Governo gasta 200 mil euros por mês com dois hospitais desactivados

Discussão em 'Nacional (Notícias)' iniciado por JuizDidi, Outubro 19, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Governo gasta 200 mil euros por mês com dois hospitais desactivados


    O Ministério da Saúde está a sustentar dois hospitais que estão desactivados desde Fevereiro, avançou hoje a "Rádio Renascença".

    O Ministério de Ana Jorge está a gastar 200 mil euros por mês com remunerações e a manutenção de dois hospitais que estão fechados há oito meses, no concelho de Cascais.

    Em comunicado, o Ministério da Saúde explica que é esse o motivo, porque, no Orçamento do Estado para 2011, se extingue o Hospital Conde Castro Guimarães, situado no centro de Cascais, mas nada diz sobre a outra instituição que forma o Centro Hospitalar de Cascais: o Hospital Ortopédico de Carcavelos.

    Ao Negócios, o Ministério da Saúde explicou que "apesar da transferência de toda a actividade assistencial para o novo edifício hospitalar já se encontrar concluída desde Fevereiro de 2010, e do Hospital Castro Guimarães (Cascais) não realizar actividade assistencial, existe toda a actividade de encerramento de contas, gestão de recursos humanos e de património que obriga, por algum tempo, à manutenção da estrutura, tanto de direito como de facto".

    Hoje ao "DN", o presidente da Câmara de Cascais já tinha dito que a extinção do hospital Conde Castro Guimarães, que consta no Orçamento do Estado para 2011, "deve ser um lapso". "Qualquer dos dois edifícios estão vazios. Todo o profissional foi absorvido pelo novo hospital de Cascais e não tem ninguém lá a trabalhar. Aliás, todo o equipamento que lá estava foi doado para a Guiné e para instituições nacionais de solidariedade social, como a Cruz Vermelha e Misericórdia", garantiu.

    A proposta do Orçamento prevê ainda a fusão de uma dezena de hospitais, criando grandes centros hospitalares como será o caso de Coimbra. Ao Negócios, o presidente da Associação de Administradores Hospitalares, Pedro Lopes, já tinha dito que esta fusão "pode ser positiva" mas frisou que "carece de estudo".




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