceu dois níveis, de A para BBB+.




    in JNeg
     
  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BES e BCP contestam critérios do corte de "rating" da Fitch

    BES e BCP contestam critérios do corte de "rating" da Fitch


    O corte do "rating" pela Fitch provocou o desagrado dos bancos portugueses. O BES decidiu terminar as relações com a agência americana afirmando que "a decisão tem incorrecções do ponto de vista técnico". O BCP diz que não há factos que justifiquem a alteração.


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    A Fitch cortou em dois níveis a classificação de risco do BES e do BCP e em um nível a do BPI e do Banif. Em todos os casos manteve uma perspectiva de evolução "negativa". O que significa que existe a possibilidade de novo agravamento da classificação. O "rating" de longo prazo da CGD e do Santander Totta manteve-se inalterado.

    O corte do "rating" pela Fitch provocou o desagrado dos bancos portugueses. O BES decidiu terminar as relações com a agência americana afirmando que "a decisão tem incorrecções do ponto de vista técnico".




    in JNeg
     
  7. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BES dá murro na mesa com notação da Fitch


    BES dá murro na mesa com notação da Fitch


    09/11/10 | Francisco Ferreira da Silva




    A notícia caiu como uma bomba nos meios financeiros nacionais. A agência de notação financeira Fitch decidiu cortar de novo a notação aos maiores bancos nacionais.

    A agência justificou esta atitude com a dependência da banca nacional em relação ao financiamento do Banco Central Europeu (BCE) o que, diz, aliado às necessidades de refinanciamento de dívida, coloca pressão sobre a liquidez das instituições. A descida da notação promete castigar as cotações das acções dos bancos mal abra a sessão de hoje na bolsa.
    O BES não gostou e divulgou, também publicamente, que considera não existir "justificação válida para a revisão em baixa do seu ‘rating' em três níveis em menos de quatro meses", pelo que "decidiu não renovar o contrato com a Fitch Ratings em resultado destas revisões". Ao tomar esta atitude, a administração do BES também demonstra que os seus fundamentais são bons e que o corte nas notações não parece ter sido tomado com base em critérios técnicos isentos, mas sim em análises mais conjunturais e imediatistas.
    O BES demonstra a sua solidez financeira com o rácio de capital, em especial o Tier 1, e o facto de estar a reduzir a utilização de fundos do BCE e a aumentar o volume de depósitos por contraponto aos créditos, também eles significativamente provisionados. Pode mesmo dizer-se que muito do que o BES diz é aplicável a outros bancos nacionais, cujas contas reflectem uma sólida situação financeira. Conclui-se, então, que a Fitch parece não ter querido ouvir as explicações que lhe foram prestadas pelos bancos e preferiu valorizar análises de alguns supostos especialistas que se dedicam a pintar uma situação tão negra quanto o necessário para fazer brilhar o seu protagonismo.
    Se olharmos para o passado recente verificamos que a Fitch cortou o ‘rating' aos bancos portugueses em Julho, no rescaldo dos cortes à República Portuguesa. Mais recentemente, as agências disseram que iam esperar pelo fim do folhetim do Orçamento para saber o que fazer. Agora que o documento está aprovado, como queriam os analistas, os mercados e as agências de ‘rating', parecia improvável que viesse a verificar-se de imediato um corte na notação nacional e mais ainda na dos bancos. Razão pela qual esta atitude da Fitch é ainda mais incompreensível.
    Mas também temos de nos interrogar se, como num jogo de futebol, vale a pena contestar as decisões do árbitro. O BES não vai pagar mais à Fitch, mas precisa das notações das agências para emitir dívida. A Fitch perde o pagamento do BES, mas não deve deixar de fazer a análise do banco. Por isso, a atitude do BES é corajosa e compreensível, mas arriscada. Ainda assim, é bom que alguém dê um murro na mesa e diga "basta". Portugal é, na maior parte das vezes, menosprezado a nível internacional e é bom que alguém recorde aos mercados, aos analistas e às agências de ‘rating' que os nossos bancos têm feito um esforço sério de consolidação, possuem bons fundamentais e que é preciso olhar para eles com respeito e atenção.



    in DE
     
  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BES rasga contrato com Fitch após corte de ‘rating’


    Banca

    BES rasga contrato com Fitch após corte de ‘rating’


    09/11/10

    A Fitch cortou a notação da dívida de quatro bancos portugueses – BCP, BES, BPI e Banif – o que levou o BES a dispensar os serviços da agência.

    As más notícias estão de volta à banca portuguesa. Menos de quatro meses depois dos ‘downgrades' do final de Julho, a Fitch Ratings decidiu ontem avançar com novos cortes.
    Os argumentos são, no essencial, os mesmos. A Fitch está preocupada com os "crescentes riscos de liquidez e financiamento" da banca portuguesa, que têm implicado um maior recurso ao BCE. Outro motivo de preocupação é a deterioração da situação económica nacional e da qualidade dos activos dos bancos portugueses.
    Em resultado, quatro bancos viram as suas notações de dívida de longo prazo revistas em baixa e três sofreram um corte dos seus ‘ratings' individuais. Também nas notações de dívida de curto prazo vários bancos foram afectados. Estas reduções traduzem-se num agravamento dos custos de financiamento da banca no mercado.



    in DE
     
  9. DragTeam

    DragTeam Staff SysOp Membro Gold

    lol então as empresas de rating não era suposto serem independentes?

    Ai então se nao der a nota que os meninos querem, tá a cortar o dissimo :D

    Enfim só ficou mal visto o BES!
     
  10. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BPI: Redução do "rating" dos bancos pode melhorar remuneração dos depósitos

    BPI: Redução do "rating" dos bancos pode melhorar remuneração dos depósitos


    As redução da notação dos bancos portugueses é "negativa" para a sua avaliação, embora os analistas a classifiquem de "certa forma esperada". Já os depositantes poderão beneficiar.


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    O corte do “rating” da Agência Fitch aos bancos portugueses é “negativo” porque poderá reflectir-se em “custos de financiamento mais elevados” para os bancos portugueses e reduzir a sua margem financeira. Por outro lado esta alteração do “rating” poderá aumentar importância dos depósitos como alternativa de financiamento para os bancos.

    “Também é importante não excluir que os bancos podem começar a adoptar uma postura mais agressiva no retalho de oferta de depósitos, como uma alternativa de financiamento", refere o BPI no Iberian Daily de hoje.

    Ainda assim, os analistas do BPI classificam a subida da remuneração dos depósitos como “improvável por agora” já que os bancos deverão reconhecer que esta medida irá penalizar os resultados do sector. É que qualquer alteração da remuneração por uma instituição iria rapidamente ser seguida pelos restantes concorrentes, impedindo-a de ganhar quota de mercado.

    Na sessão de hoje os títulos do sector bancário estão a ressentir-se da redução do seu "rating" pelas agência Fitch. O BCP recua 1,58% para 0,623 euros e o BPI deprecia 1,55% para 1,521 euros. O BES desce 1,19% para 3,31 euros, tendo sido o única que cancelou as suas relações com a agência de notação, afirmando que a última decisão da Fitch denota "incorrecções do ponto de vista técnico".




    in JNeg
     
  11. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Poder das agências de "rating" tem de ser travado

    Financial Stability Board

    Poder das agências de "rating" tem de ser travado


    As decisões das agências de "rating" não devem ser interpretadas à letra nem levadas às últimas consequências. É preciso que os mercados e os actores institucionais aprendam a guiar-se por outros meios e reduzam a sua exposição aos ditames destas empresas. A recomendação poderia ser do BES, mas é do Financial Stability Board (FSB).


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    Criado para coordenar o trabalho das autoridades financeiras nacionais e das instituições internacionais, com vista a promover uma regulação e supervisão efectivas, o FSB conta com mais de duas dezenas de membros, entre os quais BCE, FMI, OCDE, Banco Mundial e Banco Internacional de Pagamentos (BIS).

    No final de Outubro, divulgou uma série de princípios com vista a combater o que considera ser a excessiva dependência e vulnerabilidade do sistema financeiro às agências de “rating” – um mercado dominado por três empresas norte-americanas, Standard&Poor’s, Moody’s e Fitch, que permanecem incontornáveis para os investidores internacionais, mesmo depois dos erros flagrantes de avaliação que exacerbaram a crise financeira de 2008.

    Num documento divulgado a 27 de Outubro, a instituição liderada por Mário Draghi, governador do Banco de Itália, insiste ser "urgente" reduzir a dependência das decisões das agências de rating. Em particular, sublinha, é preciso alterar a regulamentação, nacional e internacional, que gera “respostas mecânicas dos participantes dos mercados” às mexidas nas notações, designadamente dos bancos que, abaixo de uma determinada classificação de risco deixam, por exemplo, de poder integrar consórcios internacionais.

    Intitulado “Princípios para reduzir a dependência dos rating das agências de notação de risco”, o trabalho do FSB foi publicado com o objectivo de “catalisar alterações significativas nas práticas actuais, acabar com a dependência mecânica dos participantes do mercado e estabelecer, em alternativa, práticas internas mais robustas de avaliação de risco de crédito”.

    As suas recomendações foram debatidas há duas semanas no G20 Finanças e fazem parte dos documentos que serão levados à cimeira do G20 de Seul, que começa nesta semana.

    As avaliações das agências de rating têm estado sob fogo cerrado. Mas o corte, ontem, do "rating" dos bancos portugueses pela agência Fitch provocou uma reacção especialmente virulenta. O BES anunciou que terminou as relações comerciais com a agência norte-americana afirmando que "a decisão tem incorrecções do ponto de vista técnico". O BCP ainda não seguiu pelo mesmo caminho, mas assegura que não há factos que justifiquem a alteração na classificação de risco do banco.




    in JNeg
     
  12. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BBB no país Ah Ah Ah

    BBB no país Ah Ah Ah


    Pedro Santos Guerreiro


    Numa luta de elefantes, quem se trama é a relva.
    A frase, que é mais colorida no original brasileiro, mostra como está Portugal perante as agências de "rating": um dano colateral, pisado por gigantes.


    A descida do "rating" dos quatro bancos anunciada ontem pela Fitch foi inesperada e brutal. Sobretudo para o BES e BCP, aos quais o "rating" foi cortado em dois "degraus", para BBB, acrescido de "outlook" negativo. É um nível humilhante, que coloca estes bancos à beira da exclusão de grandes investidores mais selectivos.

    Tememos quando vemos o sismógrafo das taxas de juro roçar os 7%. Mas há muito que o problema português deixou de ser preço para ser acesso. Portugal e os seus bancos olham para a frente e vêem a parede imaginada por Fernando Ulrich cada vez mais próxima. Pagarão o que for preciso para aceder ao capital. Precisam é de tê-lo. E neste momento há fundos soberanos e investidores institucionais que já nos riscaram do mapa do seu dinheiro.

    Como já aqui foi escrito, não estamos como a Irlanda: Portugal não tem um problema com os seus bancos, os seus bancos é que têm um problema com Portugal. O estado da economia portuguesa, frágil e deprimida, agrava as perspectivas dos bancos, que vão fazendo controlo de danos no malparado e aguentando sectores como a construção e o imobiliário para evitar males maiores. Fazer estes cortes de "rating" é como atar bolas de chumbo aos pés de quem tenta nadar.

    A Fitch não explica as razões dos seus cortes em cada um dos bancos, dá apenas uma explicação geral e genérica: o corte reflecte "o aumento do risco de financiamento e liquidez" destas instituições, "dada a elevada dependência das fontes de financiamento de curto e médio prazo, bem como o aumento do recurso ao BCE, no contexto de continuadas dificuldades de acesso aos mercados de capitais e deterioração da qualidade dos activos domésticos".

    Trocando por miúdos: os mercados vão-se fechando a Portugal e, como nos últimos anos o financiamento foi sendo feito a prazos curtos (um, dois, três anos), em 2011 converge uma necessidade de refinanciamentos dramática. É justo, este corte? Se o é, é parcial: onde estão os mesmos cortes para os bancos espanhóis, em pior situação? O BCP critica, o BES vai mais longe e corta a relação comercial com a Fitch. Uma medida sã mas provavelmente vã, de um banco sem dimensão para iniciar um turbilhão contra as agências de "rating". Estas decisões podem ser injustas, mas permanecem eficazes.

    O mundo está um lugar estranho. Os Estados Unidos despejam dólares sobre a economia, com decisões de legalidade duvidosa. A Europa divide-se na hipótese de abrir uma guerra cambial a partir do euro. Enquanto isso, o factor político trai a lucidez tanto em Portugal como na Alemanha, que dramatiza as penalizações futuras a países que peçam socorro, o que acaba por apressar esses pedidos de socorro. E o FMI, quando olha para Portugal, faz cruz-credo à inviabilidade política.

    Não é o número 7% dos juros mas a letra B de um "rating" que detonará o pedido de ajuda de Portugal. Se depois da banca vier o corte da República, temos o destino traçado. Entretanto, por cá, os partidos continuam cegos pelo poder que ainda nem sequer têm. O acordo entre o PS e o PSD está por implementar e os políticos das oposições chegam a mostrar risos pela desgraça que confirma os seus avisos. É tétrico. É fútil. É fatal. Ah, ah, ah? BBB!




    in JNeg
     
  13. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Artur Santos Silva: "não é facilmente explicável" os novos cortes da Fitch

    Artur Santos Silva: "não é facilmente explicável" os novos cortes da Fitch


    "Chairman" do BPI considera que "não houve nada de essencial" que justifique uma nova redução dos "ratings" dos bancos por parte da Fitch.


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    “Eu acho que não é facilmente explicável por que a Fitch, em cerca de quatro meses, desceu alguns bancos em três níveis o seu ‘rating’”, afirmou o responsável à margem da conferência da Cotec.

    “Não houve nada de essencial que se tivesse passado nesses bancos nesse período”, salientou.

    “Para mim é difícil entender o que se passou. No caso do BPI nós só descemos um nível nesta revisão, mas acho que uma agência de ‘rating’ que em Julho tomou determinadas medidas de ‘downgrading’ e muito pouco tempo depois fez as revisões que fez... Isto não se justifica”.

    Não existindo alterações significativas nos bancos e “não tendo descido o ‘rating’ da República, acho que a situação concreta dos bancos portugueses é estável e tem respondido bem a esta situação de crise”, sublinhou.





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  14. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ulrich diz que corte de 'rating' pela Fitch foi "lamentável"


    Banca

    Ulrich diz que corte de 'rating' pela Fitch foi "lamentável"

    Económico com Lusa
    09/11/10

    O presidente do banco BPI considera a revisão em baixa do ‘rating’ dos bancos portugueses pela Fitch "um movimento muito infeliz".

    "O corte do 'rating' dos bancos portugueses anunciado pela Fitch foi um movimento muito infeliz e uma decisão lamentável, sobretudo no momento em que aconteceu", afirmou Fernando Ulrich aos jornalistas, à margem da apresentação do livro "Quero um emprego", que decorreu hoje em Lisboa.
    Segundo o banqueiro, a decisão é de difícil compreensão, depois do acordo alcançado entre Governo e PSD relativamente à aprovação do Orçamento do Estado para 2011.
    Ainda assim, Ulrich realçou que "o ‘rating' do BPI só foi reduzido um degrau", revelando que, ao contrário do BES, não vai tomar a decisão de rescindir contrato com a agência de notação financeira.
    A Fitch cortou na segunda feira os ‘ratings' da dívida de longo prazo de BCP, BES, BPI e Banif, devido aos riscos relacionados com o financiamento e a liquidez, e ainda os ‘ratings' individuais dos bancos CGD, BCP e BES.
    Em sequência, o BES decidiu romper o contrato com a Fitch.



    in DE
     
  15. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Corte de "rating" na banca reflecte mau estado das contas públicas

    Corte de "rating" na banca reflecte mau estado das contas públicas


    Especialistas dizem que a situação da banca não justifica "downgrade".

    O corte de "rating" a que BES, BPI, BCP e Banif foram anteontem sujeitos é uma reacção à degradação das contas públicas portuguesas e ao acesso cada vez mais difícil do Estado português aos mercados financeiros. É esta a opinião dos especialistas contactados pelo Negócios, que defendem que a banca está agora a pagar uma parte da factura do descontrolo orçamental.

    "Objectivamente, não há nada na situação financeira dos bancos que justifique um "downgrade" neste momento", diz Paulo Pinho, professor na Faculdade de Economia da Universidade Nova. "O risco dos bancos não pode ser separado do risco do Estado. Como o "rating" da República já foi cortado há algum tempo, era de esperar que o mesmo acontecesse agora aos bancos", acrescenta João Duque, professor no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).




    in JNeg
     
  16. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BES sem margem para dispensar segunda agência de "rating"

    BES sem margem para dispensar segunda agência de "rating"


    Banco garante que mantém contratos com a Standard & Poor"s e a Moody"s.


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    Se, na próxima semana, a Moody's revir em baixa a notação de crédito dos bancos portugueses com os mesmos argumentos da Fitch, o BES rescinde o contrato com uma segunda agência de "rating"? O banco liderado por Ricardo Salgado não faz mais comentários sobre a decisão de dispensar a Fitch, que justificou com a existência de "incorrecções técnicas" na sua mais recente avaliação.

    Mas, tendo em conta o modo de funcionamento dos mercados internacionais, o BES não tem margem para dispensar outra agência, passando a trabalhar apenas com uma empresa de notação de risco.




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  17. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Presidente do BPI considera que agência Fitch teve "movimento muito infeliz"

    Presidente do BPI considera que agência Fitch teve "movimento muito infeliz"


    A revisão em baixa do rating dos bancos portugueses anunciada na segunda-feira foi "um movimento muito infeliz" e uma decisão "lamentável".


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    O presidente do banco BPI, Fernando Ulrich, disse ontem que a revisão em baixa do rating dos bancos portugueses anunciada na segunda-feira foi "um movimento muito infeliz" e uma decisão "lamentável".

    "O corte do rating dos bancos portugueses anunciado pela Fitch foi um movimento muito infeliz e uma decisão lamentável, sobretudo no momento em que aconteceu", afirmou Ulrich aos jornalistas, à margem da apresentação do livro "Quero um emprego", que hoje decorreu em Lisboa.

    Segundo o banqueiro, a decisão é de difícil compreensão, depois do acordo alcançado entre Governo e PSD relativamente à aprovação do Orçamento do Estado para 2011.

    Ainda assim, Ulrich realçou que "o rating do BPI só foi reduzido um degrau", revelando que, ao contrário do BES, não vai tomar a decisão de rescindir contrato com a agência de notação financeira.

    A Fitch cortou na segunda feira os ratings da dívida de longo prazo de BCP, BES, BPI e Banif, devido aos riscos relacionados com o financiamento e a liquidez, e ainda os ratings individuais dos bancos CGD, BCP e BES. Em sequência, o BES decidiu romper o contrato com a Fitch.




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  18. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Bava defende diálogo com agências de "rating"

    Bava defende diálogo com agências de "rating"


    Zeinal Bava defendeu que o melhor caminho para lidar com as agências de "rating" é o "diálogo".

    "Apesar de estarmos em desacordo com os argumentos que usam para nos avaliar, temos de viver com isso, sendo Portugal um país periférico", afirmou Zeinal Bava durante uma conferência realizada em Gaia, promovida pela CGD e "Diário Económico".

    Numa altura em que o BES quebrou a sua ligação com a Fitch e o BCP se juntou ao coro de críticas, Bava defendeu que "temos de trabalhar de perto com as agências de ‘rating’ para que elas percebam as questões particulares do nosso mercado", disse o CEO da PT.

    Bava deu como exemplo o caso da PT: "Elas [agências de rating] só olhavam para a nossa dívida bruta e não líquida. Tivemos que trabalhar em conjunto com eles para que começassem a olhar para a nossa dívida líquida".




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  19. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Temos de trabalhar de perto com as agências de ‘rating’"


    Conferência

    "Temos de trabalhar de perto com as agências de ‘rating’"

    10/11/10

    Zeinal Bava diz que apesar de discordar dos argumentos que usam nas avaliações, é preciso trabalhar de perto com as agências de ‘rating’.

    "Temos de trabalhar de perto com as agências de ‘rating' para que elas percebam as questões particulares do nosso mercado", disse o presidente-executivo da PT na conferência que o Diário Económico e a Caixa Geral de Depósitos estão a realizar em Vila Nova de Gaia.
    Zeinal Bava adiantou que as agências de notação passaram por exemplo a ter em conta a situação da Caixa Geral de Depósitos e da Portugal Telecom.
    "Apesar de estarmos em desacordo com os argumentos que usam para nos avaliar, temos de viver com isso ", notou Bava, acrescentando que "tivemos que trabalhar em conjunto com elas para que começassem a olhar para a nossa dívida líquida".



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  20. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ulrich: "Às vezes os timings das "agências de rating" são muito irritantes"

    Ulrich: "Às vezes os timings das "agências de rating" são muito irritantes"


    O presidente do BPI deixou hoje críticas ao momento escolhido pelas agências de "rating" para mexerem nas classificações de risco. Mas não considera desfasadas as análises realizadas.

    Fernando Ulrich comentou a decisão da Fitch em baixar o “rating” dos bancos portugueses, tomada esta semana. Em reacção à decisão da agência americana, o BES “despediu” a Ficth.

    Mais do que a qualidade da análise, o presidente do BPI questionou o “timing” em que é feita, , num almoço promovido pelo gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa, sob o tema “governação económica europeia: soluções para a crise”.

    “Eles dizem que o problema dos bancos é o problema de financiamento do Estado. E no momento em que o país aprova um Orçamento esforçado e sério é que eles baixam o ‘rating’ dos bancos”, questiona Ulrich.

    “As notas parecem correctas, mas com ‘timings’ muito infelizes”, considera.

    O responsável diz que é impossível escapar à influência das agências de “rating”: “Quer queiramos, quer não, os investidores dão-lhes muito crédito. Os investidores têm regras baseadas nas classificações das agências de ‘rating’ nas suas estratégias de gestão do risco”.

    Esta dependência é muito difícil de mudar, sobretudo numa altura em que o risco aumentou. Ulrich põe pouca fé na criação de uma agência de ‘rating’ europeia, mas considera que era bom terem maior concorrência.

    A Comissão Europeia está a preparar nova legislação para enquadrar a actividade das agências de ‘rating’. A futura Autoridade Europeia para os Mercados de Capitais será responsável pela regulação e supervisão.




    in JNeg
     
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