Horta Osório é o novo CEO do Lloyds

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 3, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Banca

    Horta Osório é o novo CEO do Lloyds


    03/11/10

    António Horta Osório foi formalmente convidado este fim-de-semana pelo Governo britânico para liderar o Lloyds.

    Como CEO do Lloyds, banco controlado em 40% pelo Governo britânico, Horta Osório, com 46 anos, terá como primeira missão devolver aos contribuintes o dinheiro aplicado no resgate do banco durante o pico da crise financeira.

    Actualmente à frente do Abbey, a unidade do Santander no Reino Unido, o português viajou esta segunda-feira para Madrid onde terá acertado a sua saída para o Lloyds com a família Botín.

    Já depois isso, Horta Osório, também administrador não executivo do banco central inglês, foi sujeito aos habituais testes dos reguladores do mercado. Esta manhã, no site do banco, o Lloyds confirmou que Horta Osório será o seu novo CEO a partir de Março de 2011.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ana Patricia Botin substitui Horta Osório no Santander no Reino Unido


    Banca

    Ana Patricia Botin substitui Horta Osório no Santander no Reino Unido

    Económico com Lusa
    03/11/10

    A actual presidente do Banesto vai assumir o cargo de responsável máximo do Santander no Reino Unido, substituindo António Horta Osório que vai liderar o Lloyd's Bank.

    Fontes do sector confirmaram hoje que a saída de Horta Osório levará a uma reestruturação da direcção do banco no Reino Unido.
    Horta Osório foi hoje formalmente nomeado para substituir Eric Daniels na liderança do Lloyd's que em Setembro tinha anunciado a sua saída do cargo de Conselheiro Delegado.
    A imprensa espanhola refere que o anúncio foi feito apenas hoje para esperar o anúncio dos resultados tanto do Santander UK como do próprio Lloyd's.
    De referir que a reorganização que agora será levada a cabo na chefia do Santander no Reino Unido ocorre meses antes da antecipada saída em bolsa da filial britânica do banco espanhol.
    O Santander, que está no Reino Unido desde 2003 com a compra do Abbey National, controla actualmente cerca de 12 por cento do mercado da banca de retalha do Reino Unido, com cerca de 1.600 sucursais.
    Nos dois últimos anos compraram a Alliance & Leisceter, a Bradford & Bingley e parte das sucursais do The Royal Bank of Scotland, convertendo-se na segunda entidade do mercado de banco minorista atrás do Lloyd's.
    Segundo o jornal Expansion, Horta Osório recebeu no ano passado uma remuneração total fixa e variável de cerca de 3,44 milhões de libras (4 milhões de euros).
    Eric Daniels, por seu lado, recebeu no ano passado um milhão de libras, tendo renunciado a 2,3 milhões de euros de bónus para evitar a polémica política em torno da remuneração aos banqueiros no Reino Unido.
    Horta Osório assume a liderança do Lloyd's numa altura complexa para o banco, actualmente participado em 40% pelo Governo britânico.
    Em curso está a integração do HBOS no Lloyd's, operação que levou o Governo a ter que injectar capital para evitar a bancarrota do novo grupo.
    Casado, com três filhos, António Horta Osório, 46 anos, era conselheiro delegado do Santander desde 2006, quando substituiu no cargo Francisco Gómez Roldán.
    Durante os quatro anos que se manteve à frente do Santander no Reino Unido aproveitou a crise financeira para reforçar a posição da entidade com várias aquisições.
    Graças ao prestígio dessas aquisições, foi nomeado no ano passado conselheiro assessor do Banco de Inglaterra e recentemente foi nomeado assessor da London Business School.
    Funcionário do Santander desde 1993 trabalhou, anteriormente, nas filiais do Santander no Brasil e em Portugal.



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  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Horta Osório recebe salário fixo de 1,2 milhões no Lloyds


    Banca

    Horta Osório recebe salário fixo de 1,2 milhões no Lloyds

    03/11/10

    "I really like the UK". Foi assim que o banqueiro português se apresentou como o novo CEO do Lloyds numa conference call.

    António Horta Osório, que comandava a unidade do Santander no Reino Unido desde 2006, confessou que deixar o grupo financeiro da família Botín foi uma decisão difícil. O banqueiro de 46 anos vai no entanto continuar no mercado bancário britânico, que diz ser "extremamente competitivo", assumindo a presidência executiva do Lloyds a partir de Março de 2011. Um dos objectivos é apoiar a economia britânica, sobretudo no segmento das PME, disse, citado pela Bloomberg.

    No banco detido em 40% pelo Governo, Horta Osório vai auferir um salário fixo anual de 1,035 milhões de libras (cerca de 1,2 milhões de euros), a que se poderá somar um bónus discricionário de até 225% desse valor.

    O norte-americano Eric Daniels, actual presidente executivo do Llodys, declarou que deixa o banco "em boas mãos", enquanto Sir Win Bischoff, chairman do banco, lembrou a carreira de Horta Osório no sector financeiro para sustentar esta contratação.



    in DE
     
  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Horta Osório aceita "corte substancial" no salário mas pacote vale 8,8 milhões de euros

    Horta Osório aceita "corte substancial" no salário mas pacote vale 8,8 milhões de euros


    António Horta Osório vai aceitar um "corte substancial" na remuneração ao aceitar ser presidente executivo do grupo do banco britânico Lloyds, mas o pacote anunciado poderá ascender aos 8,8 milhões de euros.


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    De acordo com o Lloyds, o gestor português terá direito a um salário base anual de 1,035 milhões de libras (1,2 milhões de euros) e um bónus anual máximo de 225%, o que corresponde a 2,33 milhões de libras (2,6 milhões de euros).

    Haverá ainda um incentivo a longo prazo em acções que pode ir até 420% do salário e que será pago dentro de três anos se "os objectivos de desempenho forem ultrapassados por uma margem significativa", o que pode valer 4,35 milhões de libras (cinco milhões de euros).

    Horta Osório receberá ainda 610 mil libras (701 mil euros) no próximo ano para as contribuições para a pensão e uma compensação não discriminada pela perda de benefícios em acções e bónus que perde por deixar o Santander.

    O ainda presidente do Banco Santander terá recebido, no ano passado, 3,4 milhões de libras (3,9 milhões de euros), noticiou a imprensa britânica.

    Mas o presidente do Conselho de Administração do Lloyds lembrou hoje, numa conferência de imprensa, que este valor não incluiria prémios por desempenho nem funções desempenhadas no grupo fora do Reino Unido.

    Win Bischoff vincou que a compensação "vai fortemente baseada no desempenho, tanto a curto como a longo prazo, através de medidas de desempenho", que incluem as receitas, lucro e crescimento do preço das acções.

    "Se os accionistas tiverem bons resultados, ele também", acrescentou, numa referência ao maior accionista, o Estado, que possui 41 por cento do capital.

    A remuneração dos banqueiros, em particular os bónus, é um tema polémico no Reino Unido na sequência da crise financeira e das ajudas que o Estado concedeu aos bancos.

    O Lloyds, o maior banco de retalho do Reino Unido, foi um dos que recorreu em 2009 às ajudas do Banco de Inglaterra, após aceitar comprar o Halifax Bank of Scotland em 2008.

    Bischoff revelou que a remuneração de Horta Osório foi "assunto de discussão com o nosso maior accionista", ou seja, o Ministério das Finanças, através da UK Financial Investments.

    Um porta voz do primeiro ministro, David Cameron, saudou a nomeação e apontou também o rumo que o governo espera que o banco tome. “Importa notar que o sucesso que o Santander teve no aumento do crédito às pequenas empresas no Reino Unido, e esperamos que esse sucesso seja de alguma forma repetido pelo Lloyds", afirmou.

    Horta Osório, há cerca de cinco anos no Reino Unido, evitou comentar esta questão, afirmando apenas que quer centrar-se no mercado britânico e, dentro de cinco anos, "quem sabe?".

    O gestor português, que elegeu o Lloyds como "provavelmente o único banco na Europa que me faria deixar o Santander", esclareceu ainda porque foi feito o anúncio tão subitamente.

    "Quando Santander anunciou que iria prosseguir com IPO (Oferta Pública Inicial), a administração do Lloyds sabia que teria de tomar decisão até ao fim de Outubro para não ter problemas com os calendários", justificou.




    in JNeg
     
  5. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Horta Osório escolheu Lloyds pela dimensão do banco e desejo de ficar no Reino Unido

    Horta Osório escolheu Lloyds pela dimensão do banco e desejo de ficar no Reino Unido


    A dimensão do banco Lloyds e o desejo de ver os filhos crescerem no Reino Unido foram as razões apontadas hoje por António Horta Osório para aceitar o cargo de presidente executivo do grupo financeiro britânico.


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    O ainda presidente do Banco Santander no Reino Unido afirmou hoje sentir-se "privilegiado e honrado com este convite", durante uma conferência de imprensa por telefone.

    O gestor português lembrou que o Lloyds, cuja origem que remonta a 1765, é um dos bancos mais antigos do mundo e o maior no mercado britânico, mas que ainda pode progredir.

    "Juntamente com a grande equipa que sei que o banco tem, pretendo levar o banco para o próximo nível de desenvolvimento, concretizando o verdadeiro potencial e apoiar a economia nos sectores das pequenas e médias empresas e dos agregados familiares", afirmou.

    Horta Osório rejeitou conflitos com o antigo empregador espanhol, onde trabalhou durante 18 anos, e que qualificou como "fantástico, um dos melhores do mundo, com um extraordinário presidente e um excepcional presidente executivo e equipa gestora".

    Antes, vincou a importância da oportunidade de chefiar o Lloyds, que elegeu como um "enorme desafio".

    Referindo-se à crise financeira, quando o banco, ao aceitar comprar o Halifax Bank of Scotland teve de recorrer a financiamento público, passando a ser detido em 41% pelo Estado, reconheceu que "passou por tempos difíceis".

    Porém, sublinhou que "está a recuperar bem" e que precisa de ser conduzido para um nível mais elevado, o qual pode ter influência positiva na economia britânica.

    Horta Osório acredita que "não é possível ter uma economia forte sem um sistema bancário forte e vice versa".

    "Por isso", acrescentou, "o futuro do Lloyds está inextricavelmente ligado ao sucesso da economia britânica e penso que com a grande equipa que temos vamos conseguir progredir".

    O gestor português confiou que esta foi "uma decisão muito difícil de tomar emocionalmente".

    "Apesar das minhas perspectivas de carreira no Santander, gosto muito do vosso país [Reino Unido], da cultura, do espírito de diversidade, a cultura de tolerância, grande governação corporativa", confessou.


    Horta Osório adiantou que "este é o país onde a minha mulher e eu decidimos que queremos ver os nossos filhos crescerem e queremos ficar aqui no futuro próximo".

    O actual presidente executivo, Eric Daniels, o norte-americano de 59 anos que anunciou que se iria retirar em Setembro, manifestou-se "agradado" com a escolha e confiante que está a deixar o banco "em boas mãos".

    "Penso que a larga experiência [de Horta-Osório] será bastante valiosa para o grupo e claramente construiu um bom negócio no Santander do Reino Unido", declarou.

    Já o presidente do conselho de administração, Win Bischoff, reconheceu que o anúncio aconteceu "mais cedo do que pretendíamos




    in JNeg
     
  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    FT: Escolha de Horta Osório é "golpe de mestre para o Lloyds"

    FT: Escolha de Horta Osório é "golpe de mestre para o Lloyds"


    A imprensa financeira em língua inglesa destaca a "surpresa" com que o mercado recebeu a notícia da nomeação de Horta-Osório para o Lloyds. O "Financial Times" é o mais efusivo: chama-lhe "golpe de mestre".


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    “Esta nomeação é um golpe de mestre para o Lloyds”, escreve o FT que lembra a “sólida reputação construída por Horta Osório” a partir da serie de aquisições “ousadas” que fez no Reino Unido à frente do Santander e da “boa forma” com que conseguiu manter o negócio do banco espanhol durante a crise.

    A bíblia dos mercados financeiros destaca, como toda a imprensa britânica, que a sua escolha foi uma “surpresa”, não tanto pelo nome em si, mas sobretudo pelo “timing”, dado que o Lloyds havia sinalizado ao mercado que o processo de transição estava apenas na fase inicial.

    Agastado com as críticas de gestão imprudente geradas pela compra do falido HBOS, o ainda CEO do Lloyds, Eric Daniels anunciara em Setembro que se retiraria no curso de 2011. Horta-Osório assumirá o seu lugar em Março.

    A agência norte-americana Bloomberg, como os “sites” dos jornais britânicos, fala também em nomeação “surpresa”, e cita Bruce Packard, analista na Seymour Pierce, segundo o qual “na perspectiva do Lloyds, traduz uma nomeação externa credível”, embora a sua saída do Santander possa significar algumas dificuldades adicionais, numa altura em que o banco espanhol se prepara para entrar na bolsa britânica através do Abbey.



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  7. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    O "poderoso" que nada entre tubarões e sobe de banco em banco

    Horta Osório


    O "poderoso" que nada entre tubarões e sobe de banco em banco


    O Negócios elegeu-o no Verão um dos mais poderosos da economia e o tempo veio mostrar porquê. Aos 46 anos, é um dos homens mais importantes da alta finança europeia. Depois do Santander, o Lloyds. Eis António Horta Osório - e as suas fotos.

    António Horta Osório tem 46 anos. Nasceu em 28 de Janeiro de 1964, tem três filhos. Veja a sua carreira na banca ao longo dos anos:


    1987 - 1990 Citibank Portugal: "vice president", responsável pela área de mercado de capitais


    1991 - 1993 Goldman Sachs (Nova Iorque e Londres): responsável pelas actividades de Corporate Finance em Portugal


    1993 - 1997 Banco Santander de Negócios Portugal: fundador e presidente da Comissão Executiva


    1997 - 2000 Banco Santander Brasil: presidente do Conselho de Administração


    2000 - 2006 Banco Santander Totta: presidente executivo


    2006 - 2010 Banco Abbey Santander: presidente executivo


    2009 - ... Administrador não executivo do Banco de inglaterra


    2010 - ... Lloyds Bank: presidente executivo




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  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Naquele mundo perigoso, os banqueiros são inimigos públicos n.º 1

    Naquele mundo perigoso, os banqueiros são inimigos públicos n.º 1


    A aristocracia bancária vive na mira dos cidadãos britânicos.


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    Há um ano, o "Daily Telegraph" dizia que António Horta Osório gostava de nadar com tubarões. Em Londres, nas águas profundas da City, ele transformou o Santander no terceiro maior banco britânico em termos de depósitos.

    Olhado com respeito, entrou num mundo perigoso, onde os banqueiros são hoje vistos como inimigos públicos n.º 1 da sociedade. Vítimas ou culpados? Esse é o dilema dos bancos britânicos no mundo da turbulência financeira global. Agora a missão de António Horta Osório não é transformar o Lloyds no amigo público número 1 dos britânicos. É fazer com que beba a água da fonte de juventude.



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  9. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ao serviço de Sua Majestade

    Ao serviço de Sua Majestade


    Em Portugal, passou por "amigo dos espanhóis" quando Champalimaud vendeu o Totta ao Santander. Em Inglaterra, é agora "requisitado" pela Coroa para resgatar o velho Lloyds. Retrato de um agente nada secreto.


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    "Parece a carreira de um 'Mr. Perfect'. Tem apenas 46 anos mas é um dos portugueses mais poderosos do mundo financeiro. Mas o percurso não foi nem consensual, nem fácil. No passado, foi acusado de ser 'o espanhol', agora está na City de Londres, sempre sem cortar amarras com Portugal. António Horta Osório: um conto de fadas sem fadas."

    Assim começava o perfil de António Horta Osório que o Negócios publicou em Agosto, no projecto "Os 50 mais poderosos da economia portuguesa". Ele foi o 16.º da lista. Os acontecimentos de ontem só reforçaram o seu poder. A partir do momento em que liderar o Lloyds, em Março, ele será provavelmente o português mais poderoso no sistema financeiro mundial.




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  10. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Não há economias fortes sem bancos fortes"

    António Horta Osório, futuro ceo do lloyds

    "Não há economias fortes sem bancos fortes"


    O homem do momento em Londres é português e não é futebolista, mas banqueiro. Horta Osório explica em entrevista ao Negócios.


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    A notícia abriu ontem o dia e surpreendeu todos em três países: o português António Horta Osório saía do grupo espanhol Santander para liderar o britânico Lloyds.

    As reacções foram imediatas e efusivas: o "Financial Times" apelidou a contratação como "uma jogada de mestre" do Lloyds e do governo britânico; o Santander elogiou o seu futuro ex-presidente; e os mercados reagiram em alta - num dia em que as acções da banca caíram, o Lloyds subiu em bolsa. Aliás, o Santander desvalorizou 3,53%, ao passo que o Lloyds subiu 2,69%.

    Este não é um banco qualquer: é o maior e um dos mais antigos de Inglaterra, que curiosamente abriu a sua primeira filial fora do Reino Unido em Portugal, no Porto, em meados do século XIX, por causa dos negócios britânicos no Vinho do Porto. Mas mais: o Lloyds foi um gigante com pés de barro na crise financeira, acabou acudido pela Coroa, que agora detém 40% do seu capital. Dinheiro que Horta Osório promete devolver aos contribuintes - com lucros.



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  11. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    O candidato ideal não resistiu ao desafio do Lloyds


    Banca

    O candidato ideal não resistiu ao desafio do Lloyds

    04/11/10

    António Horta Osório sempre se qualificou como a melhor escolha para o cargo de CEO do Lloyds.

    Depois de ter transformado uma série de bancos de retalho britânicos - Abbey, Alliance & Leicester e a metade relativamente saudável do Bradford & Bingley - em dificuldades, em grandes motores de lucros no seio do grupo Santander, Sir Win Bischoff, presidente do Lloyds, que melhor pessoa podia ter encontrado para restaurar o estado de saúde de um dos maiores bancos britânicos com balcões por todo o país?
    Este banqueiro português de 46 anos passou grande parte das duas últimas décadas no Santander. Foi detentor de três cargos importantes neste grupo, desenvolvendo operações importantes, partindo de uma posição relativamente fraca - primeiro no Brasil, depois em Portugal, e por fim no Reino Unido. E há muito que era visto, tanto no interior como no exterior do Santander, como o herdeiro aparente para o cargo de CEO, actualmente ocupado por Alfredo Saenz.
    "Mais tarde ou mais cedo iria acontecer. Era uma questão de tempo", confidenciou um colega. "Mas este desafio imediato do Lloyds era uma oportunidade demasiado boa para se perder."



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  12. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Horta Osório chega a presidente do maior banco britânico


    Banca

    Horta Osório chega a presidente do maior banco britânico


    04/11/10

    Aos 46 anos, o “menino-prodígio” de Emílio Botín sai do Santander para presidir ao Lloyds Bank.

    António Horta Osório será o primeiro presidente executivo do centenário Lloyds Bank que não é anglo-saxónico (só britânicos ou norte-americanos tinham ocupado este lugar). Um português a chefiar o maior banco britânico é digno de nota numa carreira de banqueiro sempre ascendente.
    O "menino prodígio" de Emílio Botin deixa assim o Grupo Santander, ao fim de 18 anos. Esta saída é tão mais significativa quando se especula que o banqueiro português seria o provável sucessor de Alfredo Sáenz, CEO do Banco Santander em Espanha.
    António Horta Osório, em conferência de imprensa, elegeu o Lloyds Bank como "provavelmente o único banco na Europa que me faria deixar o Santander". Em declarações ao Diário Económico, António Horta Osório assumiu que "o principal objectivo que tenho é devolver aos contribuintes ingleses o dinheiro que investiram no Lloyds". Por outro lado, quer ainda "levar o banco - o maior inglês - a apoiar a economia inglesa, as famílias e as empresas". A isto acrescem motivações pessoais: sente-se feliz em Inglaterra e quer que os filhos cresçam nesse país.
    Fontes ligadas ao processo admitem que António Horta Osório tenha por meta duplicar os lucros do Lloyds, que no semestre chegaram aos 1,6 mil milhões de libras (1,8 mil milhões de euros) e que tenha a ambição de internacionalizar o banco.
    O banqueiro português aceitou o convite do ‘chairman' do Lloyds (Sir Win Bischoff) e viajou na segunda-feira para Madrid, onde combinou a sua saída para o Lloyds com a família Botín. Para presidir ao maior banco de retalho britânico, Horta Osório vai aceitar um corte substancial de remuneração. O gestor português terá direito a um salário em base anual de 1,035 milhões de libras (1,2 milhões de euros) e um bónus anual máximo de 225%, o que corresponde a 2,33 milhões de libras (2,6 milhões de euros).



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  13. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Conheça o português que vai liderar o maior banco britânico


    Banca

    Conheça o português que vai liderar o maior banco britânico


    04/11/10

    Aos 46 anos, o “menino-prodígio” de Emílio Botín sai do Santander para presidir ao Lloyds Bank.

    António Horta Osório será o primeiro presidente executivo do centenário Lloyds Bank que não é anglo-saxónico (só britânicos ou norte-americanos tinham ocupado este lugar). Um português a chefiar o maior banco britânico é digno de nota numa carreira de banqueiro sempre ascendente.
    O "menino prodígio" de Emílio Botin deixa assim o Grupo Santander, ao fim de 18 anos. Esta saída é tão mais significativa quando se especula que o banqueiro português seria o provável sucessor de Alfredo Sáenz, CEO do Banco Santander em Espanha.
    António Horta Osório, em conferência de imprensa, elegeu o Lloyds Bank como "provavelmente o único banco na Europa que me faria deixar o Santander". Em declarações ao Diário Económico, António Horta Osório assumiu que "o principal objectivo que tenho é devolver aos contribuintes ingleses o dinheiro que investiram no Lloyds". Por outro lado, quer ainda "levar o banco - o maior inglês - a apoiar a economia inglesa, as famílias e as empresas". A isto acrescem motivações pessoais: sente-se feliz em Inglaterra e quer que os filhos cresçam nesse país.
    Fontes ligadas ao processo admitem que António Horta Osório tenha por meta duplicar os lucros do Lloyds, que no semestre chegaram aos 1,6 mil milhões de libras (1,8 mil milhões de euros) e que tenha a ambição de internacionalizar o banco.
    O banqueiro português aceitou o convite do ‘chairman' do Lloyds (Sir Win Bischoff) e viajou na segunda-feira para Madrid, onde combinou a sua saída para o Lloyds com a família Botín. Para presidir ao maior banco de retalho britânico, Horta Osório vai aceitar um corte substancial de remuneração. O gestor português terá direito a um salário em base anual de 1,035 milhões de libras (1,2 milhões de euros) e um bónus anual máximo de 225%, o que corresponde a 2,33 milhões de libras (2,6 milhões de euros).
    As críticas às remunerações dos banqueiros são um tema muito popular entre os britânicos, sobretudo depois da intervenção do Estado para viabilizar alguns bancos. Mas o chairman do banco revelou que a remuneração de Horta Osório foi "assunto de discussão com o nosso maior accionista", ou seja, com o Ministério das Finanças, através da UK Financial Investments. Um porta voz do primeiro ministro, David Cameron, saudou a escolha de Horta Osório e apontou o rumo que o governo espera que o banco tome: "importa notar que o sucesso que o Santander teve no aumento do crédito às pequenas empresas no Reino Unido, e esperamos que esse sucesso seja repetido pelo Lloyds".
    A escolha do banqueiro português que desde 2006 gere no Reino Unido aquele que era o Abbey National, é o reconhecimento do bom trabalho que foi feito à frente do banco britânico de retalho (que foi adquirido pelo Santander), e que mais tarde adquiriu ainda os bancos Alliance & Leicester e Bradford & Bingley, bem como a rede de 300 balcões do Royal Bank of Scotland.
    Com sede em Londres, o Lloyds Bank tem mais de 250 anos e 130 mil empregados. Há dois anos, durante a crise do subprime, o Estado britânico adquiriu 40% do capital do banco.
    António Horta Osório, 46 anos, assumirá a presidência executiva do Lloyds Bank a 1 de Março de 2011, sucedendo a Eric Daniels. Como CEO do Lloyds Banking Group terá como primeira missão devolver aos contribuintes o dinheiro aplicado no resgate do banco durante o pico da crise financeira, estando previsto que o Estado saia do capital. Depois terá de vender 600 balcões no Reino Unido para cumprir as directrizes dos reguladores europeus.
    A saída de Horta Osório é um duro golpe para o Santander, já que o banco prepara o IPO das suas operações britânicas, em Londres, no primeiro semestre do próximo ano. Tarefa que caberá agora a Ana Botín liderar.
    António Horta Osório é ainda membro não executivo do Banco de Inglaterra até 2012, o banco central britânico.
    O banqueiro, que saiu de Portugal em 2006 depois de ter conseguido que o Santander comprasse o Totta e o Crédito Predial a António Champalimaud, deixa agora o grupo Santander, ao serviço do qual trabalhou no Brasil, em Portugal e em Inglaterra.



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  14. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Os saltimbancos

    Os saltimbancos


    Pedro Santos Guerreiro


    Hoje não há figuras tristes. Hoje este editorial reserva-se o direito de, por um dia, não comentar fotografias de telemóvel de contratos políticos.

    Hoje não há figuras tristes. Hoje este editorial reserva-se o direito de, por um dia, não comentar fotografias de telemóvel de contratos políticos, sibilos de 140 caracteres de estadistas, debates reles entre parlamentares ou acordos nada orçamentais e muito ornamentais. Hoje não falamos de arguidos Face Oculta ou Furacão, nem da violação de os expor. Hoje, saímos da fossa, não para lhe virar as costas, mas para a ver de cima.

    A contratação de António Horta Osório pelo Lloyds deve encher Portugal de orgulho. Mas mais do que listar adjectivos ao gestor português que vai ser presidente do maior banco inglês, e dizer que ele é o Mourinho da banca (ou será este que é o Horta Osório do futebol?), interessa a lição que subjaz.

    Horta Osório nunca foi protegido de nenhum partido político português nem a sua gestão alguma vez fez fiado aos capitalistas sem capital que engrossam a lista mal parada de outros bancos da Nação. Ainda hoje, com Nuno Amado, o Santander decide operações bancárias fora dessa grande arquitectura proteccionista. Em Espanha não será assim, em Portugal é. E em Inglaterra não foi por vénias mais curvadas a Isabel II ou por cheques com mais zeros ao partido Conservador que Horta Osório foi convidado pelo ministro das Finanças para liderar o Lloyds. Foi porque o acham mais competente. Porque querem o "seu" banco a crescer. E devolver aos contribuintes britânicos o dinheiro que lá foram forçados a injectar.

    O percurso de António Horta Osório até aborrece. De banco em banco, de sucesso em sucesso. Em Inglaterra, pegou num banco de segunda divisão, o Abbey, comprou mais dois e colocou-o na primeira liga em rendibilidade, eficiência e crescimento. O salto para o Lloyds é um risco: Horta Osório sai do "quentinho" que o seu próprio trabalho produziu e muda para um banco problemático. Tem muito mais o que fazer lá, de reestruturação, de desafio, de dificuldade.

    "Risco", "dificuldade", "mérito", "concorrência" são palavras que, em Portugal, só são elogiadas quando se aplicam aos outros. Continuamos ensimesmados na crença de que, fechando-nos, nos protegemos. O caracol faz o mesmo - e não sai do sítio. É a ilusão dos fracos. Mas a concorrência que se evade prejudica-nos. E eterniza as empresas ineficientes, politizadas, os circuitos fechados que nos extraem a medula.

    Por muito que nos custe, Portugal é hoje visto como activo tóxico na carteira de investidores internacionais. Os nossos juros escalam para níveis insuportáveis enquanto no Parlamento se discutem insultos. A República Portuguesa passou a ser passivo: dos bancos ou da EDP, que tem hoje piores "ratings" por estar em Portugal do que teria se estivesse só no Brasil e EUA. Outro exemplo: a PT é infinitamente mais credível que a dona daquelas 500 acções portadoras de um poderzinho cobarde e falsamente desembainhado em nome do Estado.

    Os mercados, esses mesmos, acreditaram ontem num plano de dividendos a cinco anos (cinco anos!) de Zeinal Bava, mas não crêem nem em cinco meses de execução orçamental de José Sócrates. Porquê? Porque um sempre cumpriu e o outro sempre falhou: "A PT é respeitada pelo cumprimentos das suas promessas, e esse é um activo de confiança de primeira grandeza para os mercados", diz Bava hoje no Negócios. Devia dizê-lo no Parlamento.

    Esta crise vai servir para baixar custos do Estado mas nada mudará se não perdermos o medo. Não façam estátuas a Horta Osório nem lhe dêem comendas, pensem antes na concorrência que ele enfrentou para aqui chegar. É por aí que se vai.




    in JNeg
     
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