Matérias-primas aceleram para máximos de 25 meses

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 9, 2010.

  1. JuizDidi

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    Matérias-primas aceleram para máximos de 25 meses


    09/11/10

    Algodão e ouro atingiram hoje os valores mais elevados de sempre. Prata reluz em máximos de 30 anos. Milho e açúcar também estão em alta.

    Tudo somado e o índice da Reuters/Jefferies CRB, que monitoriza a evolução dos preços de 19 matérias-primas, subia hoje 1,22% para 319,11 pontos, depois de já ter atingido os 320,38 pontos durante o dia, o valor mais elevado desde Outubro de 2008.
    No mesmo sentido, o índice Standard & Poor's GSCI para 24 'commodities' também atingiu hoje os 606,768 dólares, igualmente máximos de 25 meses.
    Esta evolução surge num dia em que o ouro atingiu novos máximos em Londres, nos 1.426,6 dólares por onça, com os receios de que alguns governos europeus possam ter em financiar-se e com a desvalorização do dólar a aumentar a procura por matérias-primas, como um investimentos de refúgio.
    É neste cenário que também a prata renovou máximos de 30 anos, a valer mais de 29,3 dólares por onça.
    "Os agentes do mercado estão novamente mais atentos aps problemas na zona euro", comentou Andrey Kryuchenkov, analista no VTB Capital em Londres, à Bloomberg. "O ouro ainda evolui fortemente em sentido inverso ao dólar, mas isto pode muito bem aligeirar-se com a escalada dos receios sobre a zona euro", acrescentou.
    Ainda na categoria dos metais, o cobre sobe pela quarta sessão consecutiva também em Nova Iorque, atingindo o valor mais elevado dos últimos 28 meses, acima dos 4 dólares por libra peso.
    Nota também para o açúcar, que está a avançar pela décima sessão consecutiva em Nova Iorque, até aos 33,32 cêntimos de dólar por libra, o preço mais elevado desde 1981, com os receios que a Índia reduza as exportações da matéria-primapara aumentar os inventários do país.
    Nota ainda para a evolução do preço do algodão, que também está em máximos recorde pela sexta sessão consecutiva, nos 1,51 dólares por libra.



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