Juros da dívida portuguesa batem novo recorde

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 9, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Mercado

    Portugal em risco de pagar 7% na emissão de dívida

    09/11/10

    A dívida portuguesa bateu ontem novos máximos históricos, dois dias antes de Portugal ir ao mercado pela última vez este ano.

    Às 15:20 horas a dívida portuguesa a dez anos atingia um novo máximo histórico. Batia nos 6,819%, o valor mais alto desde 1997, e longe da média dos 4,4% a que emitiu durante a última década, já como parte da zona euro. A explicação para esta escalada das taxas de juro não é óbvia.
    "Hoje não percebi porquê", confessa Filipe Silva, gestor do mercado de dívida do Banco Carregosa. "Foi estranho, começou por volta do 12:30 horas e daí foi sempre a cair a pique [o preço das obrigações]. Houve uma venda massiva de dívida a dez anos". E nem o alegado interesse das autoridades chinesas em comprar dívida pública portuguesa parece ter ajudado a acalmar os mercados.
    O gestor assume que foram vários os clientes e ‘players' de mercado a contactá-lo ontem com a mesma dúvida e quando se fala nas diferentes possibilidades avançadas durante o dia na comunicação social, Filipe Silva descarta: "A questão de contágio da Irlanda não faz sentido. Estávamos a cair mais que a Irlanda e começámos a cair primeiro do que eles". A dívida irlandesa atingiu ontem o pico nos 7,88%, mais 26 pontos base face ao fecho de sexta-feira, com o acumular de receios sobre a capacidade da Irlanda em cumprir as metas do défice. (ver texto em baixo). Já a dívida portuguesa chegou a escalar 30 pontos base, mas corrigiu ao final do dia para terminar nos 6,776%.



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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Portugal na periferia e com os nervos em franja


    Economia

    Portugal na periferia e com os nervos em franja


    09/11/10

    Medidas de austeridade não convencem mercados e países mais pobres são forçados a pagar mais para se endividar.

    Para portugueses viajados como Daniel Rebelo e Bárbara Faria, a ideia de viverem sem o euro, ao qual tanto eles como a maioria dos europeus já se habituaram, ao fim destes dez anos, é quase impensável. "Não acho que possamos voltar a uma situação sem euro", afirma Rebelo, de 32 anos e antigo gestor financeiro de uma subsidiária de peças para motores da empresa alemã Continental.
    Nem ela nem Faria, ambos a tirarem um MBA em Lisboa, têm quaisquer problemas quanto à imposição de disciplina orçamental por parte de Bruxelas ou do Norte da Europa a Portugal, isso servir para acalmar os mercados financeiros, que temem uma crise financeira como aquela que afectou a Grécia no final deste ano. "Ter Bruxelas por perto é sem dúvida uma coisa boa", diz Bárbara Faria, de 26 anos.
    Daniel Rebelo conclui que "a única injustiça seria se Portugal fosse o alvo seguinte, logo a seguir à Grécia".



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  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa batem novo recorde

    A “yield” das obrigações do tesouro a 10 anos atingiu um novo recorde nos 6,839%, cada vez mais perto dos 7%.


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    O juro da dívida portuguesa a 10 anos atingiu esta manhã um novo recorde desde a introdução do euro, cada vez mais perto do nível a que o ministro das Finanças afirmou que seria necessário solicitar a ajuda do FMI.

    Segundo os preços genéricos da Bloomberg, a “yield” das obrigações do tesouro a 10 anos sobe 6 pontos base para 6,839%, o que representa um novo máximo desde a introdução do euro. O prémio de risco da dívida, medido pelo diferencial dos juros da dívida portuguesa face à alemã, atingiu também um recorde nos 448 pontos base.

    O juro que os investidores estão a exigir para comprar dívida portuguesa está assim a um pequeno passo do nível que Teixeira dos Santos identificou como a partir do qual poderia ser necessário pedir ajuda do fundo de emergência europeu, e por arrasto, a intervenção do FMI.

    Na Irlanda o cenário é mais grave, com a yield da dívida pública a 10 anos a atingir também um recorde nos 7,87%, com o “spread” face à Alemanha já bem acima dos 500 pontos base.

    O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, garantiu que a Irlanda não pediu ajuda, num momento em que os investidores continuam a evitar a dívida do país devido aos receios que os custos para resgatar o sistema financeiro irlandês levem a uma situação de incumprimento.

    O acentuar do pessimismo dos investidores na dívida portuguesa ocorre também depois de ontem a Fitch ter cortado o “rating” de quatro bancos portugueses, citando os maiores riscos de financiamento e liquidez.

    Para o economista-chefe do banco de investimento Goldman Sachs os actuais custos de financiamento, tanto de Portugal, como da Irlanda, são "claramente insustentáveis". Erik Nielsen acredita que existe uma grande probabilidade de Portugal e da Irlanda "precisarem de recorrer à ajuda a União Europeia".

    Merkel afasta investidores

    Mas o que mais tem afastado os investidores da dívida portuguesa e irlandesa é a intenção da Alemanha e da França em obrigarem os credores privados a participarem nos custos de um resgate a um país do euro.

    Angela Merkel vai mesmo levar até ao Ecofin a proposta que prevê que os investidores assumam perdas em dívida de países resgatados pela Europa.

    "A novidade da sessão de ontem foi que também países como Itália e Espanha, que estavam a aguentar-se bem, sentiram um forte agravamento nos custos de financiamento", assinala Peter Schaffrik, um analista do Royal Bank of Canada, ao Negócios.


    A proposta alemã foi ontem aprovada pelo Governo de coligação liderado por Angela Merkel e vai ser discutida na reunião do Ecofin, agendada para 15 e 16 de Novembro.
    No fim-de-semana, o ministro das Finanças alemão voltou a defender que não sejam apenas os Estados a arcar com os custos de eventuais resgates a países em dificuldades.

    93% do financiamento de 2010 já obtido


    O presidente do IGCP, Alberto Soares, disse ontem em entrevista à Bloomberg TV que o País já obteve a quase totalidade das necessidades de financiamento para este ano.
    A agência que gere o crédito público português faz amanhã a última emissão de obrigações do Tesouro do ano, com o objectivo de financiar-se em até 1.250 milhões de euros. Os analistas prevêem que, pelo empréstimo, Portugal pague os juros mais elevados desde a entrada na Zona Euro.





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  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Risco de Portugal bate novo máximo em 6,892%


    Dívida

    Risco de Portugal bate novo máximo em 6,892%


    09/11/10

    Na véspera de Portugal voltar a testar os mercados de dívida, os juros da República continuam a escalada rumo aos 7%.

    As ‘yields' das obrigações do Tesouro português a 10 sobem hoje para 6,892%, contra os 6,819% atingidos ontem.
    Uma subida que ocorre na véspera de Portugal voltar ao mercado para a sua última emissão de Obrigações do Tesouro em 2010. Com 93% das necessidades de financiamento cumpridas, Portugal prepara-se para emitir a seis e dez anos, num montante indicativo entre os 750 e os 1.250 milhões de euros.
    "É muito provável que a dívida pública venha a atingir os 7% e para já não está nas mãos de Portugal evitá-lo. Só um sucesso do lado da execução orçamental poderia reverter a actual tendência, mas só para 2011 é que se poderá fazer essa avaliação e até lá Portugal terá de continuar a emitir", defende João Zorro, director de Investimento da ESAF.
    Recorde-se que o ministro Teixeira dos Santos definiu o limite de 7% como sendo o patamar para se começar a pensar numa solução que envolva Bruxelas e o FMI. Já depois disso, o Governo disse repetidamente que pedir ajuda externa não é opção.
    Também o diferencial entre as obrigações do Tesouro português a 10 anos e as ‘bunds' alemãs com a mesma maturidade, indicador conhecido por ‘spread', avança para 447,8 pontos base, igualmente um valor recorde.
    No mesmo sentido, o preço dos 'credit-default swaps' (CDS) sobre obrigações do Tesouro a cinco anos, sobe para os 460 pontos, o que significa que os investidores têm de pagar um seguro anual de 460 mil euros mensais por esta espécie de seguro contra o eventual incumprimento de Portugal.



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  5. dirtytuga

    dirtytuga Membro Li-ion

    eNTÃO E O oRÇAMENTO PÁ?
     
  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Vieira da Silva rejeita limite de 7% para pedir ajuda ao FMI


    Dívida

    Vieira da Silva rejeita limite de 7% para pedir ajuda ao FMI

    Económico com Lusa
    09/11/10

    "Não há nenhum limite objectivo, nem a fixação de nenhuma fronteira", diz Vieira da Silva, sobre os juros da República, hoje perto de 7%.

    "A situação internacional tem evoluído muito rapidamente e as avaliações têm de ser feitas à medida que essa evolução se verifica. Não há nenhum limite objectivo, nem a fixação de nenhuma fronteira", disse à Lusa o responsável pela pasta da Economia, referindo-se aos juros das obrigações soberanas a 10 anos, que hoje renovaram máximos e se aproximam da barreira dos 7%.
    A 'barreira psicológica' dos 7% foi lançada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que disse, em entrevista ao Expresso há precisamente um mês, que "com taxas de juro que se aproximem dos 7% entramos num terreno onde essa alternativa começa a colocar-se".
    Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão hoje a negociar novamente em máximos históricos ao atingirem, pelas 13h10, aos 6,842%.
    Para Vieira da Silva, "os mercados não têm razão para percepcionar risco na divida portuguesa", já que o país "mostrou capacidade de corrigir os seus desequilíbrios no passado" e está empenhado em fazê-lo novamente.
    "Portugal honra os seus compromissos financeiros e assumiu para com a comunidade internacional e para si próprio uma redução do défice que é a melhor garantia do empenho do país em corrigir os desequilíbrios que contribuem para que, neste cenário internacional tão adverso, a nossa dívida seja colocada sobre pressão", considerou o responsável pela pasta da Economia, Inovação e Desenvolvimento.
    O ministro lembrou ainda que os máximos hoje atingidos referem-se "às taxas de juro que se praticam no mercado secundário" e não nos custos de colocação da dívida portuguesa.
    Na quarta-feira, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público emite dívida de longo prazo para conseguir entre 750 e 1250 milhões de euros.
    Questionado sobre se receia que os valores hoje atingidos no mercado secundário se reflictam no leilão de quarta-feira, Vieira da Silva reiterou que "não há nenhuma razão para acrescentar alguma coisa ao que tem sido dito pelo Governo, não tem existido uma diminuição da procura da nossa dívida e não vejo nenhuma razão para que haja uma leitura diferente da que já foi feita".
    Questionado sobre o corte da relação comercial entre o BES e a Fitch, na sequência de uma deterioração da análise feita à instituição liderada por Ricardo Salgado, o ministro Vieira da Silva não quis comentar: "É uma questão que tem a ver com relações comerciais privadas e não me compete comentar".



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  7. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Se passar os 7%, Portugal pode continuar sem ir ao FMI"


    Ricciardi

    "Se passar os 7%, Portugal pode continuar sem ir ao FMI"

    09/11/10

    José Maria Ricciardi considera que o actual nível dos juros cobrados a Portugal não é problemático "se for pontual".

    "Se passar os 7%, Portugal pode continuar sem ir ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Depende do tempo em que fica acima desse valor", afirmou hoje o presidente do BESI durante um encontro com jornalistas, num dia em que os juros das OT a 10 anos cotaram a escassas centésimas dos 7%.
    "Importante é depois, com a execução orçamental, conseguir baixar esse valor porque o problema está em passar a dívida toda para esse nível de juros", sublinhou José Maria Ricciardi.



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  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Schroders: "Taxas estão a aumentar para um nível que Portugal já não consegue pagar"


    Schroders

    "Taxas estão a aumentar para um nível que Portugal já não consegue pagar"


    09/11/10

    A alusão de Teixeira dos Santos ao limite dos 7% foi “um erro”, diz Azad Zangana, da Schroders.

    Para o economista da Schroders, uma das maiores gestoras de activos do mundo, "a situação [portuguesa] está a transformar-se numa profecia que se está a concretizar", referindo-se à escalada dos juros da dívida pública nacional, que estão hoje a escassas centésimas do tal patamar de 7%.
    E para o especialista da Schroders "as taxas estão a aumentar para um nível tal que Portugal já não consegue pagar". Na mesma declaração, Azad Zangana considera ainda "um erro o Ministro das Finanças Português ter referido o patamar dos 7% para pedir intervenção do FMI".
    "Infelizmente, com a UE a discutir a partilha da dívida do sector privado - o código para reestruturações e incumprimentos - os investidores privados estão a começar a incorporar o risco dos títulos de dívida pública portugueses, o que inevitavelmente leva ao aumento das taxas", explicou.



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  9. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Espanha lidera subidas no custo da protecção para o risco soberano na Europa

    Espanha lidera subidas no custo da protecção para o risco soberano na Europa


    O preço dos CDS para a dívida soberana para um conjunto de países da Europa Ocidental registou hoje um máximo histórico, com Espanha a liderar a subida do risco.


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    O custo de comprar segurança contra o risco de incumprimento da dívida soberana da Europa Ocidental cresceu hoje para um máximo histórico, com os custos de comprar a protecção para Espanha a liderar a subida.

    O índice de CDS do Markit iTraxx SovX Western Europe subiu 2,5 pontos base para 179,5 pontos, negociando ao nível mais elevado de que a firma de dados de mercado CMA Datavision tem registo, segundo a Bloomberg.

    Um movimento que foi liderado pelos CDS de Espanha, que avançaram 10,5 pontos base para o máximo histórico de 275,5 pontos. Já os contratos para a dívida portuguesa avançaram três pontos base para 470 pontos e os da Irlanda acresceram também três pontos base para 602 pontos.

    A Grécia é o país com o custo de protecção para o risco de incumprimento mais elevado do grupo e este progride hoje 45 pontos para 873 pontos base.

    A subida do custo de adquirir protecção contra o risco de incumprimento impulsionou os juros da dívida pública, levando as obrigações do Tesouro de Espanha com maturidade de 10 anos a ascenderem 2,9 pontos base para 4,435%, enquanto as portuguesas apreciam 0,91 pontos para 6,867%, encontrando-se próximas de um máximo histórico registado esta manhã. Na Irlanda, os juros da dívida pública a 10 anos avançam 4,4 pontos base para 7,903%




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  10. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    HSBC recomenda vender obrigações de Espanha a cinco anos

    HSBC recomenda vender obrigações de Espanha a cinco anos


    Os investidores devem vender dívida espanhola a cinco anos para beneficiar da subida do risco de Espanha, que deverá sofrer o contágio da situação na Irlanda e Portugal.


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    O maior banco da Europa recomenda vender obrigações de Espanha, numa aposta que visa lucrar com a subida do prémio de risco de Espanha, para níveis mais próximos do prémios de risco pagos por Portugal e a Irlanda.

    “Com maior risco de contágio encontram-se os mercados de Espanha, Itália e Bélgica, porque estes não deverão crescer o suficiente para evitar que a aritmética fiscal se torne mais desafiante”, diz a nota de investimento assinada pelo analista de renda fixa, Steven Major e citada pela Bloomberg.

    Hoje o prémio de risco da dívida portuguesa sobe para os 449,7 pontos base e voltam a fixar um novo máximo histórico, depois de ontem terem ultrapassado os 440 pontos base.

    Apesar de as propostas da Europa para que o Mecanismo de Reestruturação da Dívida poderem vir a demorar anos a ser implementadas, “os detentores de obrigações vão reagir agora com base no momento e a forma como os fluxos de remuneração poderão alterar-se” no futuro, explicou o responsável do HSBC. À luz desse plano, “os credores obrigacionistas – indiivuduais, bancos e gestores de fundos – poderão enfrentar grandes perdas”, concluiu.



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  11. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ricciardi: "Subida de juros não tem nada a ver com o PS e PSD, mas com a senhora Merkel"

    Ricciardi: "Subida de juros não tem nada a ver com o PS e PSD, mas com a senhora Merkel"


    CEO do BES Investimento culpa a Alemanha pela escalada recente dos juros da dívida portuguesa e considera que "a Europa tem líderes muito fracos".


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    "A subida dos juros não tem nada a ver com o PS e PSD, mas com a senhora Merkel”, afirmou José Maria Ricciardi num encontro com jornalistas.

    José Maria Ricciardi comentou a subida de taxas de juro portuguesas hoje dizendo que a escalada recente não tem nada a ver com o acordo entre o PS e o PSD, mas com as intenções da Alemanha de envolver os financiadores privados nos casos de reestruturação de dívida de Estados.

    Numa crítica directa à chanceler alemã, o presidente do BESI afirmou que “a Europa tem líderes fracos, que precisam da aprovação da sua própria opinião pública para se manterem líderes. Faltam estadistas, temos políticos muito fracos na Europa”.

    Em relação a Portugal, Ricciardi diz que “é incompreensível que os partidos não se entendam”.




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  12. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Vieira da Silva rejeita limite de 7% para pedir ajuda ao FMI

    Vieira da Silva rejeita limite de 7% para pedir ajuda ao FMI


    O ministro da Economia, vieira da Silva, disse hoje que os mercados não têm razões para percepcionar risco na dívida portuguesa e rejeitou o limite de 7% nos juros para recorrer ao fundo europeu e ao FMI.


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    O ministro da Economia, vieira da Silva, disse hoje que os mercados não têm razões para percepcionar risco na dívida portuguesa e rejeitou o limite de 7% nos juros para recorrer ao fundo europeu e ao FMI.

    "Não há nenhum limite objectivo, nem a fixação de nenhuma fronteira. A situação internacional tem evoluído muito rapidamente e as avaliações têm de ser feitas à medida que essa evolução se verifica", disse à agência Lusa o responsável pela pasta da Economia, referindo-se aos juros das obrigações soberanas a 10 anos, que hoje renovaram máximos e se aproximam da barreira dos 7%.

    A 'barreira psicológica' dos 7% foi lançada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que disse, em entrevista ao Expresso há precisamente um mês, que "com taxas de juro que se aproximem dos sete por cento entramos num terreno onde essa alternativa começa a colocar-se".

    Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão hoje a negociar novamente em máximos históricos ao atingirem, pelas 13:10, aos 6,842%.

    Para Vieira da Silva, "os mercados não têm razão para percepcionar risco na dívida portuguesa", já que o país "já mostrou capacidade de corrigir os seus desequilíbrios no passado" e está empenhado em fazê-lo novamente.

    "Portugal honra os seus compromissos financeiros e assumiu para com a comunidade internacional e para si próprio uma redução do défice que é a melhor garantia do empenho do país em corrigir os desequilíbrios que contribuem para que, neste cenário internacional tão adverso, a nossa dívida seja colocada sobre pressão", considerou o responsável pela pasta da Economia, Inovação e Desenvolvimento.

    O ministro lembrou ainda que os máximos hoje atingidos referem-se "às taxas de juro que se praticam no mercado secundário" e não nos custos de colocação da dívida portuguesa.

    Na quarta feira, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público emite dívida de longo prazo para conseguir entre 750 e 1250 milhões de euros.

    Questionado sobre se receia que os valores hoje atingidos no mercado secundário se reflictam no leilão de quarta feira, Vieira da Silva reiterou que "não há nenhuma razão para acrescentar alguma coisa ao que tem sido dito pelo Governo, não tem existido uma diminuição da procura da nossa dívida e não vejo nenhuma razão para que haja uma leitura diferente da que já foi feita".

    Questionado sobre o corte da relação comercial entre o BES e a Fitch, na sequência de uma deterioração da análise feita à instituição liderada por Ricardo Salgado, o ministro Vieira da Silva não quis comentar: "É uma questão que tem a ver com relações comerciais privadas e não me compete comentar".




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  13. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Especialistas dizem que juro acima de 7% não implica intervenção do FMI


    Dívida

    Especialistas dizem que juro acima de 7% não implica intervenção do FMI

    Económico com Lusa
    09/11/10

    Os operadores financeiros consideram que a barreira dos 7% é uma referência, mas não um sinónimo da intervenção inevitável do FMI.

    "Os 7% valem enquanto um número e porque significam um acréscimo de custos que o Estado tem com a dívida, sobretudo quando confrontado com juros altos conjugados com um cenário de provável entrada em recessão, mas não implicam necessariamente uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI)", disse hoje à agência Lusa Bruno Costa, operador da Go Bulling, corretora do Banco Carregosa.
    Uma opinião partilhada por Pedro Lino, presidente da Dif Broker, que também sublinhou à Lusa que a barreira dos 7% "é apenas um número, mas não vai espoletar uma acção imediata do FMI".
    Segundo a mesma fonte, basta olhar para o exemplo da Irlanda, cuja taxa de juros da dívida a 10 anos já alcançou os 7,8% "e nem por isso houve uma intervenção do FMI".
    Voltando a analisar a dívida portuguesa, Pedro Lino explicou que "no caso português, as condições políticas também não são propícias à vinda do FMI" e que "a vinda agora a curto prazo [daquela entidade] não iria resolver qualquer problema".
    De acordo com Bruno Costa, "o problema sério surgirá caso a taxa se mantenha muitos meses acima dos 7, ou mesmo dos 6%", sublinhando que no ano passado cada português teve um encargo de 13 mil euros com a dívida e que este ano esse valor já ultrapassa os 14 mil euros.
    "Há uma tendência crescente desde a aprovação do Orçamento [do Estado para 2011] e a mesma deverá manter-se até ao Conselho Europeu de Dezembro, pelo que a fasquia dos 7%, infelizmente, há-de ser ultrapassada", antecipou Pedro Lino.
    O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) realiza na quarta-feira de manhã um leilão de dívida (OT 4,20% com maturidade a Outubro 2016 e 4,80% a Junho 2020), num montante indicativo global entre 750 e 1.250 milhões de euros, com o montante mínimo de alocação definido para cada linha de 300 milhões de euros.
    Segundo Bruno Costa, "a maior parte dos operadores do mercado não exclui que a taxa do leilão de amanhã se faça muito perto desse valor [7%]", frisando que na última emissão de dívida soberana portuguesa com prazo de 10 anos, em Setembro, a taxa foi de 6,242%.
    Ainda assim, segundo Pedro Lino, "a barreira de 7% não vai ser batida amanhã", até porque "já há muita procura acima dos 6,75%", apesar de que "quem compra dívida está a exigir mais segurança para comprar o risco".
    Por seu turno, Azad Zangana, da Schroders, disse que "a situação está a transformar-se numa profecia que se está a concretizar. As taxas estão a aumentar para um nível tal que Portugal já não consegue pagar. Infelizmente, com a UE a discutir a partilha da dívida do sector privado -- o código para reestruturações e incumprimentos -- os investidores privados estão a começar a incorporar o risco dos títulos de dívida pública portugueses, o que inevitavelmente leva ao aumento das taxas".



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  14. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa aliviam dos máximos da manhã

    Juros da dívida portuguesa aliviam dos máximos da manhã


    Depois de tocar num máximo histórico nos 6,892%, a "yield" das obrigações do tesouro estão praticamente estáveis face ao dia de ontem e abaixo dos 6,8%.


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    O juro da dívida pública portuguesa a 10 anos está a subir 1 ponto base face ao fecho de ontem, para 6,791%, aliviando dos máximos históricos fixados esta manhã, com a dívida dos periféricos da Europa a beneficiarem com a emissão de dívida de curto prazo realizada pela Grécia.

    Também os juros da Irlanda estão a recuar dos máximos da manhã. A Grécia emitiu hoje 390 milhões de euros em dívida de 26 semanas, com a procura a superar mais de 5 vezes a oferta, levando a “yield” da divida grega a 10 anos a recuar 8 pontos base para 11,327%.

    O juro exigido pelos investidores para comprar dívida portuguesa a 10 anos, de acordo com os preços genéricos da Bloombeg (que agrupam as várias obrigações no mercado e não apenas um linha), atingiu esta manhã um máximo nos 6,892%, próximo do nível a que Teixeira dos Santos chegou a reconhecer que seria plausível uma adesão de Portugal ao fundo de estabilização do euro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, a que já recorreu a Grécia.

    A inversão de tendência surgiu também depois de Teixeira dos Santos ter emitido uma declaração aos mercados, assinalando que Portugal vai prosseguir, “sem hesitação”, a consolidação orçamental para assegurar que continua a financiar-se nos mercados internacionais.

    Nalgumas maturidades mais curtas os juros da dívida portuguesa estão mesmo a recuar, como no prazo de dois anos (-3 pontos base para 4,15%) e de 7 anos (-1 ponto base para 6,22%).

    O prémio de risco da dívida portuguesa a 10 anos face às obrigações alemãs com a mesma maturidade encontra-se agora em 441 pontos base, abaixo do recorde superior a 450 pontos base fixado esta manhã.

    O IGCP, agência que gere o crédito público português, faz amanhã a última emissão de obrigações do Tesouro do ano, com o objectivo de financiar-se em até 1.250 milhões de euros. Os analistas prevêem que, pelo empréstimo, Portugal pague os juros mais elevados desde a entrada na Zona Euro.

    Analistas contactados pela Bloomberg citam os receios dos investidores com a emissão de amanhã para justificar a escalda dos juros na parte inicial da sessão de hoje.





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  15. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ricciardi: "Portugal tem condições para se financiar acima dos 7%"

    "Portugal tem condições para se financiar acima dos 7%"


    Presidente do BESI diz que não é grave se Portugal se financiar a 7% nos mercado, caso a situação não se prolongue.


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    José Maria Ricciardi desvaloriza a barreira de 7% dos juros da dívida pública portuguesa e afirma que “Portugal tem condições para se financiar a 7%”.

    Para o presidente do Banco Espírito Santo de Investimento, a questão chave é saber “durante quanto tempo” tal poderá acontecer. “Se for uns dias não é grave, se se prolongar pode ser problemático”.

    As declarações de Ricciardi surgem no dia em que os juros da dívida portuguesa a 10 anos tocaram num máximo histórico próximo dos 7%. A meio da sessão aliviam do recorde, com a “yield” a situar-se nos 6,791%.

    Teixeira dos Santos chegou a reconhecer, em entrevista ao “Expresso”, que seria plausível uma adesão de Portugal ao fundo de estabilização do euro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, a que já recorreu a Grécia.



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  16. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida a 10 anos descem e aliviam de máximos

    Juros da dívida a 10 anos descem e aliviam de máximos


    Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos atingiram um novo recorde durante a sessão. Mas o dia acabou por não ser tão lesivo, com os juros a recuarem no final.


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    O juro da dívida pública portuguesa a 10 anos desceu 4,3 pontos base face ao fecho de ontem, para 6,733%, aliviando dos máximos históricos fixados esta manhã, quando atingiu os 6,892%, com a dívida dos periféricos da Europa a beneficiarem com a emissão de dívida de curto prazo realizada pela Grécia.

    A Grécia emitiu hoje 390 milhões de euros em dívida de 26 semanas, com a procura a superar mais de 5 vezes a oferta, levando a “yield” da dívida grega a 10 anos a recuar 8,6 pontos base para 11,321%.

    O juro exigido pelos investidores para comprar dívida portuguesa a 10 anos, de acordo com os preços genéricos da Bloombeg (que agrupam as várias obrigações no mercado e não apenas um linha), atingiu esta manhã um máximo nos 6,892%, próximo do nível a que Teixeira dos Santos chegou a reconhecer que seria plausível uma adesão de Portugal ao fundo de estabilização do euro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, a que já recorreu a Grécia.

    A inversão de tendência surgiu também depois de Teixeira dos Santos ter emitido uma declaração aos mercados, assinalando que Portugal vai prosseguir, “sem hesitação”, a consolidação orçamental para assegurar que continua a financiar-se nos mercados internacionais.

    Contudo, nas maturidades mais curtas os juros da dívida portuguesa subiram. No prazo de dois anos o ganho foi de 6,5 pontos base para 4,253% e no de cinco anos a subida foi de 3,8 pontos base para 5,748%.

    O prémio de risco da dívida portuguesa a 10 anos face às obrigações alemãs com a mesma maturidade encontra-se agora em 431 pontos base, abaixo do recorde superior a 450 pontos base fixado esta manhã.

    O IGCP, agência que gere o crédito público português, faz amanhã a última emissão de obrigações do Tesouro do ano, com o objectivo de financiar-se em até 1.250 milhões de euros. Os analistas prevêem que, pelo empréstimo, Portugal pague os juros mais elevados desde a entrada na Zona Euro.

    Analistas contactados pela Bloomberg citam os receios dos investidores com a emissão de amanhã para justificar a escalda dos juros na parte inicial da sessão de hoje.




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  17. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Portugal já está a pagar 7% aos mercados


    Dívida

    Portugal já está a pagar 7% aos mercados


    09/11/10

    O custo da dívida a 10 anos de Portugal passou a barreira que o ministro das Finanças referiu como possível patamar para pensar no FMI.

    Os mercados continuam a não dar tréguas aos títulos de dívida da República e, já hoje, algumas instituições financeiras, conhecidas como ‘bond providers', estão a negociar os títulos da dívida nacional a 10 anos com a ‘yield' dos títulos acima dos 7%, patamar que Teixeira dos Santos referiu como patamar para Portugal recorrer ao FMI.

    É o caso do banco francês Natixis, que chegou mesmo a realizar negócios dos títulos de dívida portuguesa com a ‘yield' a cotar nos 7,108%, mostram dados da Bloomberg.

    No entanto, o índice que toma como referência a ‘yield' média das obrigações do Tesouro a 10 anos praticada pelos 33 ‘bond providers' destes títulos, compilado pela Bloomberg, continua a cotar abaixo da barreira dos 7%, estando actualmente a cotar nos 6,911%.



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  18. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Schroders: "Foi um erro o Ministro das Finanças ter referido os 7% para pedir intervenção do FMI"

    Schroders: "Foi um erro o Ministro das Finanças ter referido os 7% para pedir intervenção do FMI"


    Economista da Schroders considera que os juros da dívida pública portuguesa estão a subir para "um nível tal que Portugal já não consegue pagar" e que Teixeira dos Santos cometeu um erro quando quantificou o nível de juros em que pediria ajuda ao FMI.


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    “A situação está a transformar-se numa profecia que se está a concretizar. As taxas estão a aumentar para um nível tal que Portugal já não consegue pagar”, afirma numa nota de análise Azad Zangana, economista da Schroders, a respeito da subida da emissão de dívida registada hoje.

    “Infelizmente, com a UE a discutir a partilha da dívida do sector privado – o código para reestruturações e incumprimentos – os investidores privados estão a começar a incorporar o risco dos títulos de dívida pública portugueses, o que inevitavelmente leva ao aumento das taxas”, acrescentou.

    O responsável considera ainda “ um erro, o Ministro das Finanças Português ter referido o patamar dos 7% para pedir intervenção do FMI”.

    Este comentário surge no dia em que os juros da dívida pública a 10 anos atingiram um novo recorde, ao tocar nos 6,892%. Entretanto, a “yield” das obrigações a 10 anos já aliviou da subida, e segue mesmo a descer para 6,735%.




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  19. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Daniel Bessa: Alusão à taxa de 7% "não terá sido um momento particularmente feliz"

    Daniel Bessa: Alusão à taxa de 7% "não terá sido um momento particularmente feliz"


    Daniel Bessa considera que o ministro das Finanças teve "um momento particularmente infeliz" quando estabeleceu o patamar de 7% como o limite no qual poderia recorrer ao FMI.


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    “Toda a agente está de acordo que essa alusão a uma taxa de 7% como sendo o ponto de partida para um outro patamar de preocupação fixou aqui a atenção de nós todos num valor. E não terá sido um momento particularmente feliz”, afirmou Daniel Bessa à margem da conferência da Cotec.

    “Eu percebo. As pessoas vêem-se confrontadas com uma grande pressão, sobretudo da comunicação social”, acrescentou.

    Daniel Bessa é já o segundo responsável que hoje criticou Teixeira dos Santos pelo facto de, em entrevista ao “Expresso”, ter dito que se os juros da dívida pública portuguesa chegassem aos 7% seria um patamar em que poderia pedir a intervenção do FMI.

    Já hoje, Azad Zangana, economista da Schroders, considerou “um erro, o Ministro das Finanças Português ter referido o patamar dos 7% para pedir intervenção do FMI”.

    Quanto à evolução dos juros da dívida pública, Daniel Bessa considera que “estamos a assistir a um movimento que é relativamente esperado e em que se conjugam múltiplos factores. O principal dos quais é a mudança de orientação que foi adoptada ao nível da União Europeia e que, em determinado momento, anunciou uma restrição acrescida de financiamento do BCE e não sei se todas as consequências dessa restrição foram antecipadas, mas é sobretudo isso”.




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  20. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Fixar meta dos 7% não foi "particularmente feliz"


    Daniel Bessa

    Fixar meta dos 7% não foi "particularmente feliz"

    Económico com Lusa
    09/11/10

    O ex-ministro Daniel Bessa considerou hoje que a fixação da meta de 7% para recorrer ao FMI "não terá sido um momento particularmente feliz".

    "Toda a gente está hoje de acordo que essa alusão a uma taxa de sete por cento como sendo o ponto de partida para um outro patamar de preocupação fixou aqui a atenção de nós todos num valor e não terá sido um momento particularmente feliz", afirmou o antigo titular da pasta da Economia do governo socialista de António Guterres, em declarações aos jornalistas à margem do 4.º Encontro da Rede PME Inovação COTEC, que decorreu em Lisboa.
    Daniel Bessa reconheceu, contudo, perceber que o ministro das Finanças, quando confrontado com "uma pressão muito grande, sobretudo da comunicação social", tenha avançado com o número de sete por cento dos juros da dívida portuguesa como a meta para o país recorrer à ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI).
    O economista fez, aliás, questão de desdramatizar o número de sete por cento, lembrando que ainda há poucos dias a Irlanda estava "francamente acima dos sete, sem que isso constituísse factor de particular preocupação".
    "Aliás, essas taxas de que nós estamos a falar são taxas de mercado secundário. Portanto, o Governo português não está neste momento a colocar dívida a essas taxas, portanto, o momento mais sério será aquele em que o Governo português regressar ao mercado e logo veremos qual é a taxa a que consegue colocar a dívida pública, emitida nessa altura", explicou.
    Quanto à necessidade de Portugal recorrer ao FMI, o antigo ministro da Economia afirmou que será o Governo a ter que decidir se entende que tal é necessário.
    Interrogado sobre a pressão que os mercados estão a exercer sobre Portugal, Daniel Bessa disse tratar-se, "no curto prazo", do resultado da orientação do Banco Central Europeu, que restringiu o seu financiamento.
    "A mais longo prazo é o resultado de orientações que foram seguidas em Portugal durante décadas, em que somos todos responsáveis, porque a opinião pública portuguesa não pareceu muito preocupada com isso.
    Em eleições realizadas há um ano os eleitores portugueses deram o seu voto às propostas que eram mais afoitas em matéria de despesa e em matéria de IVA", sustentou.
    Sem rejeitar igualmente alguma responsabilidade por não ter sido mais "incisivo" nos alertas, o economista considerou que foi uma escolha colectiva dos portugueses, prosseguida durante muitos anos, "que conduziu a esta situação de uma grande fragilidade das finanças públicas".
    Relativamente ao que pode agora ser feito, o economista reconheceu que de imediato "não há muito a fazer".
    "Estas coisas tratam-se a seu tempo. A única coisa que penso que agora poderá ser feita é melhorar a execução orçamental", sustentou, enfatizando que o importante "não são orçamentos, nem planos, são resultados de execução que reforcem a credibilidade".




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