Mercado Cambial - Notíçias de 09/11/2010

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 9, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Mundo

    Europa isola ainda mais EUA na guerra cambial


    09/11/10

    Eurogrupo acusa Washington de depreciar o dólar de forma indirecta.

    Depois da China, Alemanha, Brasil e Rússia terem criticado as medidas adoptadas pela Reserva Federal dos EUA (Fed) para reanimar a economia do país, ontem foi a vez do presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, se mostrar contra uma política cambial norte-americana mais expansiva. "Não me parece que a decisão da Fed seja boa", disse Juncker em Bruxelas, a poucos dias da cimeira do G20 que tem início na Coreia do Sul esta quinta-feira.
    Na Índia, o presidente norte-americano, Barack Obama, saiu ontem em defesa das medidas adoptadas pela Fed, dizendo que a economia mundial não se pode dar ao luxo de uma situação em que alguns países mantenham défices ou superávites comerciais excessivos, num claro recado para a China, que os EUA acusam de desvalorizar artificialmente o iuan para ter vantagem nas exportações. "O mandato da Fed, o meu mandato, é fazer crescer a economia americana, o que é positivo não só para os EUA mas para todo o mundo", disse Obama.
    O risco iminente de uma guerra cambial protagonizada por Washington e Pequim está a deixar cada vez mais fracturado o grupo das 20 maiores economias mundiais, que já começa a ser denominado G19+1, numa alusão ao isolamento dos EUA por defender a imposição de limites às políticas cambiais de todos os países.
    Depois de ter sugerido um tecto máximo de 4% do PIB tanto para superávites como para défices correntes, proposta que foi rejeitada em uníssono pelos países do G20, o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, deixou cair essa ideia e fala agora de um mecanismo de alerta para motorizar situações excessivas de desequilíbrio comercial. Na Índia, Geithner garantiu que os líderes mundiais estão de acordo com esta ideia, uma "abordagem pragmática e multilateral", incluindo a China.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Europa e BRIC unidos contra passo solitário da Fed

    Europa e BRIC unidos contra passo solitário da Fed


    O G-20 prepara-se para uma nova batalha intensa na já antiga guerra cambial.


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    Os vinte países mais poderosos do mundo preparam-se para uma nova batalha intensa na já antiga guerra cambial. O palco da disputa será a cimeira do G20 em Seul (Coreia do Sul), onde a União Europeia e os países emergentes vão exigir aos Estados Unidos que abandonem a adopção de medidas que coloquem em risco as restantes economias.

    Um recado directo para Washington, depois da Reserva Federal norte-americana (Fed) ter anunciado na semana passada uma injecção de 600 mil milhões de dólares (422 mil milhões de euros) no sistema bancário, até ao final do segundo trimestre de 2011.

    O euro perde 0,39% para os 1,3939 dólares, num dia em que os juros da dívida pública irlandesa e portuguesa continuam a renovar máximos históricos.



    in JNeg
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Euro acumula perda de 2,5% em três sessões com crise da dívida a pressionar

    Euro acumula perda de 2,5% em três sessões com crise da dívida a pressionar


    A moeda única está desvalorizar pela terceira sessão consecutiva e a corrigir de máximos de 9 meses, com os receios relativos à crise orçamental europeia a voltarem a pressionar a divisa. O UBS diz que a crise orçamental pode levar euro até aos 1,25 dólares.


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    O euro desce 0,53% para 1,3846 dólares e negoceia 2,54% abaixo do máximo de 19 de Janeiro em que negociou na passada quinta-feira ao tocar os 1,4207 dólares.

    A moeda única desvaloriza face à maiorias dos seus pares cambiais principais, com os investidores a recearem que Portugal e a Irlanda se debatam para honrar os seus compromissos para com os detentores de dívida soberana e de que os esforços de contenção orçamental penalizem o crescimento da região.

    “Existem estes rumores na Europa”, disse o estratega de câmbios do Commonwealth Bank of Austrália, Joseph Capurso, à Bloomberg. “Existe risco de queda considerável na Europa”, acrescentou.

    A Irlanda apresentou um plano de redução do défice em mais seis mil milhões de euros em 2011, acerca do qual irá apresentar detalhes em a 7 de Dezembro e o prémio de risco da dívida portuguesa face à alemã atingiu ontem os 444 pontos base, registando um maior “spread” desde 1997. Já a mesma diferença nas obrigações irlandesas cresceu para o recorde de 550 pontos.

    UBS diz crise orçamental pode levar euro até aos 1,25 dólares

    O maior banco da Suíça diz que a actual crise financeira que a Europa está a atravessar pode levar o euro a inverter os ganhos face ao dólar, pressionando euro até ao intervalo que vai dos 1,30 dólares até aos 1,25 dólares. No longo prazo, o banco diz que o “justo valor” da moeda europeia é de 1,20 dólares.

    O banco manteve a sua perspectiva de quedas para a divisa da união monetária mesmo quando esta ultrapassou os 1,40 dólares e diz que a valorização do euro reduz “ainda mais as perspectivas de as economias da Zona Euro conseguirem gerar receitas fiscais suficientes para pagar as suas dívidas”, escreveu o analista Monsoor Mohi-uddin numa nota de investimento citada pela Bloomberg. “Permanecemos cépticos acerca do euro nos 1,40-1,42 dólares”.




    in JNeg
     
  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Merkel alerta para proteccionismo e escalada da "guerra cambial"

    Merkel alerta para proteccionismo e escalada da "guerra cambial"


    Em entrevista publicada hoje pelo Financial Times, Angela Merkel reforça a ideia de que os países mais frágeis da Zona Euro vão mesmo ter de levar as políticas de austeridade até ao fim.


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    O protecccionismo e a eventual escalada de uma "guerra cambial" são os temas que, neste momento, mais preocupam a chancelar alemã. Em entrevista publicada hoje pelo Financial Times, Angela Merkel diz estes serão os "pratos fortes" da Cimeira do G20, que começa na quinta-feira em Seoul, na Coreia do Sul, e reforça a ideia de que os países mais frágeis da Zona Euro vão mesmo ter de levar as políticas de austeridade até ao fim.

    "A maior ameaça a colocar-nos em perigo é o proteccionismo, e não estamos a tomar as decisões necessárias para garantir um comércio livre genuíno", disse ao FT. E acrescentou que uma das prioridades deve ser, por isso, concluir a Ronda de Doha, que está em "banho maria" há já vários anos.

    A "guerra cambial" foi outro dos temas abordados. Merkel desdramatizou a tensão crescente entre Estados Unidos e China, mas pediu também ao regime de Pequim que adoptasse uma política cambial mais flexível. "A China deve ser persuadida, através de factos e 'benchmarks', a adoptar uma taxa de câmbio justa".

    A política cambial chinesa tem estado no centro do debate económico, depois de os Estados Unidos terem acusado os responsáveis de manterem um "renminbi" demasiado baixo, o que dificulta as exportações americanas devido ao diferencial criado na competitividade dos dois países. Uma crítica que também já foi feita à Alemanha - que detém o maior superávit comercial da Zona Euro - mas que Merkel ontem rejeitou como injusta. "A Alemanha não tem moeda própria para determinar o seu câmbio", disse.

    Igualmente rejeitada foi a ideia, ainda embrionária mas já proposta pelos Estados Unidos, de estabelecer limites aos saldos das contas externas dos vários países. "É uma medida demasiado limitada", afirmou Merkel.

    Políticas de austeridade até ao fim

    Uma coisa é certa: os países da periferia europeia - Irlanda, Grécia, Portugal e Espanha - vão mesmo ter de levar as políticas de austeridade até ao fim. Angela Merkel voltou a afirmar a necessidade de as economias consolidarem as contas públicas e disse que o contrário poderia levar a um corte total do financiamento externo.

    O que não invalida, contudo, que seja "absolutamente necessário" continuar a trabalhar em alterações ao Tratado de Maastricht que permitam estabilizar permanentemente a moeda única. Merkel admite que já não pensa em limitar os direitos de voto dos países que não cumpram os critérios do défice e da dívida, como chegou a ser falado, mas defende que são necessárias mudanças que previnam uma nova crise grega.




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  5. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Receios em torno da dívida penalizam moeda europeia

    Receios em torno da dívida penalizam moeda europeia


    A moeda única europeia segue a perder terreno face ao dólar, transaccionando abaixo dos 1,39 dólares, penalizada pelos receios em torno da crise da dívida soberana na Zona Euro.


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    O cai 0,69% para os 1,3824 dólares, naquela que é a terceira sessão de perdas para a divisa da Zona Euro. Neste período, acumulou uma desvalorização de 2,70%.

    A moeda única negoceia em queda face às principais moedas, num dia em que os investidores voltam a reflectir na negociação as suas preocupações relativamente à capacidade de alguns países da Zona Euro em levar a cabo os seus compromissos de dívida.

    A moeda europeia tem corrigido parte dos ganhos que registou no mês de Setembro, período em que foi animada pela expectativa em torno do anúncio de novas medidas de estímulo à economia por parte da Reserva Federal norte-americana.

    Nas últimas sessões, o receio em torno da crise da dívida soberana enfrentada por alguns países da Zona Euro, nomeadamente Portugal e Irlanda, têm sido responsáveis pelo menor interesse dos investidores nos activos da região como é o caso do euro.



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  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Destinos do euro e da Europa "estão indissoluvelmente ligados"


    Europa

    Destinos do euro e da Europa "estão indissoluvelmente ligados"

    Económico com Lusa
    09/11/10

    Van Rompuy apelou à união em torno da moeda única, afirmando que "os destinos da Europa e do Euro estão indissoluvelmente ligados".

    O euro "é a ferramenta mais eficaz" que a Europa tem, acrescentou o político belga, sublinhando que, "com as velhas moedas, o mercado único não teria sobrevivido" às recentes crises.
    Rompuy defendeu o reforço do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), para evitar futuras crises, acrescentando que a UE precisa agora de crescimento estrutural, e de criar postos de trabalho.
    "Sem isso, seremos apenas um museu, embora não tão belo como este aqui", disse o presidente do Conselho Europeu, No Museu Pergamon, a abrir o ciclo de discursos sobre a Europa na data em que se comemora a queda do Muro de Berlim, em 1989.
    A Fundação Konrad Adenauer, a Fundação Robert Bosch e a Fundação Futuro de Berlim, que organizaram o evento, anunciaram que no próximo ano o orador convidado será o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
    Rompuy saudou também a "coragem" dos governos que tiveram de tomar "medidas muito impopulares" para combater as suas dívidas soberanas, casos de Portugal, da Espanha e da Grécia, "em tempos de forte populismo, e assumindo o risco de não serem reeleitos".
    Fez também um apelo á superação das divergências entre estados membros surgidas com a crise da moeda única, pedindo-lhes "mais convergências nas políticas, mas também nos números".
    "Não pode haver uma união monetária sem uma união económica", advertiu o presidente do Conselho Europeu, acrescentando, porém, que a UE pode "ajudar a orientar" as políticas económicas, "sobretudo na zona euro, mas a aplicação das medidas é descentralizada, compete a cada um dos estados membros".
    Rompuy mostrou-se ainda convicto de que "hoje o Euro está mais forte porque há alguns meses a União Europeia tomou decisões políticas", aludindo à criação do fundo de resgate da moeda única, para acudir a países membros em sérias dificuldades financeiras.
    A terminar, o presidente do Conselho Europeu desafiou os "27" a assumir novo papel" no mundo globalizado.
    Precisamos de uma governação global mais forte", disse Rompuy, advogando também que a UE reconheça o papel dos novos países emergentes.
    A chanceler alemã Angela Merkel que fez a apresentação de Rompuy às numerosas individualidades reunidas no Museu Pergamon, fez um apelo à unidade europeia, afirmando que "só em conjunto a União conseguirá manter o seu modelo de sociedade".
    Defendeu também a "rápida aplicação" das medidas para reforçar o Pacto de Estabilidade, que considerou "um grande avanço perante o status quo que existia", e a criação de um mecanismo de superação de crises "que não onere apenas os contribuintes, mas também os credores" de países insolventes.



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