Juro da dívida de Portugal cai abaixo de 7%

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 12, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Risco (act.)

    Juro da dívida de Portugal cai abaixo de 7%


    12/11/10

    O juro das obrigações portuguesas a 10 anos desce pelo segundo dia consecutivo para 6,96%. Também o juro irlandês está a aliviar.
    [acrescenta comentários de José Brandão Brito, responsável de 'Research' de Mercados Financeiros do Millennium Investment Banking]

    A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal e à Irlanda está hoje a dar sinais de alívio, depois de os líderes da União Europeia, reunidos na cimeira do G20 terem reforçado que os actuais detentores de títulos de dívida pública não serão forçado a assumir as perdas em caso de reestruturação da dívida de um Estado emissor desses títulos. As novas regras só entrarão em vigor a partir de 2013.
    Sinal disso é que o juro das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cedia para 6,961%, depois de ter fechado ontem nos 7,014%. Trata-se da linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.
    No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos cedia para 6,981%, após ter ficado ontem nos 7,035. Já o diferencial entre a dívida soberana portuguesa e as 'bund' alemãs com a mesma maturidade, que são a referência para o mercado, seguia nos 453,9 pontos. Ontem, chegou a superar os 500 pontos pela primeira vez, segundo dados da Reuters.
    Também o juro das OT a 10 anos irlandesas cedia hoje para 8,686%, depois de se ter fixado nos 8,891% ao final do dia de ontem.
    José Brandão Brito, responsável de 'Research' de Mercados Financeiros do Millennium Investment Banking, explicou ao Económico que há dois factores que estarão a contribuir para esta descida dos juros. "Por um lado, o BCE está a intervir no mercado. Por outro lado, a intensificação da perspectiva de que a Irlanda recorra ao mecanismo de estabilidade europeu pode estar a dar alguma confiança aos credores", adiantou, frisando, contudo, que a segunda hipótese não terá tanto peso.
    "No caso de Portugal, os indicadores de dívida têm sido penalizados pelo efeito de contágio. Quando há más notícias sobre a Irlanda, Portugal também sofre. Agora com este alívio em relação à Irlanda, Portugal também está a beneficiar", acrescentou.



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