Manifestação da Função Pública menos participada que o esperado

Discussão em 'Nacional (Notícias)' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Protesto

    Manifestação da Função Pública menos participada que o esperado

    08/11/10

    Quase todos os sectores de actividade vão aderir à greve de 24 de Novembro.

    Apesar de a adesão à manifestação de sábado ter ficado aquém das estimativas dos sindicatos, estes acreditam que a greve do próximo dia 24 vai ter uma adesão maior dos trabalhadores. É o elevado número de sindicatos, que representam quase todos os sectores de actividade, aderentes que está a dar força às expectativas das centrais sindicais UGT e CGTP.
    E embora, o secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, defenda que o "Governo não entende haver condições para mudar de rumo", já anunciaram a adesão à greve sindicatos dos mais importantes sectores de actividade, desde professores a médicos aos trabalhadores dos impostos e das maiores empresas com participação do Estado. De facto, são vários os sindicatos que já confirmaram presença: entre os mais significativos contam-se os sindicatos da PT, CTT, TAP - que promete parar o espaço aéreo nacional -, do Sindicato Nacional da Indústria e da Energia, da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato Independente dos Médicos, dos Jornalistas, dos Magistrados do Ministério Público, além do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, entre outros. A RTP e a agência Lusa também já anunciaram que vão aderir.
    Na manifestação de sábado o número de manifestantes ficou abaixo do esperado: inicialmente estava prevista a presença de mais de 150 mil pessoas, mas ontem a CGTP reconheceu um número inferior, em torno dos cem mil manifestantes. Do lado do Governo não foram avançados valores, mas Castilho dos Santos insistiu na ideia de que "este é o rumo que garante a consolidação das contas públicas e a abertura e estabilização para que haja crescimento e emprego, de forma a superarmos este momento mais difícil".
    Por detrás destes movimentos de protesto estão as medidas aprovadas no Orçamento do Estado para este ano pelo Governo e negociadas com o PSD de Passos Coelho. O corte na massa salarial de 5%, no abono de família, o congelamento de pensões, admissões e progressões na carreira, além do aumento de impostos, sobretudo através da subida do IVA, são algumas das medidas contestadas. O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, afirmou durante o discurso na manifestação de sábado que a greve de dia 24 de Novembro é, nas "últimas décadas, a que dá mais sentimento de futuro", acrescentando, de acordo com a Lusa, que o protesto servirá também desestabilizar "uma certa burguesia que no espaço privado e do estado deita escandalosamente uma riqueza que pertence a todos".



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