Lula da Silva antecipa medidas difíceis

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 3, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Ex-Presidente

    Lula da Silva antecipa medidas difíceis

    03/11/10

    Medidas podem incluir um corte nas despesas públicas.

    O presidente Lula pondera elevar o seu altruísmo com Dilma Rousseff para um novo patamar, tomando até ao final do seu mandato, 31 de Dezembro, algumas decisões difíceis que vinham sendo adiadas para não interferir com a campanha, mas também outras potencialmente impopulares para facilitar o início do mandato da "presidenta".
    A iniciativa, ontem noticiada pela Folha de São Paulo, foi confirmada ao telefone por um quadro do Partido dos Trabalhadores. Porém, esta ajuda depende em parte de quanto Dilma irá valorizar as opiniões de Lula na formação do governo. No terreno económico, estas medidas podem incluir um corte na despesa do sector público, elevando o défice primário, por exemplo contendo a política de rendimentos do Estado ou medidas para conter a alta do real contra o dólar.
    Um dos dossiers pendentes, que Lula avalia travar, é o pedido do Ministério Público para um aumento de 56% para os funcionários públicos da Justiça, e que se for aprovado implica um aumento de 6,4 mil milhões de reais na despesa anual, com efeito dominó sobre as outras carreiras da função pública.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Dilma garante câmbio flutuante e combate ao dumping


    Presidente

    Dilma garante câmbio flutuante e combate ao dumping


    03/11/10

    Todos os sinais da nova presidente apontam na continuidade de políticas. O optimismo reina nos mercados.

    Há oito anos os juros e o prémio de risco disparavam e a bolsa afundava no Brasil com receio do que um sindicalista faria no leme do Brasil. Hoje os mercados reagem de forma diametralmente oposta diante da eleição de uma antiga guerrilheira esquerdista. Lula prometia ruptura e trouxe estabilidade, Dilma Rousseff prometera continuidade e discretamente já está a cumprir.
    Nomeou um dos elementos mais conservadores do seu partido, próximo do empresariado e antigo ministro das finanças de Lula, António Palocci, para chefiar a equipa de transição. Garantiu que não vai alterar a política cambial, que será dura na gestão dos gastos públicos e que não vai "brincar com inflação" - "o governo terá metas inflacionárias da mesma forma que no governo Lula".
    Nas suas primeiras entrevistas como nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff, garantiu que vai manter a política de câmbio flutuante e não vai brincar com a inflação. "Não acredito que manipular o câmbio resolva coisa alguma. Nós temos uma péssima experiência disso", disse Dilma à TV Globo, recordando os dias de câmbio fixo durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Reconheceu a existência de uma guerra cambial que torna necessário tomar medidas para proteger as empresas nacionais e travar a inflação via afluxo de bens importados para assegurou não fará "nada que produza marola ou crie confusão".
    O Brasil, prometeu, estará protegido contra "qualquer tipo de guerra ou especulação internacional". "Que fique claro que nós iremos usar todas as armas para impedir o dumping e políticas de preços que prejudiquem as indústrias brasileiras", avisou na entrevista à TV Record. É uma crítica velada às práticas agressivas de empresas chinesas no mercado brasileiro, que beneficiam de uma moeda, o iuan, artificialmente subvalorizado.



    in DE
     
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