Mercado Cambial - Notíçias de 10/11/2010

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 10, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    G20

    Emergentes e EUA prontos para guerra cambial

    Económico com Lusa
    10/11/10

    Os BRIC serão os principais baluartes na guerra de divisas contra os EUA na reunião de amanhã do G20. Europa também pode ser 'ferida'.

    Dias antes da reunião na capital da Coreia do Sul, o presidente brasileiro deu o mote das posições dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia a China). O Brasil, a Seul, "vai para brigar", avisou.
    Em causa estão as políticas monetárias de estímulo quantitativo ('quantitative easing') que a Reserva Federal americana já anunciou.
    O banco central dos Estados Unidos prepara-se para injectar 600 mil milhões de dólares para auxiliar a recuperação económica do país. A medida vai criar uma corrida global à desvalorização das moedas, avisam os BRIC.
    "A missão dos BRIC será alcançar um acordo específico para evitar a desvalorização competitiva de divisas e fazer com que os países industrializados adoptem, ao invés, medidas fiscais de estímulo. Tal será muito difícil de alcançar", disse à Lusa Robert Wood, analista do Economist Intelligent Unit, que segue o Brasil.
    "Em vez disso, vamos seguir com um apreciação muito devagar da moeda chinesa e com a política de afrouxamento monetário por parte dos Estados Unidos. Isso vai seguir aplicando uma pressão sobre as moedas dos mercados emergentes que têm moedas flutuantes", acrescentou.
    Os BRIC já ganharam um peso maior na estrutura do Fundo Monetário Internacional (FMI). Do G20 deverá sair a decisão de atribuir aos emergentes mais de seis por cento das quotas do fundo, que determinam os votos, ao mesmo tempo que a Europa deverá perder dois lugares, de um total de 24, no conselho de administração.
    No entanto, a reforma do FMI ou as novas regras sobre o capital dos bancos - que o G20 também deverá adoptar e que deverá deixar de fora as instituições bancárias dos mercados emergentes - não passa da terminação. O acordo cambial seria a "sorte grande", sem a qual os emergentes receiam ver as suas moedas a valorizar e as exportações a cair.
    Ignazio Angeloni, que coordena o fórum de discussão do G20 no instituto Bruegel, em Bruxelas, considera que "a decisão da Reserva Federal não ajuda a uma resolução colectiva do problema", mas tem ainda esperança que a reforma do FMI ajude a alcançar acordos noutras áreas.
    Do lado oposto dos Estados Unidos na guerra cambial está a China, acusada de desvalorizar artificialmente o yuan, beneficiando as suas exportações e acumulando grandes excedentes comerciais à custa de outros países.
    As "guerras" cambiais poderão por isso abrir cisões no seio dos BRIC, alerta Robert Wood. "Não é apenas uma discussão entre os BRIC e os industrializados, mas entre as maiores economias globais, sobretudo a China. Dentro dos BRIC tem gente que é parte do problema, [cujas decisões] vão seguir aplicando pressões sobre as moedas dos emergentes".
    Pressões que também se vão sentir na Europa, disse à Lusa Kevin Dunning, analista do Economist Intelligent Unit.
    "A Europa é passiva. Com o Banco Central Europeu relutante a intervir na valorização do euro, a moeda única europeia pode ser uma das vítimas da disputa entre a China e os EUA", alertou Dunning.



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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Euro perde 4% desde sexta-feira


    Cambial

    Euro perde 4% desde sexta-feira


    10/11/10

    A moeda comunitária desliza pelo quarto dia consecutivo, penalizada pelos receios em torno da crise da dívida soberana na Europa.

    O euro desliza 0,72% para cotar nos 1,367 dólares, mínimos de 30 de Setembro. A moeda comunitária está a cair há quatro sessões, enquanto se aguçam os receios em torno da crise de dívida de alguns países da Europa como Irlanda e Portugal.

    Os investidores estão cada vez mais preocupados com o facto de os países poderem entrar em incumprimento, numa altura em que o mercado de dívida não pára de dar sinais de nervosismo.

    O risco de dívida da Irlanda voltou hoje a tocar novos máximos da era euro, com os investidores a exigir um novo valor recorde para comprar dívida do país. A ‘yield' dos títulos da dívida pública irlandesa a 10 anos tocou os 8,574%, face aos 7,939% registados ontem.
    No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT portuguesas a 10 anos sobe para 7,088%, acima da barreira de 7% considerada por Teixeira dos Santos como o nível a partir do qual se deveria pensar no FMI.

    É neste contexto que o euro desvalorizou 3,7% desde sexta-feira, elevando para 4,4% as perdas anuais face ao dólar.





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