Mercado Cambial - Notíçias de 12/11/2010

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 12, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Guerra cambial alimenta bolhas nos mercados


    Países emergentes temem que dólar baixo crie desequilíbrios nas matérias--primas. Queixas chegaram ao G20.


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    Quem quer um dólar fraco? À excepção dos EUA, ninguém. Porque há o risco de a desvalorização da divisa norte-americana, em resultado da nova injecção de liquidez realizada pela Reserva Federal (Fed), venha a criar bolhas nos mercados. A ameaça é real, e está a ser alvo de duras críticas em Seul, na Cimeira do G20.

    A Fed apresentou um primeiro pacote de estímulos no ano passado, que permitiu aos EUA emergirem da recessão. Perante sinais de fraqueza da economia, a entidade presidida por Ben Bernake pôs em marcha um "Quantitative Easing II", um programa alargado de compra de títulos de dívida, no valor de 600 mil milhões de dólares.

    Contra a moeda norte-americana, o euro desliza 0,77% para os 1,3677 dólares. O euro está, aliás, a perder face a 13 dos 15 congéneres mais negociados, e aproxima-se de mínimos em mais de um mês face à nota verde.



    in JNeg
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Portugal entre as economias que mais perde com dólar fraco


    Cambial

    Portugal entre as economias que mais perde com dólar fraco


    12/11/10

    O dólar forte beneficia as exportações para países terceiros, mas torna o petróleo mais caro.

    A política implícita de dólar fraco como expoente máximo da denominada "guerra cambial", que está em debate no G20 de Seul na Coreia do Sul, tem um efeito nefasto na capacidade exportadora de muitas economias europeias, com Portugal à cabeça, que vê as suas exportações aumentar de preço. Mas a valorização do euro não é compensada pelo lado das importações, nomeadamente do petróleo, avaliado em dólares, atenuando a factura externa do país. Esta é a opinião de economistas ouvidos pelo Diário Económico, à margem do confronto de palavras em Seul e uma semana depois da Reserva Federal inundar a economia norte-americana com 600 mil milhões de dólares.
    A dificuldade do Ocidente em sair da crise está a levar muitas economias a desvalorizar as suas moedas para ganhar competitividade externa, empurrando para outras o fardo do ajustamento. Economias como a China seguem o exemplo com uma espécie de indexação ao dólar, enquanto o Brasil responde com medidas de controlo de capitais. No final, a zona euro é que paga. "O euro é a válvula de escape do dólar, porque se Brasil e Coreia, apesar de terem câmbios flexíveis, têm usado o controlo de capitais travando o afluxo de dólares, o euro não tem como responder", explica, Cristina Casalino, economista chefe do BPI.



    in DE
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    G20 dividido avança com lista de bancos sistémicos


    Reunião

    G20 dividido avança com lista de bancos sistémicos


    12/11/10

    As divisões em torno da questão cambial e receios proteccionistas estão a minar o encontro.

    O ambiente de polémica e divisão que reina no encontro dos líderes dos 20 países mais poderosos do globo em Seul, na Coreia do Sul, marca o fim do período de graça do G20, como fórum global para refundar o sistema capitalista. Com a Europa a braços com uma Irlanda perto da falência, os Estados Unidos a desvalorizarem ostensivamente o dólar, despoletando uma reacção proteccionista no mundo, as únicas frentes de consenso são os mecanismos de prevenção de futuras crises. Um sistema de alerta para o sector financeiro e uma lista de bancos de grande porte, com efeito sistémico, são duas saídas em frente que sobressaem nos esboços de comunicado final do encontro, a ser trabalhados pelos diplomatas.
    O plano passa por mandatar o fórum de estabilidade financeira (FSF), sedeado em Basileia, para definir até ao fim do ano quais são as entidades sistémicas. E, até meados de 2011, definir as regras que estas devem respeitar. A ministra espanhola das Finanças, Elena Salgado, considerou ontem "razoável" que tanto os bancos Santander como o BBVA integrem esta lista de "entidades sistémicas", que são demasiado grandes para falir. A ideia é que os bancos desta lista estejam sujeitos a mais requisitos de capital próprio e uma vigilância mais apertada por parte dos reguladores, de modo a que a situação do Lehman Brothers não se venha a repetir. O risco é de cair num sistema de duas velocidades.



    in DE
     
  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Euro vive a pior semana em três meses


    Cambial

    Euro vive a pior semana em três meses


    12/11/10

    A divisa europeia perdeu 2% do seu valor nas últimas cinco sessões, o que representa a maior queda semanal desde Agosto.

    Apesar do euro estar hoje a ganhar terreno ao dólar, o balanço semanal é negativo em mais de 2%. Para se encontrar um desempenho pior é preciso recuar à semana terminada a 13 de Agosto, em que a divisa europeia depreciou 4%.

    "A força do euro é resultado da especulação sobre um eventual resgate irlandês", disse Stephen Gallo, analista da Schneider Foreigen Exchange, em Londres. O mesmo perito explicou à Bloomberg que "[os europeus] terão que fazer qualquer coisa para fornecer liquidez à Irlanda até 2011, uma vez que o país planeia regressar nesse ano ao mercado obrigacionista e é impossível pedir emprestado perante as actuais taxas".
    A moeda única europeia estava agora a recuperar parte dessas perdas, ao avançar 0,6% para 1,3748 dólares, depois de já ter estado a cotar nos 1,3574 dólares, um mínimo de seis semanas. Esta recuperação é suportada, segundo os peritos, pela convicção de que a Irlanda será ajudada por Bruxelas e também pelo esclarecimento de que o plano franco-alemão - que prevê que os credores assumam parte das perdas em caso de incumprimento - só será aplicado a partir de 2013.
    Esta notícia tranquilizou os investidores, estando hoje os indicadores de risco de Portugal e Irlanda a aliviar de máximos. Os receios em torno da dívida destes dois países regressaram esta semana em força aos mercados, tendo o juro das obrigações do Tesouro a 10 anos nacionais e irlandesas tocado ontem novos máximos, nos 7,377% e 8,891%, respectivamente.



    in DE
     
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