Juros da dívida portuguesa caem mais de 10 pontos base

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 12, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa caem mais de 10 pontos base


    Os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos prolongam a descida aquém dos 7%, depois de clarificação acerca de participação dos privados no mecanismo de resposta a crises.


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    A dívida portuguesa com maturidade a 10 anos vê os juros caírem 14,8 pontos base para 6,887%, depois de nos últimos dias ter ultrapassado a fasquia dos 7% num movimento em que fixou novos máximos sucessivamente. A descida dos juros da dívida pública portuguesa acompanha a tendência nos juros da dívida soberana das economias periféricas da Zona Euro.

    Nos prazos mais curtos a tendência é mais acentuada, com a remuneração das obrigações a dois anos a declinar para 64,3 pontos base para 4,207% e os da dívida a cinco anos a descer 25,4 pontos base para 5,905%, segundo as taxas genéricas da Bloomberg.

    A contribuir para o alívio das tensões está a clarificação de que um futuro mecanismo de estabilização do euro, que poderá requerer que os investidores participem nos custos de um resgate a uma economia, não será aplicado à dívida que já se encontra no mercado.


    A “yield” que os investidores exigem para deter dívida irlandesa a 10 anos afunda 58 pontos base para 8,312% e os da Grécia recua 10,9 pontos para 11,486%.

    A remuneração que os investidores exigem para deter as obrigações soberanas da periferia da Zona Euro recua assim dos máximos que fixaram depois da proposta de Angela Merkel, de que os investidores em obrigações participassem no custo de resgate de países que deixassem de conseguir financiar-se nos mercados internacionais.

    Isto depois de os ministros das finanças da Alemanha, França, Reino Unido, Espanha e Itália terem clarificado que as novas regras do mecanismo de estabilização do euro só se aplicaria dívida que está por emitir.

    Estas declarações “são claramente destinadas a acalmar os mercados da periferia da Zona Euro”, diz o BNP Paribas citado pela agência noticiosa Dow Jones. O Royal Bank of Scotland acresenta que ainda assim, “as preocupações acerca do formato final do mecanismo vão permanecer”.




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