Juro da dívida de Portugal avança para 7,22%

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 10, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Mercado

    Investidores já estão a pedir 7% para emprestar dinheiro a Portugal

    10/11/10

    Portugal regressa hoje ao mercado para vender 750 a 1.250 milhões de dívida, numa altura em que os juros se aproximam dos 7%, a barreira que, segundo Teixeira dos Santos, nos separa do FMI.

    Hoje é o dia ‘D'. Portugal submete-se esta manhã ao teste dos mercados e arrisca o último leilão de dívida soberana do ano. A prova superada ajudará a acalmar o nervosismo crescente sobre a viabilidade económica do país. Mas um chumbo poderá tornar inevitável o recurso ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira e ao FMI.
    No mercado secundário - ou seja, nas trocas entre os investidores - a nota já está dada e está longe de ser positiva. Desde o início do mês que os juros exigidos para ficar com a dívida nacional estão acima dos 6%. O preço médio praticado ao longo do dia de ontem aproximou-se perigosamente dos 7% e momentaneamente esta fasquia foi ultrapassada.
    Mas o verdadeiro teste só decorre hoje. O Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) vai realizar a última operação de financiamento do ano, pedindo aos mercados que comprem Obrigações do Tesouro português a seis e a dez anos, num valor total entre os 750 e os 1250 milhões de euros.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros actuais são insustentáveis mas ainda há tempo para evitar FMI


    Dívida pública

    Juros actuais são insustentáveis mas ainda há tempo para evitar FMI

    10/11/10

    A escalada das taxas abre a porta a novos cortes no ‘rating’ de Portugal.

    Portugal conquistará alguns meses para respirar caso consiga colocar os montantes previstos na emissão de hoje. Se o país encaixar os montantes pretendidos, que têm um intervalo entre 750 milhões e 1,25 mil milhões de euros, o Estado fica com as necessidades de financiamento para 2010 praticamente satisfeitas. Este factor dá alguns meses ao país para conseguir evitar o recurso ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que implica que o FMI tenha de desembarcar em Portugal.
    Apesar de se sucederem os economistas, incluindo Teixeira dos Santos, a alertar que pagar taxas próximas de 7% para emitir dívida a dez anos é insustentável, o teste de fogo para o País ocorrerá em 2011.
    "A subida do risco da dívida pública deriva de Merkel e Sarkozy, mas também das dúvidas sobre a execução do Orçamento do Estado para 2011. Espero que o Governo encontre soluções para a execução orçamental de 2011 que não encontrou em 2010 e que tenha o apoio dos outros partidos", explica o presidente do BES Investimento. José Maria Ricciardi defende que mesmo se o juro da dívida "passar os 7%, Portugal pode continuar sem ir ao FMI. Depende do tempo em que fica acima desse valor", referiu.



    in DE
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ulrich justifica escalada das taxas com "tensão internacional"

    Ulrich justifica escalada das taxas com "tensão internacional"


    A recente escalada das taxas de juro da dívida portuguesa para valores recorde é explicada pelo presidente do banco BPI, Fernando Ulrich, com a preocupação dos investidores relativamente às contas públicas de vários países europeus.


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    A recente escalada das taxas de juro da dívida portuguesa para valores recorde é explicada pelo presidente do banco BPI, Fernando Ulrich, com a preocupação dos investidores relativamente às contas públicas de vários países europeus.

    Questionado pelos jornalistas à margem do lançamento de um livro em Lisboa, Ulrich justificou que tal se deve "ao momento de tensão nos mercados internacionais", frisando que no caso específico português "há razões", mas que a subida das taxas também é explicada "pelas dificuldades sentidas noutros países europeus".

    "Temos que ter calma e serenidade. Deixámos a situação derrapar durante muito tempo e agora temos de saber esperar", afirmou o banqueiro, ontem à noite.

    De acordo com Fernando Ulrich, "a discussão que decorre a nível europeu cria indefinição entre os investidores, que ainda não compreendem na totalidade o que está em causa", por isso, concluiu, "não há varinhas mágicas" que permitam desanuviar o sentimento negativo dos investidores sobre a situação das finanças públicas portuguesa.

    No mercado secundário, o valor máximo atingido hoje pelas taxas de juro da dívida soberana portuguesa a 10 anos foi de 6,92 por cento, de acordo com os dados da agência financeira Bloomberg, ainda que a média diária seja mais baixa (6,733 por cento).

    O Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) realiza na quarta feira de manhã uma nova emissão de títulos, num leilão que poderá colocar até 1,25 mil milhões de euros.




    in JNeg
     
  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Société Générale: Investidores nacionais podem suportar procura de dívida pública

    Société Générale: Investidores nacionais podem suportar procura de dívida pública


    O banco francês diz que os investidores nacionais poderão contribuir para o sucesso da colocação de dívida soberana de hoje, subscrevendo obrigações do Tesouro.


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    Os investidores nacionais deverão participar na emissão de dívida pública com as maturidades de 2016 e 2020, que o Instituto de Gestão de Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) vai colocar hoje no mercado, segundo dizem os analistas da Société Générale.

    “As obrigações do governo português são, depois da Áustria, os títulos na Europa que menos são detidos por entidades nacionais”, disseram os estrategas de renda fixa, Ciaran O’Hagan e Aro Razafindrakola à numa nota de investimento citada pela Bloomberg. “Existe margem para isto crescer, com maior interesse dos investidores na emissão de 2020 dada a sua elevada taxa de juro”, concluem.

    A agência para a gestão da tesouraria poderá não colocar o montante máximo de 1,25 mil milhões de euros, porque “claramente quer sinalizar a sua presença no mercado” e porque “não necessita do dinheiro para já”, acrescenta o banco de investimento.

    O juro da dívida pública portuguesa a 10 anos desceu 4,3 pontos base para 6,733% na sessão de ontem, aliviando dos máximos históricos fixados durante a manhã, quando atingiu os 6,892%




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  5. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa sobem em dia de emissão crucial

    Juros da dívida portuguesa sobem em dia de emissão crucial

    As taxas de juro associadas à dívida portuguesa estão a subir em todos os prazos, ainda que ligeiramente. A dez anos, a taxa está agora nos 6,805%.


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    O Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) vai esta manhã promover o último leilão de obrigações do Tesouro deste ano, um dia depois de os juros da dívida terem tocado em novos máximos desde a entrada de Portugal no euro. No prazo a dez anos, o juro chegou ontem aos 6,892%, um agravamento de 15 pontos face ao dia anterior, antes de fechar em baixa ligeira, nos 6,763%.

    Hoje, a pressão está de regresso, mas numa dose mais moderada: a dez anos, as taxas de juro implícitas sobem 4,2 pontos base para 6,805%, de acordo com os preços genéricos da Bloomberg.

    No mercado vão ser hoje postas duas linhas de Obrigações do Tesouro, com maturidades de 2016 e 2020, com o objectivo de angariar entre 750 milhões e 1,25 mil milhões de euros.

    Esta será a última vez neste ano que a República portuguesa precisa de ir ao mercado para se financiar, mas este é também o primeiro leilão de dívida pública na Zona Euro depois de a Alemanha ter conseguido o acordo dos seus pares para criar um mecanismo permanente de socorro que obrigará os credores privados a suportar parte do custo, caso um país tenha de ser ajudado pelos demais para não entrar em incumprimento.

    Sublinhe-se que, durante a primeira metade do ano, o Estado português conseguiu financiar-se a um juro inferior à média da última década. Só depois os encargos subiram para lá do que o País se habituou a suportar na era do euro.

    A sobretaxa da segunda metade do ano é, em parte, compensada pelo menor custo da primeira. Feitas as contas aos encargos com juros nos próximos anos, decorrentes das emissões de 2010, o desvio face ao custo médio da década é de 340 milhões de euros, o que equivale a mais 6%.

    Por enquanto, mais do que o juro elevado é o montante da dívida que sobrecarrega os orçamentos futuros. O Estado vai ter de pagar 5,8 mil milhões de euros ao longo dos próximos 13 anos só com as emissões de obrigações do Tesouro realizadas em 2010. É o equivalente a 3,5% do PIB de 2010.

    Em 2011, o Estado português vai ter de emitir quase tanto como este ano. Caso se cumpram as previsões dos analistas, que apontam para a manutenção de juros elevados durante a primeira metade do ano, a factura a suportar irá afastar-se ainda mais da média histórica.

    Irlanda sob alta pressão

    Mais penalizada volta a estar hoje a Irlanda. As taxas de juro implícitas às obrigações irlandesas a dez anos romperam esta manhã mais um recorde da era do euro. Segundo a agência Bloomberg, os juros da dívida irlandesa tocaram nos 8,10% logo no arranque da sessão. Pelas 9h00, as taxas cediam ligeiramente, mas mantinham-se acima de 8%.




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  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Estrangeiros desfazem-se de dívida portuguesa

    Estrangeiros desfazem-se de dívida portuguesa

    A percentagem de títulos de dívida nacional detida por estrangeiros caiu de 85% em 2009 para 65% no final do segundo trimestre deste ano. Dívida irlandesa seguiu a mesma tendência.


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    A retirada progressiva dos investidores estrangeiros do mercado da dívida pública dos países do euro mais arriscados – o movimento estende-se à Grécia e a Espanha – é noticiada hoje pelo “Financial Times”, que cita um estudo do Citigroup.

    A saída dos estrangeiros da dívida soberana destes quatro países acentuou-se no segundo trimestre, com a respectiva participação a cair 14% no caso da Grécia, 12% no de Portugal, 8% no de Espanha e 5% no da Irlanda.

    Entre 2009 e o final do segundo trimestre, a percentagem de dívida soberana detida por não-residentes caiu de 85% para 65%, em Portugal e na Irlanda, de 70% para 55% no caso da Grécia e de 43% para 38% na dívida soberana espanhola, refere ainda o FT.

    Esta retirada está a ser compensada pelos investidores nacionais, em particular bancos destes quatro países.

    O último relatório do Banco de Portugal, divulgado no início de Outubro, já referia que “de acordo com a informação disponível, o financiamento das administrações públicas ao longo de 2010 tem vindo a ser assegurado pelos agentes económicos residentes, em particular pelo sistema bancário, bem como pelas aquisições no mercado secundário (do BCE) no âmbito do Securities Markets Program do Eurosistema”.

    Não obstante as indicações recentes do interesse da China em comprar títulos portugueses, a expectativa de alguns analistas é que, dado o peso ainda relativamente baixo dos investidores domésticos no “bolo” da dívida soberana nacional, continuem a ser estes a garantir a colocação do essencial da emissão de hoje – a última do ano, em que a República portuguesa tentará angariar até 1,25 mil milhões de euros.

    “As obrigações do governo português são, depois da Áustria, os títulos na Europa que menos são detidos por entidades nacionais”, referem estrategas da Société Général, numa nota de investimento hoje citada pela agência Bloomberg.




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  7. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida renovam máximo antes da última emissão do ano

    Juros da dívida renovam máximo antes da última emissão do ano


    A taxa de juro genérica da dívida pública atingiu um novo máximo histórico antes da última emissão de dívida que o IGCP vai realizar este ano.


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    Os juros das obrigações portuguesa com maturidade a 10 anos subiram para os 6,893%, segundo os preços genéricos da Bloomberg, fixando um novo máximo histórico.

    A emissão de dívida de hoje reveste-se de maior importânica num período em que as taxa de juro das obrigações estão a aproximar-se do nível de 7%, que Teixeira dos Santos referiu como o limite a partir do qual passaria a fazer sentido considerar recorrer ao Fundo Monetário Internacional.

    Ontem os juros da dívida pública com maturidade a 10 anos atingiram o máximo histórico de 6,892% segundo o índice de preços genéricos das obrigações da Bloomberg. Nas obrigações com maturidade em Junho de 2020, uma das que linhas de financiamento do Estado, os juros chegaram ontem a ultrapassar os 7%.

    No mercado vão ser hoje postas duas linhas de Obrigações do Tesouro, com maturidades de 2016 e 2020, com o objectivo de angariar entre 750 milhões e 1,25 mil milhões de euros.

    Esta será a última vez neste ano que a República portuguesa precisa de ir ao mercado para se financiar, mas este é também o primeiro leilão de dívida pública na Zona Euro depois de a Alemanha ter conseguido o acordo dos seus pares para criar um mecanismo permanente de socorro que obrigará os credores privados a suportar parte do custo, caso um país tenha de ser ajudado pelos demais para não entrar em incumprimento.

    Sublinhe-se que, durante a primeira metade do ano, o Estado português conseguiu financiar-se a um juro inferior à média da última década. Só depois os encargos subiram para lá do que o País se habituou a suportar na era do euro.

    A sobretaxa da segunda metade do ano é, em parte, compensada pelo menor custo da primeira. Feitas as contas aos encargos com juros nos próximos anos, decorrentes das emissões de 2010, o desvio face ao custo médio da década é de 340 milhões de euros, o que equivale a mais 6%.

    Por enquanto, mais do que o juro elevado é o montante da dívida que sobrecarrega os orçamentos futuros. O Estado vai ter de pagar 5,8 mil milhões de euros ao longo dos próximos 13 anos só com as emissões de obrigações do Tesouro realizadas em 2010. É o equivalente a 3,5% do PIB de 2010.

    Em 2011, o Estado português vai ter de emitir quase tanto como este ano. Caso se cumpram as previsões dos analistas, que apontam para a manutenção de juros elevados durante a primeira metade do ano, a factura a suportar irá afastar-se ainda mais da média histórica.

    Irlanda sob alta pressão

    Mais penalizada volta a estar hoje a Irlanda. As taxas de juro implícitas às obrigações irlandesas a dez anos romperam esta manhã mais um recorde da era do euro. Segundo a agência Bloomberg, os juros da dívida irlandesa tocaram nos 8,10% logo no arranque da sessão. Pelas 9h00, as taxas cediam ligeiramente, mas mantinham-se acima de 8%.





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  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Portugal paga juro de 6,806% no leilão a 10 anos

    Portugal paga juro de 6,806% no leilão a 10 anos


    O IGCP colocou esta manhã a quase totalidade do montante previsto (1.242 milhões de euros), mas os juros subiram de forma acentuada face às anteriores emissões comparáveis. No prazo a 10 anos, a taxa média subiu para os 6,806%.


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    O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) colocou um montante mais baixo na maturidade mais curta do que no prazo mais longo, ao contrário do que era esperado.

    No último leilão de obrigações do Tesouro deste ano, o IGCP “vendeu” 556 milhões de euros na linha que vence em 2016 e 686 milhões de euros no prazo a 10 anos.

    No prazo mais longo, os juros subiram para 6,806%. Na anterior emissão a 10 anos, em finais de Setembro, o Estado havia pago uma taxa média de 6,242%.

    Já na linha que atinge a maturidade em Outubro de 2016, o IGCP viu os juros dispararam para os 6,156%, que compara com os 4,371% que Portugal pagou no leilão realizado em finais de Agosto.

    Procura mantém-se estável

    A procura manteve-se estável acima das duas vezes (a oferta) em ambos os prazos. No prazo a 10 anos, caiu para 2,1 face aos 4,9 vezes registados no leilão de Setembro.

    Nesta emissão de dívida de longo prazo, que será a última a realizar este ano, o IGCP pretendia colocar entre 750 e 1,25 mil milhões de euros.

    Os custos de financiamento de Portugal têm estado sob pressão. Nas últimas semanas, os mercados assistiram a um êxodo da dívida dos países da chamada “periferia” europeia, como Portugal e Irlanda.

    "A abordagem da Alemanha na gestão da crise soberana está a ter um impacto muito negativo. Trouxe maior incerteza e turbulência a uma situação que ainda estava longe de ser solucionada", disse ontem ao Negócios Gary Jenkins, um analista da Evolution Securities, em Londres.

    Em causa está a proposta que vai ser levada ao Ecofin pela mão da chanceler Angela Merkel e que prevê a possibilidade de prejuízos para os investidores em dívida de países que venham a ser resgatados, no quadro do fundo permanente aprovado na última Cimeira europeia.




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  9. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros de Portugal continuam em máximos depois de leilão

    6,97% a 10 anos

    Juros de Portugal continuam em máximos depois de leilão


    A pressão sobre Portugal nos mercados mantém-se apesar de o IGCP ter colocado o máximo do montante indicativo no último leilão de obrigações do Tesouro de 2010. Os juros voltaram a tocar máximos desde a entrada na Zona Euro, nos 6,97%.


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    As taxas da dívida portuguesa continuam em máximos desde a entrada no euro, acima dos 6,9% a 10 anos, momentos depois de o IGCP ter pago um juro de 6,806% num leilão de dívida com o mesmo prazo.

    Os juros cobrados entre os investidores para compra de obrigações do Tesouro a 10 anos estão a agravar-se em 19,8 pontos base para 6,961%

    A margem face à divida alemã está também a dilatar-se, para os 440 pontos base no prazo a 10 anos.

    “O leilão foi suficientemente robusto para acalmar os receios do mercado para já. E, do ponto de vista do IGCP, o juro ficou em linha com as taxas no mercado e destaca-se o facto de terem conseguido colocar a totalidade do montante indicativo”, disse ao Negócios Peter Chatwell, um analista do Crédit Agricole, em Londres.

    No leilão desta manhã, a procura afundou face à anterior emissão comparável a 10 anos mas continua a superar em mais de duas vezes a oferta.


    Os custos de financiamento de Portugal têm estado sob pressão. Nas últimas semanas, os mercados assistiram a um êxodo da dívida dos países da chamada “periferia” europeia, como Portugal e Irlanda.

    "A abordagem da Alemanha na gestão da crise soberana está a ter um impacto muito negativo. Trouxe maior incerteza e turbulência a uma situação que ainda estava longe de ser solucionada", disse ontem ao Negócios Gary Jenkins, um analista da Evolution Securities, em Londres.

    Em causa está a proposta que vai ser levada ao Ecofin pela mão da chanceler Angela Merkel e que prevê a possibilidade de prejuízos para os investidores em dívida de países que venham a ser resgatados, no quadro do fundo permanente aprovado na última Cimeira europeia.




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  10. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    É preciso cortar o défice para evitar FMI

    Teixeira dos Santos


    É preciso cortar o défice para evitar FMI


    Numa primeira reacção à taxa recorde a que foi colocada a última emissão de dívida pública do ano, o ministro das Finanças reconheceu tratar-se de um valor excessivo que obriga o país a "concentrar-se" na redução do défice. Caso contrário, o recurso a ajuda externa pode ser incontornável.


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    "Portugal tem de se concentrar na redução do défice para afastar o cenário [de intervenção do] Fundo Monetário Internacional", disse.

    “Foi uma operação que acabou por ter uma taxa elevada que reflecte a situação” que se tem vivido nos mercados internacionais, reconheceu o Teixeira dos Santos, salientando, porém, que a procura que foi duas vezes superior aos montantes colocados, e que a "taxa de juro foi bem abaixo das taxas que prevalecem nos mercados”.

    O ministro salientou que esta foi "a última emissão de Obrigações do Tesouro em 2010", afirmando ainda que não ignora "as consequências e dificuldades trazidas para o país pela manutenção de taxas de juro tão elevadas".


    Já ontem, Teixeira dos Santos garantira aos credores da República que o Governo não vai desviar-se um milímetro do objectivo assumido, de reduzir o défice de 7,3% neste ano para 4,6% no próximo, e de começar a inverter a dinâmica de crescimento da dívida pública.

    “Os portugueses já perceberam, e os mercados podem estar certos disso, que este é o caminho a seguir e o caminho que será de facto seguido sem hesitação, de modo a assegurar que o país continue a financiar-se nesses mesmos mercados”, frisou o ministro das Finanças. “A par desta consolidação, Portugal tem em curso um programa de privatizações que permitirá controlar e inverter o andamento da dívida pública” e “prosseguirá e aprofundará as reformas estruturais em curso de modo a aumentar o potencial de crescimento do país”, acrescentou o ministro.

    Não obstante as renovadas garantias dadas pelo Executivo, os juros continuam esta manhã a bater máximos sucessivos, estando a negociar nos 6,97% nos prazos a dez anos - muito próximos, portanto, dos tais 7% que, há duas semanas (ainda com o Orçamento por aprovar), Teixeira dos Santos admitia ser o limite acima do qual o Governo seria forçado a “ponderar” pedir ajuda externa.

    Juros permanecem colados aos 7%

    Os juros permanecem em alta, depois de o Instituto de Gestão do Crédito Público ter feito a última emissão do ano, numa operação em que conseguiu angariar quase todo o montante pretendido (1.242 milhões de euros), mas a um preço recorde. No prazo a 10 anos, a taxa média subiu para os 6,806%, a mais alta desde que, pelo menos, Portugal entrou no euro, em 1999 . Na anterior emissão a 10 anos, realizada em finais de Setembro, o Estado havia pago aos investidores uma taxa média de 6,242%.

    O agravamento das tensões nos mercados da dívida soberana estende-se a vários países do euro, em particular à Irlanda que hoje voltou a fixar um novo recorde histórico, com as taxas de juro associadas aos títulos a dez anos a romperem a barreira dos 8%.

    A Irlanda cancelou todos os leilões de dívida programados para este ano e o seu Governo garante estar plenamente financiado até meados do próximo ano, pelo que não terá de, tão cedo, confrontar-se directamente com o “apetite” (ou a falta dele) dos investidores.




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  11. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Teixeira dos Santos: Dúvidas sobre mecanismo permanente de gestão de crises está a penalizar dívida portuguesa

    Teixeira dos Santos: Dúvidas sobre mecanismo permanente de gestão de crises está a penalizar dívida portuguesa


    O ministro das Finanças considerou hoje que as dúvidas sobre o mecanismo permanente de gestão de crises estão a afitar o comportamento da dívida portuguesa, algo que também irá acontecer com a discussão na especialidade do Orçamento do Estado.


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    O ministro das Finanças considerou hoje que as dúvidas sobre o mecanismo permanente de gestão de crises estão a afitar o comportamento da dívida portuguesa, algo que também irá acontecer com a discussão na especialidade do Orçamento do Estado.

    "A situação no mercado da dívida reflecte incertezas quanto à indefinição do mecanismo permanente de gestão de crises, pois os obrigacionistas têm receio de serem chamados a suportar grandes perdas", disse Teixeira dos Santos, que pediu que a União Europeia "clarifique" este instrumento, já que está a "penalizar" os países periféricos da zona euro, casos de Portugal, Irlanda e Grécia por exemplo.

    O ministro disse ainda que os mercados vão continuar atentos à situação política em Portugal, sobretudo às negociações do Orçamento do Estado na especialidade.

    "Todos os esforços devem ser encaminhados para a redução do défice para 4,6 por cento do PIB em 2011, e apelo a todas as forças políticas porque são elas que vão decidir o contorno da política orçamental para o próximo ano", acrescentou.

    O compromisso com o PSD terá demonstrado, segundo Teixeira dos Santos, "empenho na consolidação orçamental", que defendeu novamente que isso tem de ser continuado na discussão na especialidade.

    "Temos, a par da consolidação das contas públicas, de prosseguir com a agenda de reformas iniciada pelo Governo para que o potencial de crescimento da economia portuguesa se possa reforçar", concluiu.



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  12. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    IGCP: "Bancos estrangeiros compraram cerca de 70% da dívida"

    IGCP: "Bancos estrangeiros compraram cerca de 70% da dívida"


    Bancos portugueses ficaram com 30% da dívida emitida no leilão de obrigações do Tesouro realizada esta manhã, diz o presidente do IGCP.


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    Cerca de 70% da dívida vendida no leilão duplo desta manhã foi para as mãos de bancos estrangeiros, disse Alberto Soares, presidente do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).
    "Estamos a ouvir de algumas casas de investimento que as obrigações foram, na maioria, compradas por bancos nacionais. Isso não é verdade", explicou Alberto Soares, em entrevista à Reuters.


    "Os bancos portugueses ficaram com cerca de 30% de ambas as maturidades, o resto é estrangeiro", concluiu o responsável.

    As taxas da dívida portuguesa continuam em máximos desde a entrada no euro, acima dos 6,97% a 10 anos, momentos depois de o IGCP ter pago um juro de 6,806% num leilão de dívida com o mesmo prazo.




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  13. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Artur Santos Silva defende "união" dos portugueses e critica governo alemão

    Artur Santos Silva defende "união" dos portugueses e critica governo alemão


    O fundador do BPI, Artur Santos Silva, defendeu hoje que a rápida "unidade dos portugueses é fundamental" para convencer os mercados e criticou a abordagem da chanceler alemã, Angela Merkel, aos países mais frágeis da zona euro.


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    "Como português o que me preocupa é não ver unidade suficiente entre os responsáveis políticos, é fundamental que essa unidade se consiga rapidamente", afirmou Artur Santos Silva aos jornalistas, à margem de uma apresentação do plano de ação do programa municipal "Porto de Futuro".

    Para o chairman do BPI, é fundamental que "acabe o estado de grande perturbação que, sobretudo, a comunidade política lança" e que o Orçamento do Estado para 2011 seja aprovado na especialidade.

    "O que eu espero é que nós, portugueses, saibamos assumir as nossas responsabilidades, seguir um caminho que cumpramos, que é isso que faz acreditar os mercados", sustentou, salientando que hoje a taxa de juro está mais baixa no mercado primário do que o que esteve na terça feira no mercado secundário.

    Artur Santos Silva considerou que a subida dos juros da dívida pública ficou a dever-se às declarações da chanceler alemã Ângela Merkel "a propósito de políticas europeias em relação aos países que têm uma situação menos sólida nas finanças públicas".

    No seu entender, com esta crise, "quase todos os países" da Europa têm hoje uma situação pouco sólida nas finanças públicas.

    Para Santos Silva, a União Europeia "tem que mostrar que está verdadeiramente interessada em construir uma Europa una e solidária" e "os portugueses têm que mostrar coesão politica" para que se ultrapasse este "momento muito grave".




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  14. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa ultrapassam os 7%

    Juros da dívida portuguesa ultrapassam os 7%


    Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos, tendo em conta os preços genéricos da Bloomberg, ultrapassaram os 7% hoje às 13h34, depois da emissão de dívida pública levada a cabo pelo IGCP esta manhã, em que se registou uma procura inferior à da última emissão.


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    As obrigações da dívida pública com maturidade de 10 anos avançam 25,1 pontos base para 7,014% e negociaram acima dos 7% pela primeira vez desde que o Portugal aderiu à moeda única europeia, segundo as taxas genéricas da Bloomberg.

    Este máximo foi ultrapassado depois da última emissão de dívida que o IGCP colocou no mercado este ano, onde pagou um juro de 6,806% na emissão com maturidade daqui a 10 anos. Uma emissão muito aguardada devido ao escrutínio dos mercados sobre as contas públicas das economias periféricas da Europa.



    Taxas genéricas
    As taxas de juro genéricas da dívida pública são as que têm sido utilizadas como referência, já que consistem num índice de remuneração das várias linhas de financiamento com maturidades próximas dos 20 anos, o que confere maior significância ao indicador. Só hoje estas taxas superaram os 7%.






    Já ontem os juros da dívida pública com maturidade a 10 anos atingiram o máximo histórico de 6,892% segundo o índice de preços genéricos das obrigações da Bloomberg. Nas obrigações com maturidade em Junho de 2020, uma das que linhas de financiamento do Estado, os juros chegaram ultrapassar os 7% na última sessão.

    No entanto as taxas de juro genéricas da dívida pública são as que têm sido utilizadas como referência, já que consistem num índice de remuneração da várias linhas de financiamento com maturidades próximas dos 10 anos, o que confere maior significância ao indicador.

    No leilão desta manhã, a procura caiu face à anterior emissão comparável a 10 anos mas continua a superar em mais de duas vezes a oferta.

    Proposta alemã pressiona obrigações portuguesas

    Os custos de financiamento de Portugal têm estado sob pressão. Nas últimas semanas, os mercados assistiram a um êxodo da dívida dos países da chamada “periferia” europeia, como Portugal e Irlanda.

    "A abordagem da Alemanha na gestão da crise soberana está a ter um impacto muito negativo. Trouxe maior incerteza e turbulência a uma situação que ainda estava longe de ser solucionada", disse ontem ao Negócios Gary Jenkins, um analista da Evolution Securities, em Londres.

    Em causa está a proposta que vai ser levada ao Ecofin pela mão da chanceler Angela Merkel e que prevê a possibilidade de prejuízos para os investidores em dívida de países que venham a ser resgatados, no quadro do fundo permanente aprovado na última Cimeira europeia.

    As taxas de juro genéricas da dívida pública são as que têm sido utilizadas como referência, já que consistem num índice de remuneração das várias linhas de financiamento com maturidades próximas dos 20 anos, o que confere maior significância ao indicador. Só hoje estas taxas superaram os 7%.




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  15. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Goldman Sachs: Intervenção do FMI na Irlanda e Portugal acabaria com a tensão nos mercados

    Goldman Sachs: Intervenção do FMI na Irlanda e Portugal acabaria com a tensão nos mercados


    O resgate de Portugal e Irlanda por parte do Fundo Monetário Internacional resolveria a actual tensão nos mercados financeiros e evitaria o contágio, considera o Goldman Sachs.


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    “A probabilidade da Irlanda e Portugal entrarem no programa do FMI, designado Fundo Europeu para a Estabilidade Financeira, tem, na nossa opinião, aumentado”, diz Francesco Garzarelli, responsável pelos juros na Goldman em Londres, citado pela Bloomberg.

    “Ao contrário do que aconteceu depois do resgate à Grécia, acreditamos que tal acto [a intervenção do FMI em países como Portugal e Irlanda] não conduzirá ao contágio. Pelo contrário, poderá resolver as tensões” em torno das dívidas soberanas.

    Recorde-se que hoje as obrigações irlandesas caíram pelo 12º dia consecutivo. Segundo a agência Bloomberg, os juros da dívida irlandesa tocaram nos 8,10% no arranque da sessão, novo recorde. Pouco depois começaram a ceder, mas permanecem acima da barreira dos 8%.

    Já os juros das obrigações portuguesas a 10 anos, tendo em conta os preços genéricos da Bloomberg, ultrapassaram os 7% hoje às 13h34, depois da emissão de dívida pública levada a cabo pelo IGCP esta manhã, em que se registou uma procura inferior à da última emissão.




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  16. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa sobem mais de 30 pontos base

    Juros da dívida portuguesa sobem mais de 30 pontos base


    Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos, tendo em conta os preços genéricos da Bloomberg, sobem já mais de 30 pontos base, tendo acelerado as subidas depois de terem superado hoje pela primeira vez a fasquia dos 7%, no dia em que Portugal colocou no mercado a última emissão de dívida de longo prazo do ano.



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    As obrigações da dívida pública com maturidade de 10 anos avançam 32 pontos base para 7,08%, superando a fasquia dos 7% pela primeira vez desde que o Portugal aderiu à moeda única europeia, segundo as taxas genéricas da Bloomberg.

    Este máximo foi ultrapassado depois da última emissão de dívida que o IGCP colocou no mercado este ano, onde pagou um juro de 6,806% na emissão com maturidade daqui a 10 anos. Uma emissão muito aguardada devido ao escrutínio dos mercados sobre as contas públicas das economias periféricas da Europa.

    Os juros no mercado secundário estão assim quase 30 pontos base acima do registado no leilão registado no mercado primário. O “spread” face à dívida alemã – que mede o prémio de risco exigido pelos investidores para comprarem dívida portuguesa em detrimento da alemã - está em 464 pontos base, um novo máximo histórico.

    Já ontem os juros da dívida pública com maturidade a 10 anos atingiram o máximo histórico de 6,892% segundo o índice de preços genéricos das obrigações da Bloomberg. Nas obrigações com maturidade em Junho de 2020, uma das que linhas de financiamento do Estado, os juros chegaram ultrapassar os 7% na última sessão.

    No entanto as taxas de juro genéricas da dívida pública são as que têm sido utilizadas como referência, já que consistem num índice de remuneração da várias linhas de financiamento com maturidades próximas dos 10 anos, o que confere maior significância ao indicador.

    No leilão desta manhã, a procura caiu face à anterior emissão comparável a 10 anos mas continua a superar em mais de duas vezes a oferta.


    Proposta alemã pressiona obrigações portuguesas


    Taxas genéricas
    As taxas de juro genéricas da dívida pública são as que têm sido utilizadas como referência, já que consistem num índice de remuneração das várias linhas de financiamento com maturidades próximas dos 10 anos, o que confere maior significância ao indicador. Só hoje estas taxas superaram os 7%.







    Os custos de financiamento de Portugal têm estado sob pressão. Nas últimas semanas, os mercados assistiram a um êxodo da dívida dos países da chamada “periferia” europeia, como Portugal e Irlanda.

    "A abordagem da Alemanha na gestão da crise soberana está a ter um impacto muito negativo. Trouxe maior incerteza e turbulência a uma situação que ainda estava longe de ser solucionada", disse ontem ao Negócios Gary Jenkins, um analista da Evolution Securities, em Londres.

    Em causa está a proposta que vai ser levada ao Ecofin pela mão da chanceler Angela Merkel e que prevê a possibilidade de prejuízos para os investidores em dívida de países que venham a ser resgatados, no quadro do fundo permanente aprovado na última Cimeira europeia.

    A subida das “yields” da dívida portuguesa está a ser generalizada. Na Irlanda, o juro da dívida a dez anos ultrapassaram esta tarde a fasquia dos 8,5%, numa subida de 60 pontos base.

    Este forte aumento é hoje atribuído ao anúncio da LHC Cleamet, a maior casa de “clearing” (câmara de compensação) de Londres, de que vai aumentar em 15% as margens para transaccionar títulos da dívida irlandesa, devido ao maior risco que agora atribui à entrada do país numa situação de incumprimento.




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  17. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Citigroup: "Portugal continua a ser arrastado pelo sentimento negativo dos mercados"

    Citigroup: "Portugal continua a ser arrastado pelo sentimento negativo dos mercados"

    O Citigroup considera que a emissão de dívida pública realizada hoje pelo IGCP correu "muito bem". Mas sublinha que não vai ser um "ponto de viragem" no recente desempenho do mercado.


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    Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos, tendo em conta os preços genéricos da Bloomberg, continuam a subir, estando nos 7,093%, depois da emissão de dívida pública levada a cabo pelo IGCP esta manhã, em que se registou uma procura inferior à da última emissão.

    Para o Citigroup a emissão de hoje "correu muito bem" mas não vai ser um "ponto de viragem, já que a actual situação dos mercados periféricos não se alterou”.

    "Continuam a surgir más notícias sobre a Irlanda e isso está a impulsionar os ‘spreads’ da dívida dos países periféricos. Portugal continua a ser arrastado por este sentimento negativo", refere à Bloomberg o economista Jamie Searle do Citigroup.

    Para o Millennium IB a emissão de dívida pública de hoje "correu melhor do que o esperado". "A 'yield' média que resultou deste leilão foi inferior às 'yields' dos mercados secundários", sublinhou o analista José Brandão.




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  18. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida irlandesa já estão acima de 8,5%

    Juros da dívida irlandesa já estão acima de 8,5%


    As taxas de juro implícitas aos títulos da dívida pública irlandesa a dez anos ultrapassaram esta tarde a fasquia dos 8,5%, depois de terem acumulado doze sessões em alta.


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    Ao longo do dia, os juros que os investidores estão a reclamar entre si para vender títulos irlandeses galoparam 60 pontos base para os 8,541%, depois de terem iniciado a sessão de hoje já num novo máximo da era do euro, acima dos 8%.

    A delicada situação orçamental irlandesa e o impasse em torno do novo Orçamento (que só deverá ser detalhado em Dezembro) explica boa parte do agravamento das condições de acesso ao crédito.

    O défice deverá disparar neste ano para o equivalente a 32% do PIB, devido aos mais de 50 mil milhões de euros de capitais públicos injectados para estancar a sangria na banca irlandesa, duramente castigada pela explosão do “subprime” (crédito de alto risco) norte-americano e da bolha imobiliária que há anos se formava no antigo “tigre celta”.

    Mas a Irlanda está também a ser hoje castigada pelo anúncio da LHC Cleamet, a maior casa de “clearing” (câmara de compensação) de Londres, de que vai aumentar em 15% as margens para transaccionar títulos da dívida irlandesa, devido ao maior risco que agora atribui à entrada do país numa situação de incumprimento.

    Por último, o mercado da dívida soberana irlandesa está igualmente a ser varrido pela repercussão da controversa proposta da chanceler Ângela Merkel.

    A Alemanha conseguiu na cimeira europeia de 29 de Outubro o acordo dos seus pares para estabelecer um mecanismo permanente de socorro para a Zona Euro. Esse mecanismo de “gestão de crises” visa substituir, em 2013, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira, criado em Maio último com a possibilidade de mobilizar, juntamente com o FMI, até 750 mil milhões de euros para socorrer países que, tal como a Grécia, se vejam impossibilitados de aceder aos mercados financeiros, devido às elevadas taxas de juro reclamadas ou mesmo à recusa dos investidores em fornecer novos créditos.

    O novo mecanismo – que obrigará à reabertura do Tratado de Lisboa – exigirá, por pressão de Berlim, que os credores privados suportem parte do custo, mediante a reestruturação da respectiva dívida, caso um país tenha de ser ajudado pelos demais para não entrar em incumprimento.

    Todos os detalhes estão ainda em aberto. Mas a recente escalada dos juros reclamados à Irlanda e à generalidade dos países periféricos do euro, entre os quais Portugal, tem sido associada a esta proposta, com os analistas a considerarem que os investidores estão já a incorporar um preço pela possibilidade de um “default” na periferia, que num futuro breve os poderá fazer perder parte do capital emprestado ou aceitar prazos de reembolsos mais alargados do que os inicialmente acordados.



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  19. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Emissão portuguesa recebida com "alívio" pelos analistas


    Reacções

    Emissão portuguesa recebida com "alívio" pelos analistas

    Económico
    10/11/10

    Confira aqui as reacções dos analistas à última emissão de obrigações do Tesouro português em 2010.


    Filipe Silva, Carregosa
    "Na emissão mais longa, foi importante ter conseguido ficar abaixo dos 7%. Mas a procura diminuiu, o que significa que o apetite e o interesse dos investidores pela dívida portuguesa baixaram bastante. No caso da dívida a 10 anos, a procura caiu para menos de metade, o que é relevante".

    Orlando Green, Credit Agricole
    "O leilão é um alívio já que retira uma potencial ‘casca de banana'. Deverá haver algum alívio no mercado porque é o último leilão, talvez possamos ver um ‘rally' em termos de apetite por risco".

    Diego Iscaro, Global Insight
    "A procura é importante, mas estas ‘yields' estão muito altas. A subida das ‘yields' reflecte as preocupações acerca do futuro da economia portuguesa, sobretudo no que toca às suas finanças públicas".

    João Sousa, BPI
    "Durante o início de 2011 ainda iremos pagar um custo elevado pela dívida, isto até se ver, na execução orçamental, a implementação de medidas de austeridade que estão inscritas no Orçamento, nomeadamente, a redução da despesa primária".

    Ricardo Marques, Informação Mercados Financeiros
    "Devemos voltar ao mercado em Janeiro ou Fevereiro de 2011 e espero que, no entretanto, as coisas acalmem e o próximo leilão, já em 2011, seja feito com taxas mais baixas"


    Nota: Declarações à agência Reuters




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  20. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Banca estrangeira ficou com 70% do leilão de hoje


    IGCP

    Banca estrangeira ficou com 70% do leilão de hoje

    Económico
    10/11/10

    O presidente IGCP revelou que os bancos estrangeiros compraram cerca de 70% do montante total de OT hoje colocado.

    "Estamos a ouvir de algumas casas de ‘research' que as Obrigações foram, na maioria, compradas por bancos nacionais. Isso não é verdade", disse Alberto Soares à Reuters.
    O presidente do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), órgão que gere a dívida pública portuguesa, esclareceu que "os bancos portugueses ficaram com cerca de 30% de ambas as maturidades, o resto é estrangeiro".
    Alberto Soares revelou ainda que os estrangeiros detêm agora cerca de 80% do total da dívida do País.
    Portugal realizou hoje a sua última emissão de OT em 2010, tendo colocado 1.242 milhões de euros a 10 e a 6 anos, quase o montante máximo indicativo, com a procura a duplicar a oferta nas duas maturidades Os juros agravaram-se em ambas as maturidades, mas ficaram abaixo da barreira dos 7%.
    Para Alberto Soares, "o leilão correu bem, a 'yield' saiu abaixo do nível no mercado secundário".
    Porém, os mercados de dívida não deram tréguas a Portugal. É que os juros das obrigações do Tesouro (OT) nacionais com maturidade a 2020 atingiram os 7,106%. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.



    in DE
     
Engisat