Matérias-primas agrícolas continuam a encarecer

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 3, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Matérias-primas agrícolas continuam a encarecer


    As "commodities" do sector agrícola estão a seguir um movimento altista.


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    A generalidade das matérias-primas agrícolas continua a ganhar terreno nos mercados internacionais. O movimento tem vindo a intensificar-se, reflectindo-se mais tarde ou mais cedo nos preços dos alimentos. A valorização do petróleo, vital para muitas operações agrícolas – equipamentos e transporte – também está a desempenhar o seu papel, tal como aconteceu durante a crise alimentar do primeiro semestre de 2008.

    O açúcar, por exemplo, está hoje em máximos de 29 anos, devido aos receios em torno da produção no Brasil. Além disso, a Índia poderá limitar as exportações para impulsionar os inventários domésticos, o que está a contribuir para a tendência de subida.

    No mercado de futuros de Nova Iorque, o açúcar não-refinado segue a ganhar 2,9% para 30,3 cêntimos por libra-peso, depois de já ter hoje atingido os 30,64 cêntimos – o valor mais alto desde 15 de Janeiro de 1981.

    Segundo as previsões da Newsedge USA, citada pela Bloomberg, esta “commodity” poderá disparar para os 35 cêntimos até Março (uma escalada de 19%) se o tempo seco persistir no Brasil, de par com o aumento da procura por parte de muitos países consumidores.

    O açúcar mais do que duplicou desde que atingiu um mínimo de 13 meses a 7 de Maio e tem estado a disparar devido aos receios de que as condições atmosféricas adversas penalizem a produção no Brasil, Rússia, China e Paquistão.

    Em Londres, o açúcar refinado para entrega em Março segue a avançar 2,5% para 753,30 dólares por tonelada. De manhã, chegou aos 755,90 dólares, o patamar mais elevado desde 26 de Janeiro passado.

    O porco magro está também a encarecer na sessão de hoje, sustentado por sinais de que a procura de carne de porco nos EUA está a retomar. Os futuros para entrega em Dezembro seguem a subir 0,8% para 65,75 cêntimos por libra-peso no mercado de Chicago.



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    Chá, café ou laranjada?

    Mas há mais. O café, por exemplo poderá disparar para 2,10 dólares por libra-peso ainda esta semana em Nova Iorque, prolongando assim a sua escalada para o mais alto nível de 13 anos, devido aos padrões “bullish” revelados pela análise técnica e aos receios de que a procura mundial exceda a oferta, sublinhou hoje a corretora Phillip Futures Pte.

    A variedade de café arábica – usada pela Starbucks, por exemplo – já subiu 46% este ano devido às condições atmosféricas desfavoráveis para as culturas na América Central e do Sul. “Recentemente, tanto o Brasil como a Costa Rica reviram em baixa as suas estimativas para as suas colheitas, ao passo que a Colômbia e a América Central se debateram com chuvas inesperadas”, salienta a mesma corretora.

    Na semana passada, o arábica avançou para 2,046 dólares por libra-peso, o valor mais alto desde Agosto de 1997, e o contrato de Dezembro fechou ontem a valer 1,9785 dólares – estando hoje a adicionar mais 0,2% para 1,981 dólares. Só em Outubro, ganhou 11%.

    Em Londres, a variedade do café robusta para entrega em Janeiro está em contraciclo a ceder hoje 0,2% para 1.925 dólares por tonelada.

    O cacau segue o mesmo caminho de subida da generalidade das matérias-primas agrícolas, estando hoje a ser sustentado pela desvalorização da moeda norte-americana. Quando a nota verde se deprecia, quem ganha são os activos denominados em dólares, como é o caso das matérias-primas. Esta debilidade da divisa dos EUA está também a impulsionar hoje as cotações do sumo de laranja.

    O cacau para entrega em Dezembro regista um acréscimo de 0,8% para 2.780 dólares por tonelada em Nova Iorque, ao passo que o contrato de Janeiro do sumo de laranja avança 0,5% no mesmo mercado, para 1,592 dólares por libra-peso, sendo esta a quinta sessão consecutiva em alta.



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    Cereais e oleaginosas não fogem à subida

    Quanto aos futuros do trigo, estão a valorizar no mercado de Chicago, depois de um relatório do governo norte-americano ter revelado que a colheita se deteriorou na semana passada devido ao tempo seco nalgumas regiões. O trigo para entrega em Dezembro está hoje a apreciar-se 0,2% para 7,0375 dólares por alqueire.

    Além dos cereais, também as oleaginosas estão a negociar no verde. Os futuros do óleo de palma dispararam para o nível mais alto de mais de dois anos, dada a especulação de que o crescimento da oferta de óleos de cozinha não será suficiente para atender ao aumento da procura por parte da China, Paquistão e Europa.

    O contrato de Janeiro da bolsa da Malásia segue a subir 0,5% para 3.106 ringgits (1.003 dólares) por tonelada, nos valores mais altos desde 24 de Julho de 2008.

    Por seu lado, o óleo de soja, que já disparou 22% este ano em Chicago, está hoje a avançar 0,5% para 12,41 dólares por alqueire.




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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Açúcar em máximos de 29 anos


    Matérias-primas

    Açúcar em máximos de 29 anos



    O preço do açúcar subiu hoje para o valor mais elevado desde 1981, impulsionado pelo tempo seco que está a destruir a produção no Brasil.

    Também a impulsionar o preço está a hipótese de a Índia limitar as exportações para reforçar os inventários do país.

    O preço do açúcar para entrega em Março subia 0,85 cêntimos de dólar (ou 2,9%) para os 30,3 cêntimos por libra (medida de peso equivalente a 453,6 gramas) em Nova Iorque, depois de ter atingido os 30,64 cêntimos durante a sessão, o preço mais elevado desde 15 de Janeiro de 1981.

    "Quer o Brasil quer a Índia estão a contribuir para esta agitação", explicou Judith Ganes-Chase, presidente da consultora J. Ganes em Nova Iorque, à Bloomberg. "Os preços vão continuar fortes", acrescentou.

    A produção de açúcar na região do sul do Brasil, a principal produtora do país, recuou 30% na primeira quinzena de Outubro em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da associação UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar.

    Por seu turno, os inventários da Índia, o segundo maior produtor do mundo, rondam os quatro milhões de toneladas métricas este ano, face ao nível considerado ‘óptimo' de 10 milhões, segundo a consultora Rabobank International.




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