Mercado Cambial - Notíçias de 11/11/2010

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 11, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Disputas entre os BRIC e EUA devem impedir acordo sobre meta cambial


    Injecção de moeda nos Estados Unidos colocou debate sobre desequilíbrios comerciais ao rubro. Obama reuniu-se com Hu Jintao para obter acordo.

    A reunião dos vinte países mais industrializados do mundo começa, oficialmente, hoje, mas o jogo de bastidores já se arrasta há meses. Ontem, o acordo não parecia fácil, com cada bloco a defender posições opostas: de um lado, os Estados Unidos querem que países como a China valorizem a moeda; do outro, as economias emergentes não se querem comprometer num acordo específico sobre esta temática.

    O resultado deverá ser um documento redondo, sem números, previa ontem o "Financial Times". Para tentar encontrar uma base de entendimento com a China, Barack Obama reuniu-se com o presidente chinês Hu Jintao.

    A principal questão em cima da mesa reside nos desequilíbrios comerciais entre os países que produzem e os que compram - uma consequência das baixas taxas de câmbio dos primeiros. Actualmente, a China vende muito barato e compra muito caro, o que influencia de forma explosiva as suas exportações e bloqueia as de outros países. O senador democrata Charles Schumer está há meses a fazer pressão para aprovar, no Congresso, uma taxa sobre a China, caso esta não aprecie a moeda.

    O euro está a cotar nos 1,367 dólares, mínimos de 30 de Setembro. A moeda comunitária está a cair há quatro sessões, enquanto se aguçam os receios em torno da crise de dívida de alguns países da Europa como Irlanda e Portugal.






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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    G20 ainda sem acordo sobre como evitar guerra cambial

    G20 ainda sem acordo sobre como evitar guerra cambial


    Numa altura em que o mundo desenvolvido ainda luta para deixar a recessão para trás e se repete em queixas contra a desvalorização da moeda chinesa, os negociadores do G20 não conseguiram ultrapassar as suas divergências sobre como evitar uma guerra cambial.


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    Segundo a agência Bloomberg, que cita um responsável sul-coreano, o desacordo ao nível técnico deverá ser constatado pelos líderes politico, que se reunem hoje e amanhã em Seul, capital da Coreia do Sul.


    Já na terça-feira, o encontro prévio dos delegados dos ministérios das Finanças das maiores potências do mundo havia terminado sem “fumo branco”.

    Os Estados Unidos acusam a China de manter sua moeda desvalorizada para alavancar a sua competitividade, e querem que os grandes países exportadores aceitem, através de um acordo no G20, limitar o excedente comercial de suas balanças comerciais a uma percentagem do PIB.


    Mas a Alemanha e a China (que acumulam os maiores excedentes comerciais do mundo) rejeitam a iniciativa, e juntamente com o Brasil, acusam Washington de ameaçar a recuperação mundial com o enfraquecimento do dólar, em particular depois do anúncio da Reserva Federal, na semana passada, de que poderá injector mais 600 mil milhões de dólares para estimular a actividade económica.


    E se na Europa a preocupação é com o euro fortalecido, na América Latina e na Ásia teme-se que, com as taxa de juros virtualmente nulas nos Estados Unidos, os dólares da Fed acabem por inundar os mercados emergentes, cujo rendimento mais alto previsivelmente atrairá os investidores, alimentando os riscos de bolhas especulativas.


    Neste contexto, a quinta cimeira do G20 – cujos membros são responsáveis por 90% do PIB mundial – tem como principal desafio recuperar alguma coordenação nas políticas monetárias e económicas nacionais, que marcou a resposta à crise financeira, em finais de 2008.




    in JNeg
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Geithner explica depreciação do dólar e responde a Greenspan

    Geithner explica depreciação do dólar e responde a Greenspan


    O responsável respondeu a críticos das políticas económicas norte-americanas, entre os quais se encontram o lendário governador da Fed para quem trabalhou, Alan Greenspan.


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    O secretário do Tesouro Timothy F. Geithner disse que o dólar está a negociar pressionado por uma menor procura de refúgio e respondeu aos críticos que o acusam de depreciar a moeda para suportar a economia.

    Segundo o responsável, a menor procura de refúgio no dólar é “um sinal de maior confiança de que apesar de enfrentarmos desafios nos nacionais e internacionais, esse riscos são mais acessíveis” disse à CNBN segundo uma transcrição de uma entrevista citada pela Bloomberg. Essa é a “tendência dominante que nós vemos”, referiu. Um dos críticos das políticas levadas a cabo pelo Governo e Reserva Federal dos Estados Unidos é o economista, Alan Greenspan, que comandou a política monetária dos EUA entre 1987 e 2006.

    Thimothy Geithner serviu como presidente da Reserva Federal de Nova Iorque, que pertence ao sistema de bancos centrais da Reserva Federal dos EUA, durante alguns dos anos em que esta foi liderada por Alan Greenspan.

    “Tenho enorme respeito por Greenspan, tive o enorme privilégio de trabalhar com ele durante um longo período de anos essa não é uma descrição fidedigna nem das políticas da Fed nem das nossas”, disse Geithner à imprensa ao chegar à Coreia do Sul onde se vai juntar às iniciativas apoio ao comércio internacional.

    “Nunca vamos procurar enfraquecer a nossa divisa como ferramenta para ganhar vantagem económica ou para impulsionar a economia”, concluiu o responsável da administração Obama.

    Assim, o secretário do Tesouro responde também ao vice-presidente da China, que acusou o pais de “abalroar” as economias emergentes com capitais de curto prazo e ao ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble que acusou a Fed de não saber o que está a fazer.

    O índice dólar, que reflecte o desempenho da moeda norte-americana face às divisas dos seis maiores parceiros comerciais, desceu para mínimos de Dezembro de 2009. Nos últimos seis meses perdeu 11% face ao iene para 82,17 ienes por dólar e declinou 8,2% face ao euro no mesmo período, negociando nos 1,3797 dólares por euro.



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  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Receios em torno da dívida levam euro abaixo dos 1,37 dólares

    Receios em torno da dívida levam euro abaixo dos 1,37 dólares


    O facto dos juros das obrigações portuguesas e irlandeses continuarem a subir e de ter sido divulgado que a economia espanhola estagnou no terceiro trimestre está a penalizar a moeda única europeia.


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    Contra a moeda norte-americana, o euro desliza 0,77% para os 1,3677 dólares. O euro está, aliás, a perder face a 13 dos 15 congéneres mais negociados, e aproxima-se de mínimos em mais de um mês face à nota verde.

    O euro volta hoje a ser pressionado pelas crescentes preocupações de que os países periféricos tenham dificuldades em reduzir os seus défices.

    Os juros da dívida dos países periféricos agravaram-se depois de a ministra Christine Lagarde ter dito que os investidores devem partilhar os custos de um resgate como o que ocorreu na Grécia. O preço das obrigações portuguesas (que se relacionam inversamente com os juros) caiu e levou a taxa de retorno da dívida pública a 10 anos a agravar-se 20,1 pontos base para 7,237%, já depois de ter voltado a fixar um máximo histórico esta manhã, ao atingir os 7,247% esta manhã, segundo as taxas genéricas da Bloomberg.

    A pressionar o euro está também o facto de ter sido divulgado que o PIB espanhol estagnou no terceiro trimestre por comparação com o anterior, quando havia progredido duas décimas.




    in JNeg
     
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