Juros da dívida portuguesa - Risco de Portugal bate novo máximo em 6,8%

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa ultrapassam 6,7% e reforçam máximo histórico


    Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão a aproximar-se dos 7%, nível a que Teixeira dos Santos poderá considerar recorrer ao financiamento do FMI. O prémio de risco face às "bunds" já ultrapassou os 430 pontos base.


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    A remuneração que os investidores exigem para deter dívida pública está a renovar máximos históricos e a aproximar-se do limite de 7%, que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, referiu como o nível mínimo para admitir recorrer ao financiamento do Fundo Monetário Internacional.

    A percepção do risco dos títulos de dívida soberana portuguesa voltou hoje a subir e levou a remuneração das obrigações portuguesas a 10 anos a fixar um novo recorde histórico. A taxa de juro que os investidores exigem para deter os títulos de dívida portuguesa sobe 21,2 pontos base para 6,727%.

    Uma taxa de juro que leva o prémio de risco da dívida portuguesa face às "bunds" alemãs, que servem de referência na Europa, avança assim para 432,6 pontos base.

    Nos prazos mais curtos a subida da taxa de juro é ainda mais acentuada. A "yield" dos títulos de dívida portuguesa com maturidade daqui a cinco anos sobe 32,6 pontos base para 5,670% e a dívida com maturidade próxima dos dois anos ascende 21,6 pontos base para 4,202%.

    A subida dos juros na dívida portuguesa é mais acentuada do que nas obrigações equiparáveis da Irlanda. Os juros da dívida da Irlanda a 10 anos progridem 14 pontos base para 7,767%.

    Já as obrigações alemãs estão a valorizar (levando os juros pagos pelo país a diminuírem), com os investidores a reduzirem a sua exposição às acções europeias e a aumentarem a sua exposição à segurança relativa da dívida alemã. A “yield” das “bunds” alemãs com maturidade a 10 anos desce 0,9 pontos base para 2,408%.

    "A dívida irlandesa está a comportar-se mal, assim como a portuguesa , e isso suporta as 'bunds'" alemãs, disse o responsável estratégia nas taxas europeias do Royal Bank of Canada na Europa, Peter Schaffrik. "Existem claras preocupações acerca do actual orçamento irlandês, o plano e o apoio político".

    FT põe Portugal e Irlanda "na linha da frente da luta pela sobrevivência do euro"

    O Financial Times dedica hoje uma página a analisar a crise financeira em Portugal. O diário britânico conclui que "não é uma missão impossível" o País recuperar a confiança dos mercados e assim escapar ao FMI e assinala que, para José Sócrates, a luz ao fundo do túnel nunca se vai apagar.

    O FT salienta que Portugal e a Irlanda estão agora na linha da frente da luta pela sobrevivência do euro, sendo que a justificação para a situação de Portugal, segundo o jornal, deve-se aos resultados piores do que o esperado da execução orçamental nos primeiros nove meses do ano e a crise política em torno da aprovação do Orçamento.




    in JNeg
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Risco de Portugal bate novo máximo em 6,8%


    Dívida (act.2)

    Risco de Portugal bate novo máximo em 6,8%


    08/11/10

    Os mercados internacionais dão hoje sinais renovados de nervosismo para com Portugal e Irlanda.

    As ‘yields' das obrigações do Tesouro português a 10 anos fixaram mesmo um novo máximo histórico da era euro ao atingirem os 6,80%. Este agravamento alargou o diferencial para a dívida alemã da mesma maturidade em 33 pontos, com o ‘spread' a situar-se agora nos 442,4 pontos base, também um valor recorde desde o nascimento da moeda única.

    Os juros aproximam-se assim, ainda mais, do limite de 7% definido pelo ministro Teixeira dos Santos como sendo o patamar para se começar a pensar numa solução que envolva Bruxelas e o FMI. Já depois disso, o Governo disse repetidamente que pedir ajuda externa não é opção.

    Traders contactados pela agência Reuters justificam esta subida com o efeito de contágio irlandês, mas também com os números hoje divulgados sobre a cedência de liquidez do Banco Central Europeu (BCE) à banca portuguesa, que recuou de forma residual em Outubro. Estes factores terão neutralizado a intervenção do BCE na semana passada - Trichet comprou dívida portuguesa e irlandesa para travar a escalada dos juros -, e também a garantia da China que, em visita oficial a Portugal, prometeu ajudar o País a sair da actual crise. As declarações de Alberto Soares, presidente do IGCP, à agência Bloomberg, onde destacou a diversificação da base de credores de Portugal, também parecem não ter surtido efeito.

    A tensão nos mercados de dívida é ainda mais evidente em Dublin, mesmo depois do governo irlandês ter anunciado, na semana passada, um novo plano de austeridade para corrigir as contas públicas do país. Os juros cobrados pelos investidores para comprarem títulos a 10 anos de dívida pública irlandesa agravaram-se para 7,8%. O ‘spread' face as ‘bunds' alemãs da mesma maturidade subiram até aos 540,4 pontos base.

    Outra forma de medir o risco de país é o preço dos ‘credit default swaps'. Também aqui Portugal (456 pontos) e Irlanda (598 pontos) se destacam pela negativa com subidas de 13 pontos base.




    in DE
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros nos 6,8% e "spread" da dívida pública face às "bunds" atinge recorde

    Juros nos 6,8% e "spread" da dívida pública face às "bunds" atinge recorde


    Os juros da dívida portuguesa a 10 anos renovaram um novo máximo histórico, ao tocarem nos 6,8%, e aproximam-se dos 7%, nível a que Teixeira dos Santos poderá considerar recorrer ao financiamento do FMI. O prémio de risco face às "bunds" atingiu o nível mais elevado de sempre.


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    A remuneração que os investidores exigem para deter dívida pública está a renovar máximos históricos e a aproximar-se do limite de 7%, que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, referiu como o nível mínimo para admitir recorrer ao financiamento do Fundo Monetário Internacional.
    A percepção do risco dos títulos de dívida soberana portuguesa voltou hoje a subir e levou a remuneração das obrigações portuguesas a 10 anos a fixar um novo recorde histórico. A taxa de juro que os investidores exigem para deter os títulos de dívida portuguesa sobe 28,5 pontos base para 6,8%.

    Uma taxa de juro que leva o prémio de risco da dívida portuguesa face às "bunds" alemãs, que servem de referência na Europa, para um novo máximo histórico de 441,6 pontos base. O anterior máximo era de 440 pontos base. Este valor traduz o prémio de risco que os investidores estão a exigir para comprar dívida portuguesa em detrimento da alemã.

    Nos prazos mais curtos a subida da taxa de juro é ainda mais acentuada. A "yield" dos títulos de dívida portuguesa com maturidade daqui a cinco anos sobe 39 pontos base para 5,734% e a dívida com maturidade próxima dos dois anos ascende 26,1 pontos base para 4,247%.

    As obrigações alemãs estão a valorizar (levando os juros pagos pelo país a diminuírem), com os investidores a reduzirem a sua exposição às acções europeias e a aumentarem a sua exposição à segurança relativa da dívida alemã. A “yield” das “bunds” alemãs com maturidade a 10 anos desce 0,3 pontos base para 2,348%.

    "A dívida irlandesa está a comportar-se mal, assim como a portuguesa, e isso suporta as 'bunds'" alemãs, disse o responsável de estratégia nas taxas europeias do Royal Bank of Canada na Europa, Peter Schaffrik. "Existem claras preocupações acerca do actual orçamento irlandês, o plano e o apoio político".

    FT põe Portugal e Irlanda "na linha da frente da luta pela sobrevivência do euro"

    O Financial Times dedica hoje uma página a analisar a crise financeira em Portugal. O diário britânico conclui que "não é uma missão impossível" o País recuperar a confiança dos mercados e assim escapar ao FMI e assinala que, para José Sócrates, a luz ao fundo do túnel nunca se vai apagar.

    O FT salienta que Portugal e a Irlanda estão agora na linha da frente da luta pela sobrevivência do euro, sendo que a justificação para a situação de Portugal, segundo o jornal, deve-se aos resultados piores do que o esperado da execução orçamental nos primeiros nove meses do ano e a crise política em torno da aprovação do Orçamento do Estado.



    in JNeg
     
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