Mundo cresce menos e risco de recessão aumenta em Portugal

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 5, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    FMI

    Mundo cresce menos e risco de recessão aumenta em Portugal


    05/11/10

    Os pressupostos de enquadramento internacional que o Governo usou para o OE/2011 já estão em xeque. Economistas avisam que será mais difícil crescer.

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu ontem em baixa o crescimento para o mundo, cortando quase para metade as expectativas de aumento da riqueza produzida nas economias desenvolvidas. A materializar-se este cenário mais negativo, as consequências para Portugal são sérias: é que um abrandamento da economia internacional coloca em risco a única razão que justifica que Portugal escape a uma nova recessão.
    "O crescimento económico ficará entre 3% e 4% para o mundo inteiro em 2010, com assimetria, já que a progressão dos países desenvolvidos se limitará a 1% ou 2%, enquanto os emergentes alcançarão 6% a 8%, às vezes mais", disse ontem Olivier Blanchard, conselheiro e director do departamento de research do FMI, em entrevista à estação de rádio francesa Europe 1.
    Menos de um mês depois de ter publicado o World Economic Outlook com uma revisão em alta do crescimento, o FMI volta assim a moderar o optimismo. A 6 de Outubro, o Fundo tinha previsto um crescimento da economia mundial de 4,8% para este ano e 4,2% para o próximo. Já para os países avançados as previsões eram de um aumento de 2,7% do PIB em 2010 e de 2,2% em 2011.
    Para Portugal, as notícias não podiam ser piores. Desde logo, o Governo tinha assumido as previsões de Outubro do FMI como enquadramento internacional para desenhar o cenário macro económico para Portugal, utilizado no Orçamento do Estado para 2011. Agora, este pressuposto está em xeque.
    Mais: as estimativas de crescimento do PIB apresentadas pelo Governo são de 0,2% para 2011. Mas mesmo sem ter em conta a revisão em baixa feita pelo FMI, este já era um número que até o próprio ministério das Finanças decidiu interpretar com cautela, já que Teixeira dos Santos preferiu usar um cenário de recessão (-0,7%) para estimar as receitas fiscais. O problema é que o ministro das Finanças não seguiu o mesmo critério para o resto das rubricas - como por exemplo as despesas com prestações sociais - que apresentam agora riscos acrescidos de execução.



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