Governo: "Não está prevista a intervenção nem a solicitação da intervenção do FMI"

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 10, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    PT

    Zeinal não teme recurso ao FMI

    10/11/10

    O presidente-executivo da PT afirmou há minutos que não teme um eventual recurso do País ao FMI, uma vez que a realidade portuguesa é diferente da da Irlanda ou da Grécia.

    "Não temos de temer nada. Se tiver de se fazer, terá de se fazer", afirmou o presidente-executivo da PT, acrescentando que a situação portuguesa é "diferente" da da Grécia e da Irlanda, outros países países europeus que estão sob fogo cerrado dos mercados.

    O CEO da PT é o orador convidado da conferência que a Caixa Geral de Depósitos e o Diário Económico estão a realizar em Vila Nova de Gaia.




    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "O que tivermos a fazer temos que fazer"

    Zeinal Bava

    "O que tivermos a fazer temos que fazer"


    Sobre a possibilidade de o FMI intervir em Portugal, o CEO da PT afirmou o País tem que tomar as medidas necessárias e sublinhou a importância da credibilidade.

    Questionado sobre a possibilidade do FMI chegar a Portugal, Zeinal Bava disse: "O que tivermos a fazer temos que fazer. Mas também não temos grandes opções. A nossa situação é estruturalmente diferente da Grécia e da Irlanda mas o facto de sermos um mercado periférico tem efeitos muito grandes".

    Bava deu como solução a necessidade de ter balanços fortes e salientou a importância da credibilidade, já que "caso contrário podemos anunciar as medidas que quisermos".




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  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    FMI esteve em Portugal em plena crise política

    FMI esteve em Portugal em plena crise política


    Técnicos estiveram em Lisboa a 26 e 27 de Outubro. FMI e Ministério dizem que se tratou apenas de uma visita de rotina.


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    O Fundo Monetário Internacional (FMI) passou por Portugal há duas semanas (dias 26 e 27 de Outubro), assistindo de perto à ruptura nas negociações entre Governo e PSD. Dois dias depois, o acordo era assinado.

    A visita ocorreu numa altura em que juros da dívida pública atingiam novos máximos - ultrapassando os 5,9% pela primeira vez desde a apresentação do Orçamento do Estado no dia 16 de Outubro. A tensão política em Portugal e o estado asfixiante das condições de financiamento são, por isso, bem conhecidas da equipa do FMI.

    Os técnicos estiveram no Ministério da Economia e do Ministério das Finanças, onde, entre outros dados, pediram informação detalhada sobre o funcionamento da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI).




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  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "O cutelo do FMI está em cima de nós"

    Nuno Serafim

    "O cutelo do FMI está em cima de nós"


    Recorrer ao fundo de estabilização vai afectar o nosso "amor próprio", mas pode ser a solução para acalmar os mercados, diz o director-geral para a Península Ibérica da IG Markets.


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    Os juros da dívida de Portugal bateram hoje novos máximos desde a adesão ao euro, depois de furarem a fasquia dos 7%. Actualmente, para Nuno Serafim, o director-geral para a península Ibérica da IG Markets, o “cutelo do FMI está sobre nós. Ou acerta, ou desaparece”.

    Recorrer ao fundo de estabilização financeira criado pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) “vai afectar o nosso amor próprio”, mas o especialista acredita que essa pode ser a opção mais correcta, de forma a devolver alguma estabilidade ao mercado.

    “O FMI pode sossegar os mercados, dando aos investidores a confiança de que Portugal conseguirá implementar as medidas anunciadas no Orçamento do Estado para 2011. Garante a execução”, defendeu Nuno Serafim, hoje, num encontro com a imprensa para assinalar os dois anos da IG Markets em Portugal.




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  5. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Governo: "Não está prevista a intervenção nem a solicitação da intervenção do FMI"


    João Tiago Silveira, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, reiterou que "não está previsto pelo Governo pedir a intervenção do FMI".

    “Estamos focados em atingir o objectivo de redução do défice. É um fortíssimo esforço que todos os portugueses têm de fazer. É uma responsabilidade de todos: Governo, Assembleia, oposição e os portugueses”, afirmou o responsável em conferência de imprensa do Conselho de Ministros.

    “É nisto que temos de estar concentrados”, acrescentou.

    João Tiago Silveira sublinhou que “não está prevista a intervenção, nem a solicitação da intervenção do FMI”, num dia em que os juros da dívida pública portuguesa voltaram a superar novos máximos desde que existe euro. O juro da dívida pública a 10 anos superou hoje os 7,2%.

    "É preciso mostrar que este ano vamos aprovar um Orçamebro que permita reduzir o défice para 4,6% em 2011", esse é um "esforço nacional e conjunto", afirmou. "O Governo vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance" para conseguir atingir as metas e "espera que a oposição esteja disponível para o diáologo e para a concretização dos compromissos".

    Esta declaração surge no dia em que o líder da bancada parlamentar do PS revelou que o Governo, PSD e PS vão reunir-se segunda-feira, pela primeira vez, na Assembleia da República, para acertarem as alterações na especialidade à proposta de Orçamento do Estado para 2011.




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  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Não está previsto pedir a intervenção do FMI"


    Governo

    "Não está previsto pedir a intervenção do FMI"


    11/11/10

    O secretário de Estado da Presidência reforçou hoje que o Governo não tem planos de recorrer ao FMI, apesar da subida dos juros.

    "Não está previsto pelo Governo pedir a intervenção do FMI", afirmou João Tiago Silveira, no habitual 'briefing' após o Conselho de Ministros, quando questionado sobre a escalada dos juros da dívida pública portuguesa, que superaram hoje os 7,3%, um novo máximo.
    O mesmo responsável frisou que "neste momento estamos focados em atingir o objectivo de reduzir o défice para 4,6% em 2011", o que "é um fortíssimo esforço que todos os portugueses têm de fazer e para o qual o Governo também contribui".
    Tiago Silveira frisou que esta meta "exige responsabilidade de todos, do lado do Governo, do lado da Assembleia, do lado da oposição e do lado de todos os portugueses", e que "é nisto que temos de estar concentrados".
    Sobre a notícia da presença de profissionais do FMI numa reunião em Portugal, na semana passada, o responsável adiantou que "foi uma mera reunião de rotina como tantas vezes aconteceu ao longa da nossa vida, no nosso País e como tanta vezes acontece em relação a outros países".



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  7. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Daniel Bessa: Intervenção do FMI "não é tão má quanto fazem entender"

    Daniel Bessa: Intervenção do FMI "não é tão má quanto fazem entender"


    O director da Cotec Portugal, Daniel Bessa, afirmou hoje que a vinda do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Portugal apesar de "não ser a melhor solução" para a situação financeira de país, "seguramente não é tão má quanto fazem entender".


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    O ex-ministro da Economia de António Guterres falava no Funchal à margem de um curso promovido pela Associação de Comércio e Industria da capital madeirense (ACIF) subordinado ao tema "Boas práticas de gestão de inovação".

    "O FMI só vem quando o chamam. É gente bem-educada", disse Daniel Bessa.

    Sustentou que "o que está em causa é um problema de credibilidade, de imagem, de prestígio, nomeadamente das autoridades nacionais, do Governo e, desse ponto de vista, a vinda de uma entidade como o Fundo, se tiver que ser chamada, não é positiva, mas de resto criam-se fantasmas".

    Referiu que está ultrapassada a "barreira dos 7 por cento" nos juros da dívida pública, apontando que a Irlanda "está acima desse valor há muitas semanas e não é por isso que o FMI chegou lá".

    Recordou que o Fundo Monetário Internacional "já esteve duas vezes em Portugal e ninguém morreu", acrescentando que o FMI "só chegará a Portugal se alguém concluir que não é capaz de resolver o problema e precisa de ajuda", uma decisão que "cabe ao Governo".

    Daniel Bessa considerou também que a proposta de Orçamento do Estado para 2011 "é para resolver problemas de tesouraria do Estado, para que daqui a 3 meses consiga pagar salários".

    O antigo governante mencionou que "no tempo do escudo pagar salários e comprar o que quer que seja era relativamente fácil, porque ia-se ao Banco de Portugal fazer notas, o Estado comprava e pagava, mas hoje o Estado não tem uma máquina de fazer euros", argumentou.

    Daniel Bessa refere que "só há duas maneiras de ter euros: é vender lá para fora ou ter quem nos empreste", pelo que o OE serve apenas para "vencer problemas de curto prazo, de tesouraria e não tem espaço para tratar de outras questões a prazos mais importantes e longos".

    Sobre os juros da dívida pública, sublinha que "se olharmos para o que se passou em Portugal nos últimos 10 anos, o volume de juros que está a pagar cresceu mais que o PIB, pelo que os portugueses todos juntos têm menos dinheiro que tinham há 10 anos e de cada vez que a taxa de juro sobe esta questão torna-se mais difícil".

    A Cotec Portugual é uma associação empresarial para a inovação, sem fins lucrativos que conta com mais de 120 associados e tem como missão "promover o aumento da competitividade das empresas localizadas em Portugal, através do desenvolvimento e difusão de uma cultura e de uma prática de inovação, bem como do conhecimento residente no país".



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  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    A vinda do FMI "já esteve mais longe"

    A vinda do FMI "já esteve mais longe"

    Presidente do BES admitiu, pela primeira vez, que a possibilidade de Portugal recorrer ao FMI “é uma eventualidade”.


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    Apesar de admitir que é hoje uma “eventualidade” Portugal ter que recorrer ao FMI para se conseguir financiar, Ricardo Salgado não aconselha este cenário, pois colocaria em causa a credibilidade do país.

    “Estamos a viver um período de grande instabilidade”, disse o presidente do BES em entrevista à RTP, reconhecendo que “estes juros [que hoje ficaram um novo recorde acima dos 7,2%] não são sustentáveis”.

    Questionado sobre a possibilidade de Portugal ter que recorrer ao FMI, Salgado admitiu que esse cenário é “uma eventualidade, sem dúvida”, mas não a recomenda, pois colocaria em causa a respeitabilidade do país e afectaria a imagem de Portugal no exterior e também dentro do país.

    Reconhecendo que a vinda do FMI a Portugal "já esteve mais longe", Salgado lembrou também que a totalidade da dívida pública necessária para este ano “já foi refinanciada”, pelo que “temos aqui alguma folga”.

    Reconheceu que teria sido melhor o ministro das Finanças não ter falado do nível dos 7% a partir do qual poderia ser preferível solicitar a intervenção do FMI, mas defendeu Teixeira dos Santos, ao considerar que este “foi ultrapassado pela França e Alemanha”

    Sobre a derrapagem das contas públicas em 2010, Salgado afirmou que o “Governo foi ultrapassado pelas circunstâncias e o ministro também, o que põe em causa credibilidade das finanças públicas”

    Para o presidente do BES, agora o “Orçamento do Estado tem que ser cumprido” e esse é mesmo o “grande desafio”

    Reconheceu que o Orçamento “tem um enorme carga fiscal sobre os portugueses, mas tem uma carga tão grande ou maior que essa, que é a respeitabilidade do estado português”.

    O presidente do BES apelou ao “entendimento entre partidos e Governo” no Orçamento do Estado, pois está em causa a respeitabilidade do país perante os nossos credores”

    “Não podemos perder tempo com distracções” e “temos que executar OE o mais depressa possível”, disse Ricardo Salgado, elogiando ainda a iniciativa de ser criado um organismo independente para acompanhar evolução orçamental do país.

    Sobre as grandes obras públicas, o presidente do BES lembrou que "fui o primeiro a intervir quando vi que não havia alternativa” em avançar com esses projectos.

    Ainda assim, continua a defender a racionalidade doas grandes obras públicas, pois o "TGV não é um luxo" e todos os países estão a apostar neste meio de comunicação e "se não fizermos um aeroporto que consiga receber grandes aviões "vamos perder a TAP".



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  9. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Mário Soares: "Não se pode fazer do FMI um bicho papão"

    Mário Soares: "Não se pode fazer do FMI um bicho papão"


    O antigo Presidente da República Mário Soares afirmou hoje que Portugal não deve encarar o Fundo Monetário Internacional (FMI) como "um bicho papão" e deve estar preparado para o enfrentar caso seja necessária a sua intervenção.


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    "Se for necessário a sua intervenção, pois claro que terá de entrar e não se deverá ter medo. Não se pode fazer disso um bicho papão", considerou Mário Soares.

    O antigo Presidente da República falava aos jornalistas à margem de uma conferência realizada hoje numa escola de Odivelas, a propósito das comemorações do centenário da República.

    No entanto, apesar de Mário Soares admitir a hipótese de intervenção do FMI em Portugal, sublinhou que, nesta altura, "é essencial o PS e o PSD entenderem-se para acalmar os mercados".

    "Neste momento, o que os dois partidos podem fazer é entenderem-se para fazer cumprir aquilo que está escrito no acordo a que chegaram para a aprovação do Orçamento do Estado", considerou.

    Os juros da dívida portuguesa a 10 anos continuaram hoje acima dos sete por cento, tendo já tocado nos 7,37 por cento, sendo Portugal também um dos países em que mais avançam os seguros contra o incumprimento da dívida.




    in JNeg
     
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