Mercado Cambial - Notíçias de 05/11/2010

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 5, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Injecção de dólares da Fed reforça euro e ameaça exportações europeias


    Trichet diz não acreditar num dólar fraco, mas emergentes já falam em retaliação.


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    A segunda vaga de injecção maciça de dólares na economia norte-americana já começou a fazer borbulhar os mercados financeiros. Os efeitos, ainda que moderados, cruzaram ontem o Atlântico: nos Estados Unidos aumentou a apetência por activos de risco, dando um impulso adicional ao mercado accionista, que voltou a valorizar; na Europa, provocou nova subida da moeda única, que ganhou força em relação ao dólar e renovou os receios dos exportadores da Zona Euro.

    No centro da polémica está o anúncio, feito na quarta-feira por parte da Reserva Federal (Fed), de que está em marcha um "Quantitative Easing II" - um programa alargado de compra de obrigações do Tesouro e outros títulos de dívida, com o objectivo de baixar os juros destes activos e encorajar, assim, compra de títulos mais arriscados, como acções.

    O euro está a valorizar 0,54% face ao dólar, valendo agora 1,4215 dólares. Para assistir a uma moeda europeia tão forte é necessário recuar até 20 de Janeiro de 2010.





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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Alemanha acusa EUA de não cumprirem promessa

    Política monetária

    Alemanha acusa EUA de não cumprirem promessa


    O programa anunciado pela Reserva Federal para a injecção de dinheiro na economia americana vai contra um compromisso assumido na cimeira do G20, denunciou o ministro alemão das Finanças, que promete falar "criticamente" do assunto na próxima cimeira, na Coreia do Sul.


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    O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schauble, acusou os Estados Unidos da América (EUA) de não cumprirem um compromisso feito na cimeira de Toronto em Junho, ao avançarem agora com a injecção de 600 mil milhões de dólares para estimular o crescimento da economia.

    O compromisso assumido era de apertar os cintos. "Foi essa a política comum, que todos os países desenvolvidos, incluindo os EUA, presentes na cimeira do G20 em Toronto, explicitamente se comprometeram a adoptar", afirmou Wolfgang Schauble na televisão alemã, citado pelo portal euobserver.com.

    O ministro alemão das Finanças já deixa um aviso. "Falaremos disto criticamente nos contactos bilaterais com os nossos parceiros americanos, mas também na cimeira do G20 na Coreia do Sul nas próximas semanas", disse Wolfgang Schauble.

    A decisão norte-americana, anunciada quarta-feira pela Fed (Reserva Federal), passa pela compra de obrigações do Tesouro dos EUA num programa, denominado "Quantitative Easing", que tem como objectivo baixar os juros destes activos e encorajar a compra de títulos mais arriscados, como acções.

    Este programa levantou já algum cepticismo por parte de vários economistas e políticos. O deputado alemão Frank Schaeffler referia que "imprimir dinheiro novamente vai gerar um tsunami na economia mundial".

    Já o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, foi cauteloso na reacção ao programa norte-americano. "Acredito que a Reserva Federal e o governo americano estão interessados num dólar forte e que isso é bom. Confio nas declarações dos responsáveis e não tenho razões para pensar o contrário", afirmou Trichet.




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  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Euro em queda com receios renovados sobre periféricos

    Euro em queda com receios renovados sobre periféricos


    O euro está a desvalorizar 0,82% face ao dólar, para os 1,4091 dólares, depois de conhecida a queda das vendas a retalho na Europa, e renovados os receios em torno da crise da dívida dos periféricos.


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    A moeda única está a desvalorizar 0,82% face à divisa norte-americana, que recupera de um mínimo de nove meses. A motivar a queda do euro está a diminuição inesperada das vendas a retalho na Europa, e a estagnação da economia espanhola, que está a renovar os receios em torno da crise da dívida dos chamados periféricos do Velho Continente.

    A reforçar o avanço da divisa norte-americana está ainda a notícia de que a massa salarial nos Estados Unidos aumentou pela primeira vez desde Maio.

    A moeda europeia inverte assim a tendência dos últimos dias, marcados pelo anúncio da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) sobre as novas medidas de estímulo à economia.

    O euro estava a ganhar força face ao dólar desde quarta-feira, quando a Fed declarou que está em marcha um "Quantitative Easing II" - um programa alargado de compra de obrigações do Tesouro e outros títulos de dívida, com o objectivo de baixar os juros destes activos e encorajar, assim, compra de títulos mais arriscados, como acções.




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