Goldman Sachs: "Há uma grande probabilidade de Portugal recorrer à ajuda da UE"

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Goldman Sachs: "Há uma grande probabilidade de Portugal recorrer à ajuda da UE"


    Para o economista-chefe do banco de investimento os actuais custos de financiamento, tanto de Portugal, como da Irlanda, são "claramente insustentáveis".


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    Erik Nielsen acredita que existe uma grande probabilidade de Portugal e da Irlanda "precisarem de recorrer à ajuda a União Europeia".

    Os comentários de Nielsen surgem numa altura em que os juros da dívida dos dois países têm batido sucessivo máximos históricos. Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos atingiram hoje, pela primeira vez, os 6,8%, enquanto os irlandeses chegaram aos 7,859%.

    Para Nielsen, estes níveis de financiamento são "claramente insustentáveis". Assim, "a não ser que os mercados de um momento para o outro acalmem, há uma grande probabilidade da Irlanda e de Portugal terem que recorrer a ajuda da União Europeia", disse o responsável do Goldman Sachs à Bloomberg Television.




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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Há grande probabilidade de Portugal pedir ajuda"


    Goldman Sachs

    "Há grande probabilidade de Portugal pedir ajuda"


    08/11/10

    O economista-chefe para a Europa do Goldman Sachs acredita que há grandes hipóteses de Portugal recorrer ao mega fundo europeu.

    "Considero que há uma grande probabilidade de Irlanda e Portugal acabarem por ter de pedir ajuda e recorrer ao mega fundo europeu e ao FMI, presumivelmente, a menos que os mercados acalmem de repente, outra vez", afirmou Erik Nielsen, em entrevista à Bloomberg.
    O economista-chefe para a Europa do Goldman Sachs notou ainda que "certamente estes custos de financiamento que estamos a verificar não são definitivamente sustentáveis para um país que não vai crescer assim tão depressa durante alguns anos".
    As declarações de Erik Nielsen surgem num dia em que os indicadores de dívida de Portugal e Irlanda renovaram máximos históricos, com o adensar dos receios dos investidores em relação a estes países do euro.
    O juro das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos superou hoje os 6,8%, chegando aos 6,819%, estando cada vez mais perto do limite definido por Teixeira dos Santos, de 7%, para Portugal começar a pensar em recorrer a ajuda internacional.
    No mesmo sentido, o juro das OT a 10 anos irlandesas atingiu os 7,88%, também máximos históricos, apesar de o Governo irlandês ter apresentado na sexta-feira passada um novo plano de austeridade para angariar mais 6 mil milhões de euros em receita fiscal. O objectivo é fechar o ano de 2011 com um défice entre os 9,25% e os 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.



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