Matérias-primas com maior queda dos últimos 18 meses pressionadas pela China

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 12, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Matérias-primas com maior queda dos últimos 18 meses pressionadas pela China


    A possibilidade de a China subir as taxas de juro está hoje a penalizar fortemente as "commodities".


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    As matérias-primas registaram a maior queda dos últimos 18 meses devido à especulação de que a China irá aumentar os juros para conter a inflação.

    Estes rumores têm estado hoje a penalizar fortemente os mercados de “commodities”, já que uma subida das taxas de juro por parte da China – que a Agência Internacional da Energia diz que é já a maior consumidora mundial de energia, destronando os EUA – poderá reduzir a procura de produtos energéticos, cereais e metais.

    O índice CRB Reuters/Jefferies, que negoceia em Nova Iorque um cabaz de 19 mercadorias, já esteve hoje a ceder 3,7%, arrastado sobretudo pela queda das cotações do açúcar e do níquel. Neste momento, cai 3,4%, para 304,02 pontos, e se estiver em torno deste nível de depreciação no fecho da sessão, será o mais forte decréscimo desde 20 de Abril do ano passado.

    No acumulado do ano, o CRB está a ganhar cerca de 11%, sustentado pelas recentes valorizações de muitas matérias-primas.

    No passado dia 9 deste mês, o CRB atingiu um máximo de 25 meses, numa sessão em que o ouro marcou um novo máximo histórico, ao passo que o algodão e o cobre negociavam perto de recordes.

    Ainda ontem o petróleo esteve também a subir fortemente, com o Brent em torno dos 90 dólares por barril, mas hoje o “ouro negro” está a acusar a preocupação perante a possível subida dos juros na China e segue a perder mais de 3% nos Estados Unidos.

    O contrato de Dezembro do crude de referência dos EUA, o “West Texas Intermediate” (WTI), segue a recuar 3,05% no mercado nova-iorquino, para 85,13 dólares por barril.

    Em Londres, o Brent do Mar do Norte para entrega em Dezembro, está a perder 2,72%, a negociar nos 86,39 dólares.

    Os mercados accionistas estiveram no vermelho um pouco por todo o mundo – a praça lisboeta foi uma das excepções, animada pelo crescimento da economia e pela queda dos juros da dívida pública – devido à crescente convicção de que o banco central chinês está a preparar-se para aumentar os juros e controlar assim o aumento dos preços no consumidor, que no mês passado atingiram um máximo de dois anos.

    Todas as componentes do CRB caíram na sessão de hoje. O açúcar refinado afundou 12% no mercado londrino (a maior queda diária de sempre), ao passo que o milho e a soja desceram o máximo diário possível na bolsa de mercadorias de Chicago.



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