Manuela e os dividendos do cavaquismo

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Manuela e os dividendos do cavaquismo


    04/11/10 | Miguel Coutinho




    Primeiro com Eduardo Catroga e agora com Manuela Ferreira Leite, o PSD de Passos Coelho revela não ter preconceitos em recuperar as glórias do cavaquismo e em recolher os respectivos dividendos.

    Faz bem, apesar da frieza de relacionamento que cultiva com Belém. Os dois ex-ministros das Finanças de Cavaco trouxeram lucidez e seriedade ao debate político e tiveram em Francisco Assis um contraponto que dignifica o PS. Ontem, Manuela Ferreira Leite recolocou o nível da discussão parlamentar no domínio da urbanidade e do aceitável - e fê-lo sem falsas diplomacias e com uma crueza que só um percurso de coerência permite. Disse o óbvio que, infelizmente, a maioria não quer ver: que Portugal é hoje refém dos seus credores; que sempre soubemos como os mercados funcionam e que, sobretudo, não desconhecíamos a primeira das suas regras: quem manda é quem paga; que não foi por falta de aviso que o Governo conduziu o país a este ponto; e que as crises antecipam-se e gerem-se, não se negam. Disse o essencial num país que encara o erro sistemático como um acidente de percurso. A errata ao Orçamento do Estado apresentada pelo Governo simboliza, aliás, o momento do país - somos erráticos e erramos mais do que é aceitável. Ferreira Leite fez o favor de dizer o que todos de Badajoz para cima já perceberam - que Portugal não aguenta mais erros e que corrigir o que está errado é um caminho longo.


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    Miguel Coutinho





    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ferreira Leite levou ao Parlamento a "apreensão" de Cavaco no Facebook

    Ferreira Leite levou ao Parlamento a "apreensão" de Cavaco no Facebook


    A aprovação do Orçamento para 2011 na primeira votação parlamentar encerrou ontem dois meses e meio de crispação política, com o voto de abstenção do PSD a adiar a abertura de uma crise política.


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    No dia “D”, Manuela Ferreira Leite, ex-líder do PSD, acabou por fazer a ponte entre socialistas e social-democratas, ao afirmar o documento “no seu conjunto” como “inevitável” e ao fazer baixar o tom crispado do primeiro dia de discussão, que Cavaco Silva tinha criticado.

    A ex-ministra de Cavaco Silva foi assim a “voz” do Presidente da República no hemiciclo, tanto na defesa da viabilização do documento como no apelo à contenção verbal e contra a cedência das “tentações partidárias” aos interesses nacionais. Cavaco dissera na véspera, via redes sociais, depois das primeiras oito horas de discussão no Parlamento, ver “com muita apreensão o desprestígio da classe política e a impaciência com que os cidadãos assistem a alguns debates”.




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  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Governo aponta Ferreira Leite como deusa da sensatez


    Debate

    Governo aponta Ferreira Leite como deusa da sensatez


    04/11/10

    Ex-líder do PSD marcou debate do Orçamento do Estado ao dizer que é aquilo que o país “precisa” e arrancou elogios ao próprio primeiro-ministro.

    Nem Sócrates, nem nenhum dos seus ministros defenderam tão bem o Orçamento do Estado para 2011 como o fez ontem Manuela Ferreira Leite. A ex-líder do PSD foi a grande estrela do debate sobre as contas do país, silenciando todo o plenário e arrancando elogios até do próprio primeiro-ministro. Deixou claro, não só que este é o "Orçamento que o país precisa", como também lembrou que este não é o tempo para "manobras políticas" e que mais do que aprovar o Orçamento é preciso conseguir executá-lo.
    A ex-ministra das Finanças frisou, no entanto, que "este Orçamento não é uma salvação, mas apenas o início do caminho, não é um sonho mau do qual acordaremos em breve". E garantiu que vai lutar para que quando o PSD chegar ao Governo "ao fim de dois meses de lá estar, seja dito que a culpa do que está a ser feito" é do PS, porque estarão a tratar "um doente" que o Governo de Sócrates quase matou.
    Nem isto inibiu Sócrates de repetir três vezes que ouviu com "agrado" o que disse a sua ex-rival. Afinal, Ferreira Leite deixou até indirectamente um recado a Passos Coelho de que é preciso pôr o interesse nacional acima do partidário. Mas também deixou um reparo ao ministro das Finanças: "Se pensa isso [que o PSD estava a preparar uma crise política para daqui a seis ou oito meses], não diga publicamente. Os mercados funcionam a seis meses e o senhor já lhes disse que na sua perspectiva vai haver uma crise política", alertou a deputada.



    in DE
     
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